Portuguese Bíblia Livre BLV
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1088 lines
113 KiB

  1. \id 2KI
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  3. \sts Bíblia Livre - Nestle 1904
  4. \h 2 Reis
  5. \toc1 Segundo Livro dos Reis
  6. \toc2 2 Reis
  7. \toc3 2ki
  8. \mt1 Segundo Livro dos Reis
  9. \s5
  10. \c 1
  11. \p
  12. \v 1 Depois da morte de Acabe, Moabe rebelou-se contra Israel.
  13. \v 2 E Acazias caiu pela sacada de uma sala da casa que tinha em Samaria; e estando enfermo enviou mensageiros, e disse-lhes: Ide, e consultai a Baal-Zebube deus de Ecrom, se sararei desta minha enfermidade.
  14. \s5
  15. \v 3 Então o anjo do SENHOR falou a Elias Tisbita, dizendo: Levanta-te, e sobe a encontrar-te com os mensageiros do rei de Samaria, e lhes dirás: Acaso não há Deus em Israel, para que vades a consultar Baal-Zebube, deus de Ecrom?
  16. \v 4 Portanto assim disse o SENHOR: Do leito em que subiste não descerás, antes certamente morrerás. E Elias se foi.
  17. \s5
  18. \v 5 E quando os mensageiros voltaram ao rei, ele lhes disse: Por que, pois, voltastes?
  19. \v 6 E eles lhe responderam: Encontramos um homem que nos disse: Ide, e voltai ao rei que vos enviou, e dizei-lhe: Assim disse o SENHOR: Acaso não há Deus em Israel, para que tu envias a consultar Baal-Zebube, deus de Ecrom? Portanto, do leito em que subiste não descerás, antes certamente morrerás.
  20. \s5
  21. \v 7 Então ele lhes disse: Qual era a roupa daquele homem que encontrastes, e que vos disse tais palavras?
  22. \v 8 E eles lhe responderam: Um homem vestido de pelos, e cingia seus lombos com um cinto de couro. Então ele disse: É Elias, o tisbita.
  23. \s5
  24. \v 9 E enviou logo a ele um capitão de cinquenta com seus cinquenta, o qual subiu a ele; e eis que ele estava sentado no cume do monte. E ele lhe disse: Homem de Deus, o rei disse que desças.
  25. \v 10 E Elias respondeu, e disse ao capitão de cinquenta: Se eu sou homem de Deus, desça fogo do céu, e consuma-te com teus cinquenta. E desceu fogo do céu, que o consumiu a ele e a seus cinquenta.
  26. \s5
  27. \v 11 Voltou o rei a enviar a ele outro capitão de cinquenta com seus cinquenta; e falou-lhe, e disse: Homem de Deus, o rei disse assim: Desce logo.
  28. \v 12 E respondeu-lhe Elias, e disse: Se eu sou homem de Deus, desça fogo do céu, e consuma-te com teus cinquenta. E desceu fogo do céu, que o consumiu a ele e a seus cinquenta.
  29. \s5
  30. \v 13 E voltou a enviar o terceiro capitão de cinquenta com seus cinquenta; e subindo aquele terceiro capitão de cinquenta, ficou de joelhos diante de Elias, e rogou-lhe, dizendo: Homem de Deus, rogo-te que diante dos teus olhos seja preciosa minha vida e a vida destes teus cinquenta servos.
  31. \v 14 Eis que desceu fogo do céu, e consumiu os dois primeiros capitães de cinquenta, com seus cinquenta; seja agora minha vida preciosa diante de teus olhos.
  32. \s5
  33. \v 15 Então o anjo do SENHOR disse a Elias: Desce com ele; não tenhas dele medo. E ele se levantou, e desceu com ele ao rei.
  34. \v 16 E disse-lhe: Assim disse o SENHOR: Por que enviaste mensageiros a consultar Baal-Zebube, deus de Ecrom? Acaso não há Deus em Israel para consultar a sua palavra? Não descerás, portanto, do leito em que subiste, antes certamente morrerás.
  35. \s5
  36. \v 17 E morreu conforme à palavra do SENHOR que Elias havia falado; e reinou em seu lugar Jorão, no segundo ano de Jeorão, filho de Josafá rei de Judá; porque Acazias não tinha filho.
  37. \v 18 E os demais dos feitos de Acazias, não estão escrito no livro das crônicas dos reis de Israel?
  38. \s5
  39. \c 2
  40. \v 1 E aconteceu que, quando o SENHOR quis erguer Elias num turbilhão ao céu, Elias vinha com Eliseu de Gilgal.
  41. \v 2 E disse Elias a Eliseu: Fica-te agora aqui, porque o SENHOR me enviou a Betel. E Eliseu disse: Vive o SENHOR, e vive tua alma, que não te deixarei. Desceram pois a Betel.
  42. \s5
  43. \v 3 E saindo a Eliseu os filhos dos profetas que estavam em Betel, disseram-lhe: Sabes como o SENHOR tirará hoje o teu senhor de tua cabeça? E ele disse: Sim, eu o sei; calai.
  44. \v 4 E Elias lhe voltou a dizer: Eliseu, fica-te aqui agora, porque o SENHOR me enviou a Jericó. E ele disse: Vive o SENHOR, e vive tua alma, que não te deixarei. Vieram, pois, a Jericó.
  45. \s5
  46. \v 5 E achegaram-se a Eliseu os filhos dos profetas que estavam em Jericó, e disseram-lhe: Sabes como o SENHOR tirará hoje o teu senhor de tua cabeça? E ele respondeu: Sim, eu o sei; calai.
  47. \v 6 E Elias lhe disse: Rogo-te que te fiques aqui, porque o SENHOR me enviou ao Jordão. E ele disse: Vive o SENHOR, e vive tua alma, que não te deixarei. Foram, pois, ambos.
  48. \s5
  49. \v 7 E vieram cinquenta homens dos filhos dos profetas, e pararam-se em frente a o longe: e eles dois se pararam junto ao Jordão.
  50. \v 8 Tomando então Elias seu manto, dobrou-o, e feriu as águas, as quais se apartaram a um e a outro lado, e passaram ambos em seco.
  51. \s5
  52. \v 9 E quando houveram passado, Elias disse a Eliseu: Pede o que queres que faça por ti, antes que seja tirado de contigo. E disse Eliseu: Rogo-te que a porção dobrada de teu espírito seja sobre mim.
  53. \v 10 E ele lhe disse: Coisa difícil pediste. Se me vires quando for tirado de ti, te será assim feito; mas se não, não.
  54. \s5
  55. \v 11 E aconteceu que, indo eles falando, eis que um carro de fogo com cavalos de fogo separou os dois; e Elias subiu ao céu num turbilhão.
  56. \v 12 E vendo-o Eliseu, clamava: Meu pai, meu pai! Carro de Israel e seus cavaleiros! E nunca mais lhe viu, e segurando de suas roupas, rompeu-os em duas partes.
  57. \s5
  58. \v 13 Levantou logo o manto de Elias que se lhe havia caído, e voltou, e parou-se à beira do Jordão.
  59. \v 14 E tomando o manto de Elias que se lhe havia caído, feriu as águas, e disse: Onde está o SENHOR, o Deus de Elias? E assim que houve do mesmo modo ferido as águas, apartaram-se a um e a outro lado, e passou Eliseu.
  60. \s5
  61. \v 15 E vendo-lhe os filhos dos profetas que estavam em Jericó da outra parte, disseram: O espírito de Elias repousou sobre Eliseu. E vieram-lhe a receber, e inclinaram-se a ele até a terra.
  62. \v 16 E disseram-lhe: Eis que há com teus servos cinquenta homens fortes; vão agora e busquem o teu senhor; talvez o Espírito do SENHOR o levantou, e o lançou em algum monte ou em algum vale. E ele lhes disse: Não envieis.
  63. \s5
  64. \v 17 Mas eles lhe importunaram, até que envergonhando-se, disse: Enviai. Então eles enviaram cinquenta homens, os quais o buscaram três dias, mas não o acharam.
  65. \v 18 E quando voltaram a ele, que se havia restado em Jericó, ele lhes disse: Não vos disse eu que não fôsseis?
  66. \s5
  67. \v 19 E os homens da cidade disseram a Eliseu: Eis que o assento desta cidade é bom, como meu senhor vai; mas as águas são más, e a terra enferma.
  68. \v 20 Então ele disse: Trazei-me uma botija nova, e ponde nela sal. E trouxeram-na.
  69. \s5
  70. \v 21 E saindo ele aos mananciais das águas, lançou dentro o sal, e disse: Assim disse o SENHOR: Eu sarei estas águas, e não haverá mais nelas morte nem enfermidade.
  71. \v 22 E foram saradas as águas até hoje, conforme a palavra que falou Eliseu.
  72. \s5
  73. \v 23 Depois subiu dali a Betel; e subindo pelo caminho, saíram os meninos da cidade, e se ridicularizavam dele, dizendo: Sobe, calvo! Sobe, calvo!
  74. \v 24 E olhando ele atrás, viu-os, e amaldiçoou-os no nome do SENHOR. E duas ursas saíram da floresta, e despedaçaram deles quarenta e dois meninos.
  75. \v 25 De ali foi ao monte de Carmelo, e dali voltou a Samaria.
  76. \s5
  77. \c 3
  78. \v 1 E Jorão, filho de Acabe, começou a reinar em Samaria sobre Israel o ano dezoito de Josafá rei de Judá; e reinou doze anos.
  79. \v 2 E fez o que era mau aos olhos do SENHOR, ainda que não como seu pai e sua mãe; porque tirou as estátuas de Baal que seu pai havia feito.
  80. \v 3 Mas achegou-se aos pecados de Jeroboão, filho de Nebate, que fez pecar a Israel; e não se separou deles.
  81. \s5
  82. \v 4 Então Messa rei de Moabe era proprietário de gados, e pagava ao rei de Israel cem mil cordeiros e cem mil carneiros com suas lãs.
  83. \v 5 Mas morto Acabe, o rei de Moabe se rebelou contra o rei de Israel.
  84. \v 6 E saiu então de Samaria o rei Jorão, e inspecionou a todo Israel.
  85. \s5
  86. \v 7 E foi e enviou a dizer a Josafá rei de Judá: O rei de Moabe se há rebelado contra mim: irás tu comigo à guerra contra Moabe? E ele respondeu: Irei, porque como eu, assim tu; como meu povo, assim teu povo; como meus cavalos, assim também teus cavalos.
  87. \v 8 E disse: Por qual caminho iremos? E ele respondeu: Pelo caminho do deserto de Edom.
  88. \s5
  89. \v 9 Partiram, pois, o rei de Israel, e o rei de Judá, e o rei de Edom; e quando andaram rodeando pelo deserto sete dias de caminho, faltou-lhes a água para o exército, e para os animais que os seguiam.
  90. \v 10 Então o rei de Israel disse: Ah! Que o SENHOR chamou estes três reis para entregá-los em mãos dos moabitas.
  91. \s5
  92. \v 11 Mas Josafá disse: Não há aqui profeta do SENHOR, para que consultemos ao SENHOR por ele? E um dos servos do rei de Israel respondeu e disse: Aqui está Eliseu filho de Safate, que dava água a mãos a Elias.
  93. \v 12 E Josafá disse: Este terá palavra do SENHOR. E desceram a ele o rei de Israel, e Josafá, e o rei de Edom.
  94. \s5
  95. \v 13 Então Eliseu disse ao rei de Israel: Que tenho eu contigo? Vai aos profetas de teu pai, e aos profetas de tua mãe. E o rei de Israel lhe respondeu: Não; porque juntou o SENHOR estes três reis para entregá-los em mãos dos moabitas.
  96. \v 14 E Eliseu disse: Vive o SENHOR dos exércitos, em cuja presença estou, que se não tivesse respeito ao rosto de Josafá rei de Judá, não olharia a ti, nem te veria.
  97. \s5
  98. \v 15 Mas agora trazei-me um músico. E enquanto o músico tocava, a mão do SENHOR foi sobre Eliseu.
  99. \v 16 E disse: Assim disse o SENHOR: Fazei neste vale muitas covas.
  100. \v 17 Porque o SENHOR disse assim: Não vereis vento, nem vereis chuva, e este vale será cheio de água, e bebereis vós, e vossos animais, e vossos gados.
  101. \s5
  102. \v 18 E isto é coisa pouca aos olhos do SENHOR; dará também aos moabitas em vossas mãos.
  103. \v 19 E vós ferireis a toda cidade fortalecida e a toda vila bela, e cortareis toda boa árvore, e cegareis todas as fontes de águas, e destruireis com pedras toda terra fértil.
  104. \s5
  105. \v 20 E aconteceu que pela manhã, quando se oferece o sacrifício, eis que vieram águas pelo caminho de Edom, e a terra foi cheia de águas.
  106. \s5
  107. \v 21 E todos os de Moabe, quando ouviram que os reis subiam a lutar contra eles, juntaram-se desde todos os que cingiam armas de guerra acima, e puseram-se na fronteira.
  108. \v 22 E quando se levantaram pela manhã, e luziu o sol sobre as águas, viram os de Moabe desde longe as águas vermelhas como sangue;
  109. \v 23 E disseram: Sangue é este de espada! Os reis se revoltaram, e cada um matou a seu companheiro. Agora, pois, Moabe, à presa!
  110. \s5
  111. \v 24 Mas quando chegaram ao campo de Israel, levantaram-se os israelitas e feriram aos de Moabe, os quais fugiram diante deles; seguiram, porém, ferindo aos de Moabe.
  112. \v 25 E assolaram as cidades, e em todas as propriedades férteis lançou cada um sua pedra, e as encheram; fecharam também todas as fontes das águas, e derrubaram todas as boas árvores; até que em Quir-Haresete somente deixaram suas pedras; porque os atiradores de funda a cercaram e a feriram.
  113. \s5
  114. \v 26 E quando o rei de Moabe viu que a batalha o vencia, tomou consigo setecentos homens que tiravam espada, para romper contra o rei de Edom, mas não conseguiram.
  115. \v 27 Então arrebatou a seu primogênito que havia de reinar em seu lugar, e sacrificou-lhe em holocausto sobre o muro. E havia grande ira em Israel; e retiraram-se dele, e voltaram a sua terra.
  116. \s5
  117. \c 4
  118. \v 1 Uma mulher, das mulheres dos filhos dos profetas, clamou a Eliseu, dizendo: Teu servo, meu marido, é morto; e tu sabes que teu servo era temeroso ao SENHOR; e veio o credor para tomar-se dois filhos meus por servos.
  119. \v 2 E Eliseu lhe disse: que te farei eu? Declara-me o que tens em casa. E ela disse: Tua serva nenhuma coisa tem em casa, a não ser uma botija de azeite.
  120. \s5
  121. \v 3 E ele lhe disse: Vai, e pede para ti vasos emprestados de todos teus vizinhos, vasos vazios, não poucos.
  122. \v 4 Entra logo, e fecha a porta atrás de ti e atrás teus filhos; e deita em todos os vasos, e em estando um cheio, põe-o à parte.
  123. \s5
  124. \v 5 E partiu-se a mulher dele, e fechou a porta atrás si e atrás seus filhos; e eles lhe traziam os vasos, e ela deitava do azeite.
  125. \v 6 E quando os vasos foram cheios, disse a um filho seu: Traze-me ainda outro vaso. E ele disse: Não há mais vasos. Então cessou o azeite.
  126. \s5
  127. \v 7 Veio ela logo, e contou-o ao homem de Deus, o qual disse: Vai, e vende o azeite, e paga a teus credores; e tu e teus filhos vivei do que restar.
  128. \s5
  129. \v 8 E aconteceu também que um dia passava Eliseu por Suném; e havia ali uma mulher rica, a qual lhe constrangeu a que comesse do pão; e quando por ali passava, vinha-se à sua casa a comer do pão.
  130. \v 9 E ela disse a seu marido: Eis que agora, eu entendo que este que sempre passa por nossa casa, é homem de Deus santo.
  131. \s5
  132. \v 10 Eu te rogo que faças uma pequena câmara de paredes, e ponhamos nela cama, e mesa, e cadeira, e candelabro, para que quando vier a nós, se recolha nela.
  133. \v 11 E aconteceu que um dia veio ele por ali, e recolheu-se naquela câmara, e dormiu nela.
  134. \s5
  135. \v 12 Então disse a Geazi seu criado: Chama a esta sunamita. E quando ele a chamou, ela se apresentou diante dele.
  136. \v 13 E disse ele a Geazi: Dize-lhe: Eis que tu tens sido prestativa por nós com todo este esmero: que queres que eu faça por ti? Tens necessidade que fale por ti ao rei, ou ao general do exército? E ela respondeu: Eu habito em meio de meu povo.
  137. \s5
  138. \v 14 E ele disse: Que, pois, faremos por ela? E Geazi respondeu: Eis que ela não tem filho, e seu marido é velho.
  139. \v 15 Disse então: Chama-a. E ele a chamou, e ela se parou à porta.
  140. \v 16 E ele lhe disse: A este tempo segundo o tempo da vida, abraçarás um filho. E ela disse: Não, senhor meu, homem de Deus, não mintas para tua serva.
  141. \s5
  142. \v 17 Mas a mulher concebeu, e pariu um filho a aquele tempo que Eliseu lhe havia dito, segundo o tempo da vida.
  143. \v 18 E quando o menino foi grande, aconteceu que um dia saiu a seu pai, aos ceifeiros.
  144. \v 19 E disse a seu pai: Minha cabeça, minha cabeça! E ele disse a um criado: Leva-o a sua mãe.
  145. \v 20 E havendo-lhe ele tomado, e trazido-o a sua mãe, esteve sentado sobre seus joelhos até meio dia, e morreu-se.
  146. \s5
  147. \v 21 Ela então subiu, e o pôs sobre a cama do homem de Deus, e fechando-lhe a porta, saiu-se.
  148. \v 22 Chamando logo a seu marido, disse-lhe: Rogo-te que envies comigo a algum dos criados e uma das asnas, para que eu vá correndo ao homem de Deus, e volte.
  149. \s5
  150. \v 23 E ele disse: Para que hás de ir a ele hoje? Não é nova lua, nem sábado. E ela respondeu: Paz.
  151. \v 24 Depois fez preparar uma jumenta, e disse ao jovem: Guia e anda; e não me faças deter para que suba, a não ser quando eu te disser.
  152. \s5
  153. \v 25 Partiu-se, pois, e veio ao homem de Deus ao monte do Carmelo. E quando o homem de Deus a viu de longe, disse a seu criado Geazi: Eis que a sunamita:
  154. \v 26 Rogo-te que vás agora correndo a recebê-la, e dize-lhe: Há paz contigo, com teu marido, e com teu filho? E ela disse: Paz.
  155. \s5
  156. \v 27 E logo que chegou ao homem de Deus no monte, pegou seus pés. E chegou-se Geazi para tirá-la; mas o homem de Deus lhe disse: Deixa-a, porque sua alma está em amargura, e o SENHOR me encobriu o motivo, e não me revelou.
  157. \s5
  158. \v 28 E ela disse: Pedi eu filho a meu senhor? Não disse eu, que não me enganasses?
  159. \v 29 Então disse ele a Geazi: Cinge teus lombos, e toma meu bordão em tua mão, e vai; e se alguém te encontrar, não o saúdes; e se alguém te saudar, não lhe respondas: e porás meu bordão sobre o rosto do menino.
  160. \s5
  161. \v 30 E disse a mãe do menino: Vive o SENHOR, e vive tua alma, que não te deixarei.
  162. \v 31 Ele então se levantou, e seguiu-a. E Geazi havia ido diante deles, e havia posto o bordão sobre o rosto do menino, mas nem tinha voz nem sentido; e assim se havia voltado para encontrar a Eliseu; e declarou-o a ele, dizendo: O jovem não desperta.
  163. \s5
  164. \v 32 E vindo Eliseu à casa, eis que o menino que estava estendido morto sobre sua cama.
  165. \v 33 Entrando ele então, fechou a porta sobre ambos, e orou ao SENHOR.
  166. \v 34 Depois subiu, e lançou-se sobre o menino, pondo sua boca sobre a boca dele, e seus olhos sobre seus olhos, e suas mãos sobre as mãos suas; assim se estendeu sobre ele, e aqueceu a carne do jovem.
  167. \s5
  168. \v 35 Voltando-se logo, andou pela casa a uma parte e a outra, e depois subiu, e estendeu-se sobre ele; e o jovem espirrou sete vezes, e abriu seus olhos.
  169. \v 36 Então ele chamou a Geazi, e disse-lhe: Chama a esta sunamita. E ele a chamou. E entrando ela, ele lhe disse: Toma teu filho.
  170. \v 37 E assim que ela entrou, lançou-se a seus pés, e inclinou-se a terra: depois tomou seu filho, e saiu-se.
  171. \s5
  172. \v 38 E Eliseu se voltou a Gilgal. Havia então grande fome na terra. E os filhos dos profetas estavam com ele, pelo que disse a seu criado: Põe uma grande caçarola, e faze sopa para os filhos dos profetas.
  173. \v 39 E saiu um ao campo a colher ervas, e achou uma como parreira selvagem, e agarrou dela uma capa de frutos silvestres; e voltou, e cortou-as na caçarola da sopa: porque não sabia o que era.
  174. \s5
  175. \v 40 Serviu depois para que comessem os homens; mas sucedeu que comendo eles daquele guisado, deram vozes, dizendo: Homem de Deus, há morte na caçarola! E não o puderam comer.
  176. \v 41 Ele então disse: Trazei farinha. E espalhou-a na caçarola, e disse: Dá de comer à gente. E não houve mais mal na caçarola.
  177. \s5
  178. \v 42 Veio então um homem de Baal-Salisa, o qual trouxe ao homem de Deus pães de primícias, vinte pães de cevada, e trigo novo em sua espiga. E ele disse: Da ao povo, para que comam.
  179. \v 43 E respondeu seu servente: Como porei isto diante de cem homens? Mas ele voltou a dizer: Da ao povo para que comam, porque assim disse o SENHOR: Comerão, e sobrará.
  180. \v 44 Então ele o pôs diante deles, e comeram, e sobrou-lhes, conforme a palavra do SENHOR.
  181. \s5
  182. \c 5
  183. \v 1 Naamã, general do exército do rei da Síria, era grande homem diante de seu senhor, e em alta estima, porque por meio dele o SENHOR havia dado salvamento à Síria. Era este homem valente em extremo, mas leproso.
  184. \v 2 E da Síria haviam saído tropas, e haviam levado cativa da terra de Israel uma menina; a qual servindo à mulher de Naamã,
  185. \s5
  186. \v 3 disse à sua senhora: Se meu senhor rogasse ao profeta que está em Samaria, ele o sararia de sua lepra.
  187. \v 4 E Naamã, vindo a seu senhor, declarou-o a ele, dizendo: Assim e assim disse uma menina que é da terra de Israel.
  188. \s5
  189. \v 5 E disse-lhe o rei da Síria: Anda, vai, e eu enviarei cartas ao rei de Israel. Partiu, pois, ele, levando consigo dez talentos de prata, e seis mil peças de ouro, e dez mudas de roupas.
  190. \v 6 Tomou também cartas para o rei de Israel, que diziam assim: Logo em chegando a ti estas cartas, sabe por elas que eu envio a ti meu servo Naamã, para que o sares de sua lepra.
  191. \s5
  192. \v 7 E logo que o rei de Israel leu as cartas, rasgou suas roupas, e disse: Sou eu Deus, que mate e dê vida, para que este envie a mim a que sare um homem de sua lepra? Considerai agora, e vede como busca ocasião contra mim.
  193. \s5
  194. \v 8 E quando Eliseu, homem de Deus ouviu que o rei de Israel havia rasgado suas roupas, enviou a dizer ao rei: Por que rasgaste tuas vestes? Venha agora a mim, e saberá que há profeta em Israel.
  195. \v 9 E veio Naamã com seus cavalos e com seu carro, e parou-se às portas da casa de Eliseu.
  196. \v 10 Então Eliseu lhe enviou um mensageiro, dizendo: Vai, e lava-te sete vezes no Jordão, e tua carne se te restaurará, e serás limpo.
  197. \s5
  198. \v 11 E Naamã se foi irritado, dizendo: Eis que eu dizia para mim: Sairá ele logo, e estando em pé invocará o nome do SENHOR seu Deus, e levantará sua mão, e tocará o lugar, e sarará a lepra.
  199. \v 12 Abana e Farpar, rios de Damasco, não são melhores que todas as águas de Israel? Se me lavar neles, não serei também limpo? E voltou-se, e foi-se irritado.
  200. \s5
  201. \v 13 Mas seus criados se chegaram a ele, e falaram-lhe, dizendo: Pai meu, se o profeta te mandasse alguma grande coisa, não a farias? Quanto mais, dizendo-te: Lava-te, e serás limpo?
  202. \v 14 Ele então desceu, e mergulhou sete vezes no Jordão, conforme a palavra do homem de Deus; e sua carne se restaurou como a carne de um menino, e foi limpo.
  203. \s5
  204. \v 15 E voltou ao homem de Deus, ele e toda sua companhia, e pôs-se diante dele, e disse: Eis que agora conheço que não há Deus em toda a terra, a não ser em Israel. Rogo-te que recebas algum presente de teu servo.
  205. \v 16 Mas ele disse: Vive o SENHOR, diante do qual estou, que não o tomarei. E insistindo-lhe que tomasse, ele não quis.
  206. \s5
  207. \v 17 Então Naamã disse: Rogo-te, pois, não se dará a teu servo uma carga de um par de mulas desta terra? Porque de agora em diante teu servo não sacrificará holocausto nem sacrifício a outros deuses, a não ser ao SENHOR.
  208. \v 18 Em isto perdoe o SENHOR a teu servo: que quando meu senhor entrar no templo de Rimom, e para adorar nele se apoiar sobre minha mão, se eu também me inclinar no templo de Rimom, se no templo de Rimom me inclino, o SENHOR perdoe nisto a teu servo.
  209. \v 19 E ele lhe disse: Vai em paz. Partiu-se, pois, dele, e caminhou como o espaço de uma milha.
  210. \s5
  211. \v 20 Então Geazi, criado de Eliseu o homem de Deus, disse entre si: Eis que meu senhor poupou a este sírio Naamã, não tomando de sua mão as coisas que havia trazido. Vive o SENHOR, que correrei eu atrás dele, e tomarei dele alguma coisa.
  212. \v 21 E Geazi seguiu Naamã; e quando Naamã lhe viu que vinha correndo atrás dele, desceu do carro para receber-lhe, e disse: Vai bem?
  213. \v 22 E ele disse: Bem. Meu senhor me envia a dizer: Eis que vieram a mim nesta hora do monte de Efraim dois rapazes dos filhos dos profetas: rogo-te que lhes dês um talento de prata, e duas mudas de roupas.
  214. \s5
  215. \v 23 E Naamã disse: Rogo-te que tomes dois talentos. E ele lhe constrangeu, e atou dois talentos de prata em dois sacos, e duas mudas de roupas, e o pôs às costas a dois de seus criados, que o levassem diante dele.
  216. \v 24 E chegado que houve a um lugar secreto, ele o tomou da mão deles, e guardou-o em casa: logo mandou aos homens que se fossem.
  217. \v 25 E ele entrou, e pôs-se diante de seu senhor. E Eliseu lhe disse: De onde vens, Geazi? E ele disse: Teu servo não foi a nenhuma parte.
  218. \s5
  219. \v 26 O então lhe disse: Não foi também meu coração, quando o homem voltou de seu carro a receber-te? É tempo de tomar prata, e de tomar roupas, olivais, vinhas, ovelhas, bois, servos e servas?
  220. \v 27 A lepra de Naamã se apegará a ti e à tua semente para sempre. E saiu de diante dele leproso, branco como a neve.
  221. \s5
  222. \c 6
  223. \v 1 Os filhos dos profetas disseram a Eliseu: Eis que o lugar em que moramos contigo nos é estreito.
  224. \v 2 Vamos agora ao Jordão, e tomemos dali cada um uma viga, e façamo-nos ali lugar em que habitemos. E ele disse: Andai.
  225. \v 3 E disse um: Rogamos-te que queiras vir com teus servos. E ele respondeu: Eu irei.
  226. \s5
  227. \v 4 Foi-se, pois, com eles; e como chegaram ao Jordão, cortaram a madeira.
  228. \v 5 E aconteceu que derrubando uma árvore, caiu o machado na água; e deu vozes, dizendo: Ah, senhor meu, que era emprestada!
  229. \s5
  230. \v 6 E o homem de Deus disse: Onde caiu? E ele lhe mostrou o lugar. Então cortou ele um pau, e lançou-o ali; e fez flutuar o ferro.
  231. \v 7 E disse: Toma-o. E ele estendeu a mão, e tomou-o.
  232. \s5
  233. \v 8 Tinha o rei da Síria guerra contra Israel, e consultando com seus servos, disse: Em tal e tal lugar estará meu acampamento.
  234. \v 9 E o homem de Deus enviou a dizer ao rei de Israel: Olha que não passes por tal lugar, porque os sírios vão ali.
  235. \s5
  236. \v 10 Então o rei de Israel enviou a aquele lugar que o homem de Deus havia dito e alertado-lhe; e guardou-se dali, não uma vez nem duas.
  237. \v 11 E o coração do rei da Síria foi perturbado disto; e chamando a seus servos, disse-lhes: Não me declarareis vós quem dos nossos é do rei de Israel?
  238. \s5
  239. \v 12 Então um dos servos disse: Não, rei, senhor meu; mas sim que o profeta Eliseu está em Israel, o qual declara ao rei de Israel as palavras que tu falas em tua mais secreta câmara.
  240. \v 13 E ele disse: Ide, e olhai onde está, para que eu envie a tomá-lo. E foi-lhe dito: Eis que ele está em Dotã.
  241. \s5
  242. \v 14 Então enviou o rei ali cavaleiros, e carros, e um grande exército, os quais vieram de noite, e cercaram a cidade.
  243. \v 15 E levantando-se de manhã o que servia ao homem de Deus, para sair, eis que o exército que tinha cercado a cidade, com cavaleiros e carros. Então seu criado lhe disse: Ah, senhor meu! Que faremos?
  244. \v 16 E ele lhe disse: Não tenhas medo: porque mais são os que estão com nós que os que estão com eles.
  245. \s5
  246. \v 17 E orou Eliseu, e disse: Rogo-te, ó SENHOR, que abras seus olhos para que veja. Então o SENHOR abriu os olhos do jovem, e olhou; e eis que o monte estava cheio de cavaleiros, e de carros de fogo ao redor de Eliseu.
  247. \v 18 E logo que os sírios desceram a ele, orou Eliseu ao SENHOR, e disse: Rogo-te que firas a esta gente com cegueira. E feriu-os com cegueira, conforme ao dito de Eliseu.
  248. \v 19 Depois lhes disse Eliseu: Não é este o caminho, nem é esta a cidade; segui-me, que eu vos guiarei ao homem que buscais. E guiou-os a Samaria.
  249. \s5
  250. \v 20 E assim que chegaram a Samaria, disse Eliseu: SENHOR, abre os olhos destes, para que vejam. E o SENHOR abriu seus olhos, e olharam, e acharam-se em meio de Samaria.
  251. \v 21 E quando o rei de Israel os havia visto, disse a Eliseu: Eu os ferirei, pai meu?
  252. \s5
  253. \v 22 E ele lhe respondeu: Não os firas; feririas tu aos que tomaste cativos com tua espada e com teu arco? Põe diante deles pão e água, para que comam e bebam, e se voltem a seus senhores.
  254. \v 23 Então lhes foi preparada grande comida: e quando houveram comido e bebido, enviou-os, e eles se voltaram a seu senhor. E nunca mais tropas da Síria vieram à terra de Israel.
  255. \s5
  256. \v 24 Depois disto aconteceu, que Ben-Hadade rei da Síria juntou todo seu exército, e subiu, e pôs cerco a Samaria.
  257. \v 25 E houve grande fome em Samaria, tendo eles cerco sobre ela; tanto, que a cabeça de um asno era vendida por oitenta peças de prata, e a quarta parte de uma porção de esterco de pombas por cinco peças de prata.
  258. \v 26 E passando o rei de Israel pelo muro, uma mulher lhe deu vozes, e disse: Socorro, rei senhor meu.
  259. \s5
  260. \v 27 E ele disse: Se não te salva o SENHOR, de onde te tenho de salvar eu? Do granário, ou do lagar?
  261. \v 28 E disse-lhe o rei: Que tens? E ela respondeu: Esta mulher me disse: Dá aqui o teu filho, e o comamos hoje, e amanhã comeremos o meu.
  262. \v 29 Cozinhamos, pois, meu filho, e o comemos. O dia seguinte eu lhe disse: Dá aqui o teu filho, e o comamos. Mas ela escondeu seu filho.
  263. \s5
  264. \v 30 E quando o rei ouviu as palavras daquela mulher, rasgou suas roupas, e passou assim pelo muro: e chegou a ver o povo o saco que trazia interiormente sobre sua carne.
  265. \v 31 E ele disse: Assim me faça Deus, e assim me acrescente, se a cabeça de Eliseu filho de Safate restar sobre ele hoje.
  266. \s5
  267. \v 32 Estava naquele tempo Eliseu sentado em sua casa, e com ele estavam sentados os anciãos: e o rei enviou a ele um homem. Mas antes que o mensageiro viesse a ele, disse ele aos anciãos: Não vistes como este homicida me envia a tirar a cabeça?
  268. \v 33 Ainda estava ele falando com eles, e eis que o mensageiro que descia a ele; e disse: Certamente este mal vem do SENHOR. Para que tenho de esperar mais ao SENHOR?
  269. \s5
  270. \c 7
  271. \v 1 Disse então Eliseu: Ouvi palavra do SENHOR: Assim disse o SENHOR: Amanhã a estas horas valerá a medida de flor de farinha um siclo, e duas medidas de cevada um siclo, à porta de Samaria.
  272. \v 2 E um príncipe sobre cuja mão o rei se apoiava, respondeu ao homem de Deus, e disse: Se o SENHOR fizesse agora janelas no céu, seria isto assim? E ele disse: Eis que tu o verás com teus olhos, mas não comerás disso.
  273. \s5
  274. \v 3 E havia quatro homens leprosos à entrada da porta, os quais disseram o um ao outro: Para que nos estamos aqui até que morramos?
  275. \v 4 Se tratarmos de entrar na cidade, pela fome que há na cidade morreremos nela; e se nos ficamos aqui, também morreremos. Vamos pois agora, e passemo-nos ao exército dos sírios; se eles nos derem a vida, viveremos; e se nos derem a morte, morreremos.
  276. \s5
  277. \v 5 Levantaram-se pois no princípio da noite, para ir-se ao campo dos sírios; e chegando aos primeiros abrigos dos sírios, não havia ali homem.
  278. \v 6 Porque o Senhor havia feito que no campo dos sírios se ouvisse estrondo de carros, ruído de cavalos, e barulho de grande exército; e disseram-se os uns aos outros: Eis que o rei de Israel pagou contra nós aos reis dos heteus, e aos reis dos egípcios, para que venham contra nós.
  279. \s5
  280. \v 7 E assim se haviam levantado e fugido ao princípio da noite, deixando suas tendas, seus cavalos, seus asnos, e o campo como se estava; e haviam fugido por salvar as vidas.
  281. \v 8 E quando os leprosos chegaram aos primeiros abrigos, entraram-se em uma tenda, e comeram e beberam, e tomaram dali prata, e ouro, e vestido, e foram, e esconderam-no: e voltados, entraram em outra tenda, e dali também tomaram, e foram, e esconderam.
  282. \s5
  283. \v 9 E disseram-se o um ao outro: Não fazemos bem: hoje é dia de boa nova, e nós calamos: e se esperamos até a luz da manhã, nos alcançará a maldade. Vamos pois agora, entremos, e demos a nova em casa do rei.
  284. \v 10 E vieram, e deram vozes aos guardas da porta da cidade, e declararam-lhes, dizendo: Nós fomos ao campo dos sírios, e eis que não havia ali homem, nem voz de homem, a não ser cavalos atados, asnos também atados, e o campo como se estava.
  285. \v 11 E os porteiros deram vozes, e declararam-no dentro, no palácio do rei.
  286. \s5
  287. \v 12 E levantou-se o rei de noite, e disse a seus servos: Eu vos declararei o que nos fizeram os sírios. Eles sabem que temos fome, e saíram das tendas e esconderam-se no campo, dizendo: Quando houverem saído da cidade, os tomaremos vivos,
  288. \v 13 Então respondeu um de seus servos, e disse: Tomem agora cinco dos cavalos que restaram na cidade, (porque eles também são como toda a multidão de Israel que restou nela; também eles são como toda a multidão de Israel que pereceu); e enviemos, e vejamos o que há.
  289. \s5
  290. \v 14 Tomaram, pois, dois cavalos de um carro, e enviou o rei atrás o campo dos sírios, dizendo: Ide, e vede.
  291. \v 15 E eles foram, e seguiram-nos até o Jordão: e eis que, todo o caminho estava cheio de roupas e utensílios que os sírios haviam lançado com a pressa. E voltaram os mensageiros, e fizeram-no saber ao rei.
  292. \s5
  293. \v 16 Então o povo saiu, e saquearam o campo dos sírios. E foram vendidos uma medida de flor de farinha por um siclo, e duas medidas de cevada por um siclo, conforme a palavra do SENHOR.
  294. \v 17 E o rei pôs à porta a aquele príncipe sobre cuja mão ele se apoiava: e atropelou-lhe o povo à entrada, e morreu, conforme o que havia dito o homem de Deus, o que falou quando o rei desceu a ele.
  295. \s5
  296. \v 18 Aconteceu, pois, da maneira que o homem de Deus havia falado ao rei, dizendo: Duas medidas de cevada por um siclo, e a medida de flor de farinha será vendida por um siclo amanhã a estas horas, à porta de Samaria.
  297. \v 19 Ao qual aquele príncipe havia respondido ao homem de Deus, dizendo: Ainda que o SENHOR fizesse janelas no céu, poderia ser isso? E ele disse: Eis que tu o verás com teus olhos, mas não comerás disso.
  298. \v 20 E veio-lhe assim; porque o povo lhe atropelou à entrada, e morreu.
  299. \s5
  300. \c 8
  301. \v 1 E falou Eliseu àquela mulher a cujo filho havia feito viver, dizendo: Levanta-te, vai-te tu e toda tua casa a viver de onde puderes; porque o SENHOR chamou a fome, a qual virá também sobre a terra sete anos.
  302. \v 2 Então a mulher se levantou, e fez como o homem de Deus lhe disse: e partiu-se ela com sua família, e viveu em terra dos filisteus sete anos.
  303. \s5
  304. \v 3 E quando foram passados os sete anos, a mulher voltou da terra dos filisteus: depois saiu para clamar ao rei por sua casa, e por suas terras.
  305. \v 4 E havia o rei falado com Geazi, criado do homem de Deus, dizendo-lhe: Rogo-te que me contes todas as maravilhas que fez Eliseu.
  306. \s5
  307. \v 5 E contando ele ao rei como havia feito viver a um morto, eis que a mulher, a cujo filho havia feito viver, que clamava ao rei por sua casa e por suas terras. Então disse Geazi: Rei senhor meu, esta é a mulher, e este é seu filho, ao qual Eliseu fez viver.
  308. \v 6 E perguntando o rei à mulher, ela lhe contou. Então o rei lhe deu um eunuco, dizendo-lhe: Faze-lhe voltar todas as coisas que eram suas, e todos os frutos das terras desde o dia que deixou o país até agora.
  309. \s5
  310. \v 7 Eliseu se foi logo a Damasco, e Ben-Hadade rei da Síria estava enfermo, ao qual deram aviso, dizendo: O homem de Deus veio aqui.
  311. \v 8 E o rei disse a Hazael: Toma em tua mão um presente, e vai a receber ao homem de Deus, e consulta por ele ao SENHOR, dizendo: Sararei desta enfermidade?
  312. \v 9 Tomou pois Hazael em sua mão um presente de todos os bens de Damasco, quarenta camelos carregados, e saiu-o a receber: e chegou, e pôs-se diante dele, e disse: Teu filho Ben-Hadade, rei da Síria, me enviou a ti, dizendo: Sararei desta enfermidade?
  313. \s5
  314. \v 10 E Eliseu lhe disse: Vai, dize-lhe: Seguramente viverás. Porém o SENHOR me mostrou que ele morrerá certamente.
  315. \v 11 E o homem de Deus lhe voltou o rosto fixamente, até o deixar desconcertado; então o homem de Deus chorou.
  316. \v 12 Então disse-lhe Hazael: Por que chora meu senhor? E ele respondeu: Porque sei o mal que farás aos filhos de Israel: a suas fortalezas pegarás fogo, e a seus rapazes matarás à espada, e despedaçarás a seus meninos, e rasgarás ao meio a suas grávidas.
  317. \s5
  318. \v 13 E Hazael disse: O que é o teu servo, um cão, para que ele faça esta grande coisa? E respondeu Eliseu: o SENHOR me mostrou que tu serás rei da Síria.
  319. \v 14 E ele se partiu de Eliseu, e veio a seu senhor, o qual lhe disse: Que te disse Eliseu? E ele respondeu: Disse-me que seguramente viverás.
  320. \v 15 O dia seguinte tomou um pano grosso, e meteu-o em água, e estendeu-os sobre o rosto de Ben-Hadade, e morreu: e reinou Hazael em seu lugar.
  321. \s5
  322. \v 16 No quinto ano de Jorão filho de Acabe rei de Israel, e sendo Josafá rei de Judá, começou a reinar Jeorão filho de Josafá rei de Judá.
  323. \v 17 De trinta e dois anos era quando começou a reinar, e oito anos reinou em Jerusalém.
  324. \s5
  325. \v 18 E andou no caminho dos reis de Israel, como fez a casa de Acabe, porque uma filha de Acabe foi sua mulher; e fez o que era mau aos olhos do SENHOR.
  326. \v 19 Contudo, o SENHOR não quis destruir Judá, por amor de Davi seu servo, como lhe havia prometido dar-lhe lâmpada de seus filhos perpetuamente.
  327. \s5
  328. \v 20 Em seu tempo Edom rebelou-se de sob o domínio de Judá, e puseram rei sobre si.
  329. \v 21 Jeorão, portanto, passou a Seir, e todos seus carros com ele: e levantando-se de noite feriu aos edomitas, os quais lhe haviam cercado, e aos capitães dos carros: e o povo fugiu a suas moradas.
  330. \s5
  331. \v 22 Separou-se não obstante Edom de sob a domínio de Judá, até hoje. Rebelou-se ademais Libna no mesmo tempo.
  332. \v 23 Os demais dos feitos de Jeorão, e todas as coisas que fez, não estão escritos no livro das crônicas dos reis de Judá?
  333. \v 24 E descansou Jeorão com seus pais, e foi sepultado com seus pais na cidade de Davi: e reinou em lugar seu Acazias, seu filho.
  334. \s5
  335. \v 25 No ano doze de Jeorão filho de Acabe rei de Israel, começou a reinar Acazias filho de Jeorão rei de Judá.
  336. \v 26 De vinte e dois anos era Acazias quando começou a reinar, e reinou um ano em Jerusalém. O nome de sua mãe foi Atalia filha de Onri rei de Israel.
  337. \v 27 E andou no caminho da casa de Acabe, e fez o que era mau aos olhos do SENHOR, como a casa de Acabe: porque era genro da casa de Acabe.
  338. \s5
  339. \v 28 E foi à guerra com Jorão filho de Acabe a Ramote de Gileade, contra Hazael rei da Síria; e os sírios feriram a Jorão.
  340. \v 29 E o rei Jorão se voltou a Jezreel, para curar-se das feridas que os sírios lhe fizeram diante de Ramote, quando lutou contra Hazael rei da Síria. E desceu Acazias filho de Jeorão rei de Judá, para visitar Jorão filho de Acabe em Jezreel, porque estava enfermo.
  341. \s5
  342. \c 9
  343. \v 1 Então o profeta Eliseu chamou a um dos filhos dos profetas, e disse-lhe: Cinge teus lombos, e toma esta vasilha de azeite em tua mão, e vai a Ramote de Gileade.
  344. \v 2 E quando chegares ali, verás ali a Jeú filho de Josafá filho de Ninsi; e entrando, faze-o se levantar dentre seus irmãos, e mete-o na recâmara.
  345. \v 3 Toma logo a vasilha de azeite, e derrama-a sobre sua cabeça, e dize: Assim disse o SENHOR: Eu te ungi por rei sobre Israel. E abrindo a porta, lança-te a fugir, e não esperes.
  346. \s5
  347. \v 4 Foi, pois, o jovem, o jovem do profeta, a Ramote de Gileade.
  348. \v 5 E quando ele entrou, eis que os príncipes do exército que estavam sentados. E ele disse: Príncipe, uma palavra tenho que dizer-te. E Jeú disse: A qual de todos nós? E ele disse: A ti, príncipe.
  349. \v 6 E ele se levantou, e entrou-se em casa; e o outro derramou o azeite sobre sua cabeça, e disse-lhe: Assim disse o SENHOR Deus de Israel: Eu te ungi por rei sobre o povo do SENHOR, sobre Israel.
  350. \s5
  351. \v 7 E ferirás a casa de Acabe teu senhor, para que eu vingue o sangue de meus servos os profetas, e o sangue de todos os servos do SENHOR, da mão de Jezabel.
  352. \v 8 E perecerá toda a casa de Acabe, e exterminarei de Acabe todo macho, tanto ao escravo como ao livre em Israel.
  353. \s5
  354. \v 9 E eu porei a casa de Acabe como a casa de Jeroboão filho de Nebate, e como a casa de Baasa filho de Aías.
  355. \v 10 E a Jezabel comerão cães no campo de Jezreel, e não haverá quem a sepulte. Em seguida abriu a porta, e lançou a fugir.
  356. \s5
  357. \v 11 Depois saiu Jeú aos servos de seu senhor, e disseram-lhe: Há paz? para que entrou a ti aquele louco? E ele lhes disse: Vós conheceis ao homem e suas palavras.
  358. \v 12 E eles disseram: Mentira; declara-o a nós agora. E ele disse: Assim e assim me falou, dizendo: Assim disse o SENHOR: Eu te ungi por rei sobre Israel.
  359. \v 13 Então tomaram prontamente sua roupa, e a pôs cada um debaixo dele em um trono alto, e tocaram trombeta, e disseram: Jeú é rei.
  360. \s5
  361. \v 14 Assim conjurou Jeú filho de Josafá filho de Ninsi, contra Jorão. (Estava Jorão guardando a Ramote de Gileade com todo Israel, por causa de Hazael rei da Síria.
  362. \v 15 Havia-se, porém, voltado o rei Jorão a Jezreel, para curar-se das feridas que os sírios lhe haviam feito, lutando contra Hazael rei da Síria.) E Jeú disse: Se é vossa vontade, ninguém escape da cidade, para ir a dar as novas em Jezreel.
  363. \v 16 Então Jeú cavalgou, e foi-se a Jezreel, porque Jorão estava ali enfermo. Também Acazias rei de Judá havia descido a visitar a Jorão.
  364. \s5
  365. \v 17 E o atalaia que estava na torre de Jezreel, viu a tropa de Jeú, que vinha, e disse: Eu vejo uma tropa. E Jorão disse: Toma um cavaleiro, e envia a reconhecê-los, e que lhes diga: Há paz?
  366. \v 18 Foi pois o cavaleiro a reconhecê-los, e disse: O rei diz assim: Há paz? E Jeú lhe disse: Que tens tu que ver com a paz? Sai da minha frente. O atalaia deu logo aviso, dizendo: O mensageiro chegou até eles, e não volta.
  367. \s5
  368. \v 19 Então enviou outro cavaleiro, o qual chegando a eles, disse: O rei diz assim: Há paz? E Jeú respondeu: Que tens tu que ver com a paz? Sai da minha frente.
  369. \v 20 O atalaia voltou a dizer: Também este chegou a eles e não volta: mas o marchar do que vem é como o marchar de Jeú filho de Ninsi, porque vem impetuosamente.
  370. \s5
  371. \v 21 Então Jorão disse: Prepara. E preparado que foi seu carro, saiu Jorão rei de Israel, e Acazias rei de Judá, cada um em seu carro, e saíram a encontrar a Jeú, ao qual acharam na propriedade de Nabote de Jezreel.
  372. \v 22 E em vendo Jorão a Jeú, disse: Há paz, Jeú? E ele respondeu: Que paz, com as fornicações de Jezabel tua mãe, e suas muitas feitiçarias?
  373. \s5
  374. \v 23 Então Jorão virando a mão fugiu, e disse a Acazias: Traição, Acazias!
  375. \v 24 Mas Jeú flechou seu arco, e feriu a Jorão entre as costas, e a seta saiu por seu coração, e caiu em seu carro.
  376. \s5
  377. \v 25 Disse logo Jeú a Bidcar seu capitão: Toma-o e lança-o em um lugar da propriedade de Nabote de Jezreel. Lembra-te que quando tu e eu íamos juntos com a gente de Acabe seu pai, o SENHOR pronunciou esta sentença sobre ele, dizendo:
  378. \v 26 Que eu vi ontem os sangues de Nabote, e os sangues de seus filhos, disse o SENHOR; e tenho de dar-te a paga nesta propriedade, disse o SENHOR. Toma-lhe pois agora, e lança-o na propriedade, conforme à palavra do SENHOR.
  379. \s5
  380. \v 27 E vendo isto Acazias rei de Judá, fugiu pelo caminho da casa da horta. E siguiu-o Jeú, dizendo: Feri também a este no carro. E lhe feriram à subida de Gur, junto a Ibleão. E ele fugiu a Megido, e morreu ali.
  381. \v 28 E seus servos lhe levaram em um carro a Jerusalém, e ali lhe sepultaram com seus pais, em seu sepulcro na cidade de Davi.
  382. \s5
  383. \v 29 No décimo primeiro ano de Jorão filho de Acabe, começou a reinar Acazias sobre Judá.
  384. \s5
  385. \v 30 Veio depois Jeú a Jezreel: e quando Jezabel o ouviu, adornou seus olhos, enfeitou sua cabeça, e ficou observando em uma janela.
  386. \v 31 E quando entrava Jeú pela porta, ela disse: Sucedeu bem a Zinri, que matou a seu senhor?
  387. \v 32 Levantando ele então seu rosto até a janela, disse: Quem é comigo? Quem? E olharam até ele dois ou três eunucos.
  388. \s5
  389. \v 33 E ele lhes disse: Lançai-a abaixo. E eles a lançaram: e parte de seu sangue foi salpicado na parede, e nos cavalos; e ele a atropelou.
  390. \v 34 Entrou logo, e depois que comeu e bebeu, disse: Ide agora a ver aquela maldita, e sepultai-a; que é filha de rei.
  391. \s5
  392. \v 35 Porém quando foram para sepultá-la, não acharam dela mais que o crânio, e os pés, e as palmas das mãos.
  393. \v 36 E voltaram, e disseram-no. E ele disse: A palavra de Deus é esta, a qual ele falou por meio de seu servo Elias Tisbita, dizendo: Na propriedade de Jezreel comerão os cães as carnes de Jezabel.
  394. \v 37 E o corpo de Jezabel foi qual lixo sobre a face da terra na herdade de Jezreel; de maneira que ninguém podia dizer: Esta é Jezabel.
  395. \s5
  396. \c 10
  397. \v 1 E tinha Acabe em Samaria setenta filhos; e escreveu cartas Jeú, e enviou-as a Samaria aos principais de Jezreel, aos anciãos e aos tutores de Acabe, dizendo:
  398. \v 2 Logo em chegando estas cartas a vós o que tendes os filhos de vosso senhor, e os que tendes carros e cavaleiros, a cidade fortificada, e as armas,
  399. \v 3 Olhai qual é o melhor e ele mais reto dos filhos de vosso senhor, e ponde-o no trono de seu pai, e lutai pela casa de vosso senhor.
  400. \s5
  401. \v 4 Mas eles tiveram grande temor, e disseram: Eis que dois reis não puderam resistir-lhe, como lhe resistiremos nós?
  402. \v 5 E o mordomo, e o governador da cidade, e os anciãos, e os tutores, enviaram a dizer a Jeú: Servos teus somos, e faremos tudo o que nos mandares: não elegeremos por rei a ninguém; tu farás o que bem te parecer.
  403. \s5
  404. \v 6 Ele então lhes escreveu a segunda vez dizendo: Se sois meus, e quereis obedecer-me, tomai os chefes dos homens filhos de vosso senhor, e vinde amanhã a estas horas a mim a Jezreel. E os filhos do rei, setenta homens, estavam com os principais da cidade, que os criavam.
  405. \v 7 E quando as cartas chegaram a eles, tomaram aos filhos do rei, e degolaram setenta homens, e puseram suas cabeças em cestos, e enviaram-nas a Jezreel.
  406. \s5
  407. \v 8 E veio um mensageiro que lhe deu as novas, dizendo: Trouxeram as cabeças dos filhos do rei. E ele lhe disse: Ponde-as em dois amontoados à entrada da porta até a manhã.
  408. \v 9 Vinda a manhã, saiu ele, e estando em pé disse a todo o povo: Vós sois justos: eis que eu conspirei contra meu senhor, e o mateis: mas quem matou a todos estes?
  409. \s5
  410. \v 10 Sabei agora que da palavra do SENHOR que falou sobre a casa de Acabe, nada cairá em terra: e que o SENHOR fez o que disse por seu servo Elias.
  411. \v 11 Matou então Jeú a todos os que haviam restado da casa de Acabe em Jezreel, e a todos seus príncipes, e a todos seus familiares, e a seus sacerdotes, que não lhe restou ninguém.
  412. \s5
  413. \v 12 E levantou-se dali, e veio a Samaria; e chegando ele no caminho a uma casa de tosa de pastores,
  414. \v 13 Achou ali aos irmãos de Acazias rei de Judá, e disse-lhes: Quem sois vós? E eles disseram: Somos irmãos de Acazias, e viemos a saudar aos filhos do rei, e aos filhos da rainha.
  415. \v 14 Então ele disse: Prendei-os vivos. E depois que os tomaram vivos, eles os degolaram junto ao poço da casa de tosa, quarenta e dois homens, sem deixar ninguém deles.
  416. \s5
  417. \v 15 Partindo-se logo dali encontrou-se com Jonadabe filho de Recabe; e depois que o saudou, disse-lhe: É reto teu coração, como o meu é reto com o teu? E Jonadabe disse: O é. Pois que o é, dá-me a mão. E ele lhe deu sua mão. Fê-lo logo subir consigo no carro.
  418. \v 16 E disse-lhe: Vem comigo, e verás meu zelo pelo SENHOR. Puseram-no pois em seu carro.
  419. \v 17 E logo que havia Jeú chegado a Samaria, matou a todos os que haviam restado de Acabe em Samaria, até extirpá-los, conforme à palavra do SENHOR, que havia falado por Elias.
  420. \s5
  421. \v 18 E juntou Jeú todo o povo, e disse-lhes: Acabe serviu pouco a Baal; mas Jeú o servirá muito.
  422. \v 19 Chamai-me, pois, logo a todos os profetas de Baal, a todos seus servos, e a todos seus sacerdotes; que não falte um, porque tenho um grande sacrifício para Baal; qualquer um que faltar, não viverá. Isto fazia Jeú com astúcia, para destruir aos que honravam a Baal.
  423. \v 20 E disse Jeú: Santificai um dia solene a Baal. E eles convocaram.
  424. \s5
  425. \v 21 E enviou Jeú por todo Israel, e vieram todos os servos de Baal, que não faltou ninguém que não viesse. E entraram no templo de Baal, e o templo de Baal se encheu de fim a fim.
  426. \v 22 Então disse ao que tinha o cargo das vestiduras: Tira vestiduras para todos os servos de Baal. E ele lhes tirou vestimentas.
  427. \s5
  428. \v 23 E entrou Jeú com Jonadabe filho de Recabe no templo de Baal, e disse aos servos de Baal: Olhai e vede que por dita não haja aqui entre vós algum dos servos do SENHOR, a não ser somente os servos de Baal.
  429. \v 24 E quando eles entraram para fazer sacrifícios e holocaustos, Jeú pôs fora oitenta homens, e disse-lhes: Qualquer um que deixar vivo algum daqueles homens que eu pus em vossas mãos, sua vida será pela do outro.
  430. \s5
  431. \v 25 E depois que acabaram eles de fazer o holocausto, Jeú disse aos de seu guarda e aos capitães: Entrai, e matai-os; que não escape ninguém. E os feriram à espada: e os da guarda e os capitães os lançaram fora, e foram até a cidade do templo de Baal.
  432. \v 26 E tiraram as estátuas da casa de Baal, e queimaram-nas.
  433. \v 27 E quebraram a estátua de Baal, e derrubaram a casa de Baal, e fizeram-na latrina, até hoje.
  434. \v 28 Assim extinguiu Jeú a Baal de Israel.
  435. \s5
  436. \v 29 Contudo isso Jeú não se separou dos pecados de Jeroboão filho de Nebate, que fez pecar a Israel; a saber, seguindo o os bezerros de ouro que estavam em Betel e em Dã.
  437. \v 30 E o SENHOR disse a Jeú: Porquanto fizeste bem executando o que era correto diante de meus olhos, e fizeste à casa de Acabe conforme a tudo o que estava em meu coração, teus filhos se sentarão no trono de Israel até a quarta geração.
  438. \v 31 Mas Jeú não cuidou de andar na lei do SENHOR Deus de Israel com todo seu coração, nem se separou dos pecados de Jeroboão, o que havia feito pecar a Israel.
  439. \s5
  440. \v 32 Em aqueles dias começou o SENHOR a diminuir o território de Israel: e feriu-os Hazael em todos os termos de Israel,
  441. \v 33 Desde o Jordão ao oriente, toda a terra de Gileade, de Gade, de Rúben, e de Manassés, desde Aroer que está junto ao ribeiro de Arnom, a Gileade e a Basã.
  442. \s5
  443. \v 34 Os demais dos feitos de Jeú, e todas as coisas que fez, e toda sua valentia, não estão escritos no livro das crônicas dos reis de Israel?
  444. \v 35 E dormiu Jeú com seus pais, e sepultaram-no em Samaria: e reinou em seu lugar Jeoacaz seu filho.
  445. \v 36 O tempo que reinou Jeú sobre Israel em Samaria, foi vinte e oito anos.
  446. \s5
  447. \c 11
  448. \v 1 E Atalia mãe de Acazias, vendo que seu filho era morto, levantou-se, e destruiu toda a semente real.
  449. \v 2 Porém Jeoseba, filha do rei Jeorão, irmã de Acazias, tomando a Joás filho de Acazias, tirou-o dentre os filhos do rei, que se matavam, e ocultou-o de diante de Atalia, a ele e a sua ama, na câmara das camas, e assim não o mataram.
  450. \v 3 E esteve com ela escondido na casa do SENHOR seis anos: e Atalia foi rainha sobre o país.
  451. \s5
  452. \v 4 Mas ao sétimo ano enviou Joiada, e tomou comandantes de cem, capitães, e gente da guarda, e meteu-os consigo na casa do SENHOR: e fez com eles liga, juramentando-os na casa do SENHOR; e mostrou-lhes ao filho do rei.
  453. \v 5 E mandou-lhes, dizendo: Isto é o que haveis de fazer: a terceira parte de vós, os que entrarão o sábado, terão a guarda da casa do rei;
  454. \v 6 E a outra terceira parte estará à porta do Sur, e a outra terceira parte à porta da entrada dos da guarda: assim guardareis a casa, para que não seja invadida.
  455. \s5
  456. \v 7 E as duas partes de vós, a saber, todos os que saem o sábado, tereis a guarda da casa do SENHOR junto ao rei.
  457. \v 8 E estareis ao redor do rei de todas as partes, tendo cada um suas armas nas mãos, e qualquer um que entrar por estas fileiras, seja morto. E haveis de estar com o rei quando sair, e quando entrar.
  458. \s5
  459. \v 9 Os comandantes de cem, pois, fizeram tudo como o sacerdote Joiada lhes mandou: e tomando cada um os seus, a saber, os que haviam de entrar o sábado, e os que haviam saído o sábado, vieram a Joiada o sacerdote.
  460. \v 10 E o sacerdote deu aos comandantes de cem as lanças e os escudos que haviam sido do rei Davi, que estavam na casa do SENHOR.
  461. \s5
  462. \v 11 E os da guarda se puseram em ordem, tendo cada um suas armas em suas mãos, desde o lado direito da casa até o lado esquerdo, junto ao altar e o templo, em derredor do rei.
  463. \v 12 Tirando logo Joiada ao filho do rei, pôs-lhe a coroa e o testemunho, e fizeram-lhe rei ungindo-lhe; e batendo as mãos disseram: Viva o rei!
  464. \s5
  465. \v 13 E ouvindo Atalia o estrondo do povo que corria, entrou ao povo no templo do SENHOR;
  466. \v 14 E quando olhou, eis que o rei que estava junto à coluna, conforme o costume, e os príncipes e os trombetas junto ao rei; e que todo o povo do país fazia alegrias, e que tocavam as trombetas. Então Atalia, rasgando suas roupas, clamou em gritos: Traição! Traição!
  467. \s5
  468. \v 15 Mas o sacerdote Joiada mandou aos comandantes de cem que governavam o exército, e disse-lhes: Tirai-a fora do recinto do templo, e ao que a seguir, matai-o à espada. (Porque o sacerdote disse que não a matassem no templo do SENHOR.)
  469. \v 16 Deram-lhe, pois, lugar, e quando ia o caminho por de onde entram os cavaleiros à casa do rei, ali a mataram.
  470. \s5
  471. \v 17 Então Joiada fez aliança entre o SENHOR e o rei e o povo, que seriam povo do SENHOR: e também entre o rei e o povo.
  472. \v 18 E todo o povo da terra entrou no templo de Baal, e derrubaram-no: também despedaçaram inteiramente seus altares e suas imagens, e mataram a Matã sacerdote de Baal diante dos altares. E o sacerdote pôs guarnição sobre a casa do SENHOR.
  473. \s5
  474. \v 19 Depois tomou os centuriões, e capitães, e os da guarda, e a todo o povo da terra, e levaram ao rei desde a casa do SENHOR, e vieram pelo caminho da porta dos da guarda à casa do rei; e sentou-se o rei sobre o trono dos reis.
  475. \v 20 E todo o povo da terra fez alegrias, e a cidade esteve em repouso, havendo sido Atalia morta à espada junto à casa do rei.
  476. \s5
  477. \v 21 Era Joás de sete anos quando começou a reinar.
  478. \s5
  479. \c 12
  480. \v 1 No sétimo ano de Jeú começou a reinar Joás, e reinou quarenta anos em Jerusalém. O nome de sua mãe foi Zíbia, de Berseba.
  481. \v 2 E Joás fez o que era coreto aos olhos do SENHOR todo o tempo que o sacerdote Joiada o conduziu.
  482. \v 3 Contudo isso os altos não se tiraram; que ainda sacrificava e queimava o povo incenso nos altos.
  483. \s5
  484. \v 4 E Joás disse aos sacerdotes: Todo o dinheiro das santificações que se costuma trazer à casa do SENHOR, o dinheiro dos que passam no censo, o dinheiro pelas pessoas, cada qual segundo seu valor, e todo o dinheiro que cada um de sua própria vontade põe na casa do SENHOR.
  485. \v 5 Recebam-no os sacerdotes, cada um de seus familiares, e reparem as fendas do templo de onde quer que se achar abertura.
  486. \s5
  487. \v 6 Porém o ano vinte e três do rei Joás, não haviam ainda reparado os sacerdotes as aberturas do templo.
  488. \v 7 Chamando então o rei Joás ao sacerdote Joiada e aos sacerdotes, disse-lhes: Por que não reparais as aberturas do templo? Agora, pois, não tomeis mais o dinheiro de vossos familiares, mas sim dai-o para reparar as fendas do templo.
  489. \v 8 E os sacerdotes consentiram em não tomar mais dinheiro do povo, nem ter cargo de reparar as aberturas do templo.
  490. \s5
  491. \v 9 Mas o sacerdote Joiada tomou uma arca, e fez-lhe na tampa um furo, e a pôs junto ao altar, à direita quando se entra no templo do SENHOR; e os sacerdotes que guardavam a porta, punham ali todo o dinheiro que se metia na casa do SENHOR.
  492. \v 10 E quando viam que havia muito dinheiro no arca, vinha o notário do rei e o grande sacerdote, e contavam o dinheiro que achavam no templo do SENHOR, e guardavam-no.
  493. \s5
  494. \v 11 E davam o dinheiro suficiente em mão dos que faziam a obra, e dos que tinham o cargo da casa do SENHOR; e eles o gastavam em pagar os carpinteiros e mestres que reparavam a casa do SENHOR,
  495. \v 12 E os pedreiros e cortadores de pedras; e em comprar a madeira e pedra lavrada para reparar as aberturas da casa do SENHOR; e em tudo o que se gastava na casa para repará-la.
  496. \s5
  497. \v 13 Mas daquele dinheiro que se trazia à casa do SENHOR, não se faziam bacias de prata, nem saltérios, nem bacias, nem trombetas; nem nenhum outro vaso de ouro nem de prata se fazia para o templo do SENHOR:
  498. \v 14 Porque o davam aos que faziam a obra, e com ele reparavam a casa do SENHOR.
  499. \s5
  500. \v 15 E não se tomava em conta aos homens em cujas mãos o dinheiro era entregue, para que eles o dessem aos que faziam a obra: porque o faziam eles fielmente.
  501. \v 16 O dinheiro pelo delito, e o dinheiro pelos pecados, não se metia na casa do SENHOR; porque era dos sacerdotes.
  502. \s5
  503. \v 17 Então subiu Hazael rei da Síria, e lutou contra Gate, e tomou-a; e Hazael decidiu subir contra Jerusalém;
  504. \v 18 Pelo que tomou Joás rei de Judá todas as ofertas que havia dedicado Josafá, e Jorão e Acazias seus pais, reis de Judá, e as que ele havia dedicado, e todo o ouro que se achou nos tesouros da casa do SENHOR, e na casa do rei, e enviou-o a Hazael, rei da Síria; e ele se partiu de Jerusalém.
  505. \s5
  506. \v 19 Os demais dos feitos de Joás, e todas as coisas que fez, não estão escritos no livro das crônicas dos reis de Judá?
  507. \v 20 E seus servos se levantaram, fizeram uma conspiração, e mataram a Joás na casa de Milo, quando ele estava descendo a Sila;
  508. \v 21 Pois Jozacar filho de Simeate, e Jozabade filho de Somer, seus servos, feriram-lhe, e ele morreu. E sepultaram-lhe com seus pais na cidade de Davi, e reinou em seu lugar Amasias seu filho.
  509. \s5
  510. \c 13
  511. \v 1 No ano vinte e três de Joás filho de Acazias, rei de Judá, começou a reinar Jeoacaz filho de Jeú sobre Israel em Samaria; e reinou dezessete anos.
  512. \v 2 E fez o que era mau aos olhos do SENHOR, e seguiu os pecados de Jeroboão filho de Nebate, o que fez pecar a Israel; e não se separou deles.
  513. \s5
  514. \v 3 E acendeu-se o furor do SENHOR contra Israel, e entregou-os em mão de Hazael rei da Síria, e em mão de Ben-Hadade filho de Hazael, por longo tempo.
  515. \v 4 Mas Jeoacaz orou à face do SENHOR, e o SENHOR o ouviu: porque olhou a aflição de Israel, pois o rei da Síria os afligia.
  516. \v 5 (E deu o SENHOR salvador a Israel, e saíram de sob a mão dos sírios; e habitaram os filhos de Israel em suas moradas, como antes.
  517. \s5
  518. \v 6 Contudo isso não se apartaram dos pecados da casa de Jeroboão, o que fez pecar a Israel: neles andaram; e também o bosque permaneceu em Samaria.)
  519. \v 7 Porque não lhe havia restado gente a Jeoacaz, a não ser cinquenta cavaleiros, e dez carros, e dez mil homens a pé; pois o rei da Síria os havia destruído, e os havia posto como pó para pisar.
  520. \s5
  521. \v 8 Os demais dos feitos de Jeoacaz, e tudo o que fez, e suas valentias, não estão escritos no livro das crônicas dos reis de Israel?
  522. \v 9 E descansou Jeoacaz com seus pais, e sepultaram-no em Samaria: e reinou em seu lugar Joás seu filho.
  523. \s5
  524. \v 10 O ano trinta e sete de Joás rei de Judá, começou a reinar Joás filho de Jeoacaz sobre Israel em Samaria; e reinou dezesseis anos.
  525. \v 11 E fez o que era mau aos olhos do SENHOR: não se separou de todos os pecados de Jeroboão filho de Nebate, o que fez pecar a Israel; neles andou.
  526. \s5
  527. \v 12 Os demais dos feitos de Joás, e todas as coisas que fez, e seu esforço com que guerreou contra Amasias rei de Judá, não estão escritos no livro das crônicas dos reis de Israel?
  528. \v 13 E dormiu Joás com seus pais, e sentou-se Jeroboão sobre seu trono: e Joás foi sepultado em Samaria com os reis de Israel.
  529. \s5
  530. \v 14 Estava Eliseu enfermo daquela sua enfermidade de que morreu. E desceu a ele Joás rei de Israel, e chorando diante dele, disse: Meu pai, meu pai, carro de Israel e seus cavaleiros!
  531. \v 15 E disse-lhe Eliseu: Toma um arco e umas flechas. Tomou ele então um arco e umas flechas.
  532. \v 16 E disse Eliseu ao rei de Israel: Põe tua mão sobre o arco. E pôs ele sua mão sobre o arco. Então pôs Eliseu suas mãos sobre as mãos do rei,
  533. \s5
  534. \v 17 E disse: Abre a janela de até o oriente. E quando ele a abriu disse Eliseu: Atira. E atirando ele, disse Eliseu: Flecha de salvação do SENHOR, e flecha de salvação contra Síria: porque ferirás aos sírios em Afeque, até consumi-los.
  535. \v 18 E voltou-lhe a dizer: Toma as flechas. E logo que o rei de Israel as tomou, disse-lhe: Fere a terra. E ele feriu três vezes, e cessou.
  536. \v 19 Então o homem de Deus, irou-se com ele, lhe disse: A ferir cinco ou seis vezes, feririas a Síria, até não restar ninguém: porém agora três vezes ferirás a Síria.
  537. \s5
  538. \v 20 E morreu Eliseu, e sepultaram-no. Entrado o ano vieram tropas de moabitas à terra.
  539. \v 21 E aconteceu que ao sepultar uns um homem, subitamente viram uma tropa, e lançaram ao homem no sepulcro de Eliseu: e quando o morto chegou a tocar os ossos de Eliseu, reviveu, e levantou-se sobre seus pés.
  540. \s5
  541. \v 22 Hazael, pois, rei da Síria, afligiu a Israel todo o tempo de Jeoacaz.
  542. \v 23 Mas o SENHOR teve misericórdia deles, e compadeceu-se deles, e olhou-os, por amor de seu pacto com Abraão, Isaque e Jacó; e não quis destruí-los nem lançá-los de diante de si até agora.
  543. \v 24 E morreu Hazael rei da Síria, e reinou em seu lugar Ben-Hadade seu filho.
  544. \v 25 E voltou Joás filho de Jeoacaz, e tomou da mão de Ben-Hadade filho de Hazael, as cidades que ele havia tomado da mão de Jeoacaz seu pai em guerra. Três vezes o bateu Joás, e restituiu as cidades a Israel.
  545. \s5
  546. \c 14
  547. \v 1 No ano segundo de Joás filho de Jeoacaz rei de Israel, começou a reinar Amazias filho de Joás rei de Judá.
  548. \v 2 Quando começou a reinar era de vinte e cinco anos, e reinou vinte e nove anos em Jerusalém: o nome de sua mãe foi Jeoadã, de Jerusalém.
  549. \v 3 E ele fez o que era correto aos olhos do SENHOR, ainda que não como Davi seu pai: fez conforme a todas as coisas que havia feito Joás seu pai.
  550. \s5
  551. \v 4 Contudo isso os altos não foram tirados; que o povo ainda sacrificava e queimava incenso nos altos.
  552. \v 5 E logo que o reino foi confirmado em sua mão, feriu a seus servos, os que haviam matado ao rei seu pai.
  553. \s5
  554. \v 6 Mas não matou aos filhos dos que lhe mataram, conforme o que está escrito no livro da lei de Moisés, de onde o SENHOR mandou, dizendo: Não matarão aos pais pelos filhos, nem aos filhos pelos pais: mas cada um morrerá por seu pecado.
  555. \v 7 Este feriu também dez mil edomitas no vale das salinas, e tomou a Selá por guerra, e chamou-a Jocteel, até hoje.
  556. \s5
  557. \v 8 Então Amazias enviou embaixadores a Joás, filho de Jeoacaz filho de Jeú, rei de Israel, dizendo: Vem, e vejamo-nos de rosto.
  558. \v 9 E Joás rei de Israel enviou a Amazias rei de Judá esta resposta: O cardo que está no Líbano enviou a dizer ao cedro que está no Líbano: Da tua filha por mulher a meu filho. E passaram os animais selvagens que estão no Líbano, e pisaram o cardo.
  559. \v 10 Certamente feriste a Edom, e teu coração te envaideceu: gloria-te, pois, mas fica-te em tua casa. E por que te intrometerás em um mal, para que caias tu, e Judá contigo?
  560. \s5
  561. \v 11 Mas Amazias não deu ouvidos; pelo que subiu Joás rei de Israel, e vieram-se de rosto ele e Amazias rei de Judá, em Bete-Semes, que é de Judá.
  562. \v 12 E Judá caiu diante de Israel, e fugiram cada um a suas moradas.
  563. \s5
  564. \v 13 Além disso Joás rei de Israel tomou a Amazias rei de Judá, filho de Joás filho de Acazias, em Bete-Semes: e veio a Jerusalém, e rompeu o muro de Jerusalém desde a porta de Efraim até a porta da esquina, quatrocentos côvados.
  565. \v 14 E tomou todo o ouro e a prata, e todos os vasos que foram achados na casa do SENHOR, e nos tesouros da casa do rei, e os filhos em reféns, e voltou-se a Samaria.
  566. \s5
  567. \v 15 Os demais dos feitos de Joás que executou, e suas façanhas, e como lutou contra Amasias rei de Judá, não estão escritos no livro das crônicas dos reis de Israel?
  568. \v 16 E descansou Joás com seus pais, e foi sepultado em Samaria com os reis de Israel; e reinou em seu lugar Jeroboão seu filho.
  569. \s5
  570. \v 17 E Amazias, filho de Joás, rei de Judá, viveu depois da morte de Joás filho de Jeoacaz rei de Israel, quinze anos.
  571. \v 18 Os demais dos feitos de Amazias não estão escritos no livro das crônicas dos reis de Judá?
  572. \v 19 E fizeram conspiração contra ele em Jerusalém, e ele fugiu a Laquis; mas enviaram atrás dele a Laquis, e ali o mataram.
  573. \s5
  574. \v 20 Trouxeram-no logo sobre cavalos, e sepultaram-no em Jerusalém com seus pais, na cidade de Davi.
  575. \v 21 Então todo o povo de Judá tomou a Azarias, que era de dezesseis anos, e fizeram-no rei em lugar de Amasias seu pai.
  576. \v 22 Ele edificou Elate, e a restituiu a Judá, depois que o rei descansou com seus pais.
  577. \s5
  578. \v 23 O ano quinze de Amazias filho de Joás rei de Judá, começou a reinar Jeroboão filho de Joás sobre Israel em Samaria; e reinou quarenta e um anos.
  579. \v 24 E fez o que era mau aos olhos do SENHOR, e não se separou de todos os pecados de Jeroboão filho de Nebate, o que fez pecar a Israel.
  580. \v 25 Ele restituiu os termos de Israel desde a entrada de Hamate até o mar da planície, conforme à palavra do SENHOR Deus de Israel, a qual havia ele falado por seu servo Jonas filho de Amitai, profeta que foi de Gate-Hefer.
  581. \s5
  582. \v 26 Porquanto o SENHOR olhou a muito amarga aflição de Israel; que não havia escravo nem livre, nem quem desse ajuda a Israel;
  583. \v 27 E o SENHOR não havia determinado apagar o nome de Israel de debaixo do céu: portanto, os salvou por mão de Jeroboão filho de Joás.
  584. \s5
  585. \v 28 E o demais dos feitos de Jeroboão, e todas as coisas que fez, e sua valentia, e todas as guerras que fez, e como restituiu a Judá em Israel a Damasco e a Hamate, não está escrito no livro das crônicas dos reis de Israel?
  586. \v 29 E descansou Jeroboão com seus pais, os reis de Israel, e reinou em seu lugar Zacarias seu filho.
  587. \s5
  588. \c 15
  589. \v 1 No ano vinte e sete de Jeroboão, rei de Israel, começou a reinar Azarias, filho de Amazias, rei de Judá.
  590. \v 2 Quando começou a reinar tinha dezesseis anos, e reinou cinquenta e dois anos em Jerusalém; o nome de sua mãe foi Jecolias, de Jerusalém.
  591. \v 3 E fez o que era correto aos olhos do SENHOR, conforme todas as coisas que seu pai Amazias havia feito.
  592. \s5
  593. \v 4 Contudo, os altos não foram tirados; pois o povo ainda sacrificava e queimava incenso nos altos.
  594. \v 5 Mas o SENHOR feriu ao rei com lepra, e foi leproso até o dia de sua morte, e habitou em casa separada. Jotão, filho do rei tinha o cargo do palácio, governando o povo da terra.
  595. \s5
  596. \v 6 Os demais dos feitos de Azarias, e todas as coisas que fez, não estão escritos no livro das crônicas dos reis de Judá?
  597. \v 7 Azarias descansou com seus pais, e sepultaram-no com seus pais na cidade de Davi; e Jotão, seu filho, reinou em seu lugar.
  598. \s5
  599. \v 8 No ano trinta e oito de Azarias rei de Judá, reinou Zacarias, filho de Jeroboão, sobre Israel por seis meses.
  600. \v 9 E fez o que era mau aos olhos do SENHOR, como seus ancestrais haviam feito; ele não se afastou dos pecados de Jeroboão, filho de Nebate, o que fez pecar a Israel.
  601. \s5
  602. \v 10 Contra ele se conspirou Salum, filho de Jabes, e o feriu em presença do seu povo; e o matou, e reinou em seu lugar.
  603. \v 11 Os demais dos feitos de Zacarias, eis que estão escritos no livro das crônicas dos reis de Israel.
  604. \v 12 E esta foi a palavra do SENHOR que havia falado a Jeú, dizendo: Teus filhos até a quarta geração se sentarão no trono de Israel. E assim foi.
  605. \s5
  606. \v 13 Salum, filho de Jabes, começou a reinar no ano trinta e nove de Uzias rei de Judá, e reinou pelo tempo de um mês em Samaria;
  607. \v 14 Pois subiu Menaém, filho de Gadi, de Tirsa, e veio a Samaria, e feriu Salum, filho de Jabes, em Samaria, e o matou, e reinou em seu lugar.
  608. \s5
  609. \v 15 Os demais dos feitos de Salum, e sua conspiração com que conspirou, eis que estão escritos no livro das crônicas dos reis de Israel.
  610. \v 16 Então feriu Menaém a Tifsa, e a todos os que estavam nela, e também seus termos desde Tirsa; e feriu-a porque não lhe haviam aberto; e fendeu o ventre de todas as suas grávidas.
  611. \s5
  612. \v 17 No ano trinta e nove de Azarias, rei de Judá, reinou Menaém, filho de Gadi, sobre Israel, por dez anos, em Samaria.
  613. \v 18 E fez o que era mau aos olhos do SENHOR; ele não se afastou em todo o seu tempo dos pecados de Jeroboão, filho de Nebate, o que fez Israel pecar.
  614. \s5
  615. \v 19 E veio Pul, rei da Assíria, à terra; e Menaém deu a Pul mil talentos de prata para lhe ajudasse a se firmar no reino.
  616. \v 20 E impôs Menaém este dinheiro sobre Israel, sobre todos os poderosos e ricos: de cada um cinquenta siclos de prata, para dar ao rei da Assíria, e o rei da Assíria voltou, e não ficou ali na terra.
  617. \s5
  618. \v 21 Os demais dos feitos de Menaém, e todas as coisas que fez, acaso não estão escritas no livro das crônicas dos reis de Israel?
  619. \v 22 Menaém descansou com seus pais, e reinou em seu lugar seu filho Pecaías.
  620. \s5
  621. \v 23 No ano cinquenta de Azarias rei de Judá, reinou Pecaías filho de Menaém sobre Israel em Samaria, dois anos.
  622. \v 24 E fez o que era mau aos olhos do SENHOR: não se separou dos pecados de Jeroboão filho de Nebate, o que fez Israel pecar.
  623. \s5
  624. \v 25 E conspirou contra ele Peca filho de Remalias, capitão seu, e feriu-o em Samaria, no palácio da casa real, em companhia de Argobe e de Arié, e com cinquenta homens dos filhos dos gileaditas; e o matou, e reinou em seu lugar.
  625. \v 26 Os demais dos feitos de Pecaías, e todas as coisas que fez, eis que estão escritos no livro das crônicas dos reis de Israel.
  626. \s5
  627. \v 27 No ano cinquenta e dois de Azarias rei de Judá, reinou Peca, filho de Remalias sobre Israel em Samaria; e reinou vinte anos.
  628. \v 28 E fez o que era mau aos olhos do SENHOR; não se separou dos pecados de Jeroboão filho de Nebate, o que fez pecar a Israel.
  629. \s5
  630. \v 29 Nos dias de Peca rei de Israel, veio Tiglate-Pileser rei dos assírios, e tomou a Ijom, Abel-Bete-Maaca, e Janoa, e Quedes, e Hazor, e Gileade, e Galileia, e toda a terra de Naftali; e transportou-os à Assíria.
  631. \v 30 E Oseias filho de Elá fez conspiração contra Peca filho de Remalias, e feriu-o, e o matou, e reinou em seu lugar, aos vinte anos de Jotão filho de Uzias.
  632. \v 31 Os demais dos feitos de Peca, e tudo o que fez, eis que está escrito no livro das crônicas dos reis de Israel.
  633. \s5
  634. \v 32 No segundo ano de Peca filho de Remalias rei de Israel, começou a reinar Jotão filho de Uzias rei de Judá.
  635. \v 33 Quando começou a reinar era de vinte e cinco anos, e reinou dezesseis anos em Jerusalém. O nome de sua mãe foi Jerusa filha de Zadoque.
  636. \s5
  637. \v 34 E ele fez o que era correto aos olhos do SENHOR; fez conforme todas as coisas que havia feito seu pai Uzias.
  638. \v 35 Com tudo isso os altos não foram tirados; que o povo sacrificava ainda, e queimava incenso nos altos. Edificou ele a porta mais alta da casa do SENHOR.
  639. \v 36 Os demais dos feitos de Jotão, e todas as coisas que fez, não estão escritos no livro das crônicas dos reis de Judá?
  640. \v 37 Naquele tempo começou o SENHOR a enviar contra Judá a Resim rei da Síria, e a Peca filho de Remalias.
  641. \v 38 E descansou Jotão com seus pais, e foi sepultado com seus pais na cidade de Davi seu pai; e reinou em seu lugar Acaz seu filho.
  642. \s5
  643. \c 16
  644. \v 1 No ano dezessete de Peca filho de Remalias, começou a reinar Acaz filho de Jotão rei de Judá.
  645. \v 2 Quando começou a reinar Acaz, era de vinte anos, e reinou em Jerusalém dezesseis anos: e não fez o que era correto aos olhos do SENHOR seu Deus, como Davi seu pai;
  646. \s5
  647. \v 3 Antes andou no caminho dos reis de Israel, e ainda fez passar pelo fogo a seu filho, segundo as abominações das nações que o SENHOR expulsou de diante dos filhos de Israel.
  648. \v 4 Também sacrificou, e queimou incenso nos altos, e sobre as colinas, e debaixo de toda árvore frondosa.
  649. \s5
  650. \v 5 Então Resim rei da Síria, e Peca filho de Remalias rei de Israel, subiram a Jerusalém para fazer guerra, e cercar a Acaz; mas não puderam tomá-la.
  651. \v 6 Naquele tempo Resim rei da Síria restituiu Elate à Síria, e expulsou aos judeus de Elate; e os sírios vieram a Elate, e habitaram ali até hoje.
  652. \s5
  653. \v 7 Então Acaz enviou embaixadores a Tiglate-Pileser rei da Assíria, dizendo: Eu sou teu servo e teu filho: sobe, e defende-me da mão do rei da Síria, e da mão do rei de Israel, que se levantaram contra mim.
  654. \v 8 E tomando Acaz a prata e o ouro que se achou na casa do SENHOR, e nos tesouros da casa real, enviou ao rei da Assíria um presente.
  655. \v 9 E atendeu-lhe o rei da Assíria; pois subiu o rei da Assíria contra Damasco, e tomou-a, e transportou os moradores a Quir, e matou a Resim.
  656. \s5
  657. \v 10 E foi o rei Acaz a encontrar a Tiglate-Pileser rei da Assíria em Damasco; e visto que havia o rei Acaz o altar que estava em Damasco, enviou a Urias sacerdote o desenho e a descrição do altar, conforme a toda sua feitura.
  658. \v 11 E Urias o sacerdote edificou o altar; conforme a tudo o que o rei Acaz havia enviado de Damasco, assim o fez o sacerdote Urias, antes que o rei Acaz viesse de Damasco.
  659. \v 12 E logo que veio o rei de Damasco, e viu o altar, aproximou-se o rei a ele, e sacrificou nele;
  660. \s5
  661. \v 13 E acendeu seu holocausto, e seu presente, e derramou suas libações, e espargiu o sangue de seus pacíficos junto ao altar.
  662. \v 14 E o altar de bronze que estava diante do SENHOR, ele o moveu de diante da parte frontal da casa, entre o altar e o templo do SENHOR, e o pôs ao lado do altar até o norte.
  663. \s5
  664. \v 15 E mandou o rei Acaz ao sacerdote Urias, dizendo: No grande altar acenderás o holocausto da manhã e o presente da tarde, e o holocausto do rei e seu presente, e também o holocausto de todo o povo da terra e seu presente e suas libações; e espargirás sobre ele todo o sangue do holocausto, e todo o sangue do sacrifício; e o altar de bronze será meu para nele consultar.
  665. \v 16 E fez o sacerdote Urias conforme a todas as coisas que o rei Acaz lhe mandou.
  666. \s5
  667. \v 17 E cortou o rei Acaz as cintas das bases, e tirou-lhes as fontes; tirou também o mar de sobre os bois de bronze que estavam debaixo dele, e o pôs sobre o piso de pedra.
  668. \v 18 Também a tenda do sábado que haviam edificado na casa, e a entrada de fora do rei, ele os moveu do templo do SENHOR, por causa do rei da Assíria.
  669. \s5
  670. \v 19 Os demais dos feitos de Acaz que pôs por obra, não estão todos escritos no livro das crônicas dos reis de Judá?
  671. \v 20 E descansou o rei Acaz com seus pais e foi sepultado com seus pais na cidade de Davi: e reinou em seu lugar Ezequias seu filho.
  672. \s5
  673. \c 17
  674. \v 1 No ano décimo segundo de Acaz rei de Judá, começou a reinar Oseias filho de Elá em Samaria sobre Israel; e reinou nove anos.
  675. \v 2 E fez o que era mau aos olhos do SENHOR, ainda que não como os reis de Israel que antes dele haviam sido.
  676. \v 3 Contra este subiu Salmaneser rei dos assírios; e Oseias foi feito seu servo, e pagava-lhe tributo.
  677. \s5
  678. \v 4 Mas o rei da Assíria achou que Oseias fazia conspiração: porque havia enviado embaixadores a Sô, rei do Egito, e não pagava tributo ao rei da Assíria, como cada ano: pelo que o rei da Assíria lhe deteve, e lhe aprisionou na casa do cárcere.
  679. \v 5 E o rei da Assíria partiu contra todo o país, e subiu contra Samaria, e esteve sobre ela três anos.
  680. \v 6 No ano nove de Oseias tomou o rei da Assíria a Samaria, e transportou a Israel a Assíria, e os pôs em Hala, e em Habor, junto ao rio de Gozã, e nas cidades dos medos.
  681. \s5
  682. \v 7 Porque como os filhos de Israel pecassem contra o SENHOR seu Deus, que os tirou da terra do Egito de sob a mão de Faraó rei do Egito, e temessem a deuses alheios,
  683. \v 8 E andassem nos estatutos das nações que o SENHOR havia lançado diante dos filhos de Israel, e nos dos reis de Israel, que fizeram;
  684. \s5
  685. \v 9 E os filhos de Israel fizeram secretamente coisas que não eram corretas, contra o SENHOR seu Deus, edificando para si altos em todas as suas cidades, desde as torres das atalaias até as cidades fortes,
  686. \v 10 E levantaram para si estátuas e bosques em todo morro alto, e debaixo de toda árvore frondosa,
  687. \s5
  688. \v 11 E queimaram ali incenso em todos os altos, à maneira das nações que o SENHOR havia expulsado diante deles, e fizeram coisas muito más para provocar o SENHOR à ira,
  689. \v 12 Pois serviam aos ídolos, dos quais o SENHOR lhes havia dito: Vós não haveis de fazer isto;
  690. \s5
  691. \v 13 O SENHOR advertia, então, contra Israel e contra Judá, por meio de todos os profetas, e de todos os videntes, dizendo: Convertei-vos de vossos maus caminhos, e guardai meus mandamentos e minhas ordenanças, conforme a todas as leis que eu prescrevi a vossos pais, e que os enviei por meio de meus servos, os profetas.
  692. \s5
  693. \v 14 Mas eles não obedeceram, antes endureceram sua cerviz, como a cerviz de seus pais, os quais não creram no SENHOR seu Deus.
  694. \v 15 E rejeitaram seus estatutos, e seu pacto que ele havia concertado com seus pais, e seus testemunhos que ele havia advertido contra eles; e seguiram a vaidade, e se fizeram vãos, e seguiram as nações que estavam ao redor deles, das quais o SENHOR havia lhes mandado que não fizessem à maneira delas;
  695. \s5
  696. \v 16 E deixaram todos os mandamentos do SENHOR seu Deus, e fizeram para si imagens de dois bezerros, e também bosques, e adoraram a todo o exército do céu, e serviram a Baal:
  697. \v 17 E fizeram passar a seus filhos e a suas filhas por fogo; e deram-se a adivinhações e agouros, e entregaram-se a fazer o que era mau aos olhos do SENHOR, provocando-o à ira.
  698. \v 18 O SENHOR, portanto, se irou em grande maneira contra Israel, e tirou-os de diante de seu rosto; que não restou a não ser somente a tribo de Judá.
  699. \s5
  700. \v 19 Mas nem ainda Judá guardou os mandamentos do SENHOR seu Deus; antes andaram nos estatutos de Israel, os quais eles haviam feito.
  701. \v 20 E rejeitou o SENHOR toda a semente de Israel, e afligiu-os, e entregou-os em mãos de saqueadores, até lançá-los de sua presença.
  702. \s5
  703. \v 21 Porque cortou a Israel da casa de Davi, e eles se fizeram rei a Jeroboão filho de Nebate; e Jeroboão desviou a Israel de seguir o SENHOR, e fez-lhes cometer grande pecado.
  704. \v 22 E os filhos de Israel andaram em todos os pecados de Jeroboão que ele fez, sem desviar-se deles;
  705. \v 23 Até que o SENHOR tirou a Israel de diante de seu rosto, como o havia ele dito por meio de todos os profetas seus servos: e Israel foi transportado de sua terra à Assíria, até hoje.
  706. \s5
  707. \v 24 E trouxe o rei da Assíria gente de Babilônia, e de Cuta, e de Hava, e de Hamate, e de Sefarvaim, e os pôs nas cidades de Samaria, em lugar dos filhos de Israel; e possuíram a Samaria, e habitaram em suas cidades.
  708. \v 25 E aconteceu ao princípio, quando começaram a habitar ali, que não temendo eles ao SENHOR, enviou o SENHOR contra eles leões que os matavam.
  709. \v 26 Então disseram eles ao rei da Assíria: As nações que tu transportaste e puseste nas cidades de Samaria, não sabem a costume do Deus daquela terra, e ele lançou leões neles, e eis que os matam, porque não sabem a costume do Deus da terra.
  710. \s5
  711. \v 27 E o rei da Assíria mandou, dizendo: Levai ali a algum dos sacerdotes que trouxestes dali, e vão e habitem ali, e ensinem-lhes o costume do Deus do país.
  712. \v 28 E veio um dos sacerdotes que haviam transportado de Samaria, e habitou em Betel, e ensinou-lhes como haviam de temer ao SENHOR.
  713. \s5
  714. \v 29 Mas cada nação fez para si seus deuses, e puseram-nos nos templos dos altos que haviam feito os de Samaria; cada nação em sua cidade onde habitava.
  715. \v 30 Os da Babilônia fizeram a Sucote-Benote, e os de Cuta fizeram a Nergal, e os de Hamate fizeram a Asima;
  716. \v 31 Os heveus fizeram a Nibaz e a Tartaque; e os de Sefarvaim queimavam seus filhos ao fogo a Adrameleque e a Anameleque, deuses de Sefarvaim.
  717. \s5
  718. \v 32 E temiam ao SENHOR; e fizeram dos do povo sacerdotes dos altos, os quais sacrificavam para eles nos templos dos altos.
  719. \v 33 Temiam ao SENHOR, e honravam a seus deuses, segundo o costume das nações de onde haviam sido transportados.
  720. \s5
  721. \v 34 Até hoje fazem como primeiro; que nem temem ao SENHOR, nem guardam seus estatutos, nem suas ordenanças, nem fazem segundo a lei e os mandamentos que prescreveu o SENHOR aos filhos de Jacó, ao qual pôs o nome de Israel;
  722. \v 35 Com os quais havia o SENHOR feito pacto, e lhes mandou, dizendo: Não temereis a outros deuses, nem os adorareis, nem lhes servireis, nem lhes sacrificareis:
  723. \s5
  724. \v 36 Mas ao SENHOR, que vos tirou da terra do Egito com grande poder e braço estendido, a este temereis, e a este adorareis, e a este fareis sacrifício.
  725. \v 37 Os estatutos e direitos e lei e mandamentos que vos deu por escrito, cuidareis sempre de praticá-los, e não temereis deuses alheios.
  726. \v 38 E não esquecereis o pacto que fiz convosco; nem temereis deuses alheios:
  727. \s5
  728. \v 39 Mas temei ao SENHOR vosso Deus, e ele vos livrará da mão de todos vossos inimigos.
  729. \v 40 Porém eles não escutaram; antes fizeram segundo seu costume antigo.
  730. \v 41 Assim temeram ao SENHOR aquelas nações, e juntamente serviram a seus ídolos: e também seus filhos e seus netos, segundo que fizeram seus pais, assim fazem até hoje.
  731. \s5
  732. \c 18
  733. \v 1 No terceiro ano de Oseias filho de Elá rei de Israel, começou a reinar Ezequias filho de Acaz rei de Judá.
  734. \v 2 Quando começou a reinar era de vinte e cinco anos, e reinou em Jerusalém vinte e nove anos. O nome de sua mãe foi Abi filha de Zacarias.
  735. \v 3 Fez o que era correto aos olhos do SENHOR, conforme todas as coisas que havia feito Davi seu pai.
  736. \s5
  737. \v 4 Ele tirou os altos, e quebrou as imagens, e arrancou os bosques, e fez pedaços a serpente de bronze que havia feito Moisés, porque até então lhe queimavam incenso os filhos de Israel; e chamou-lhe por nome Neustã.
  738. \v 5 No SENHOR Deus de Israel pôs sua esperança: depois nem antes dele não houve outro como ele em todos os reis de Judá.
  739. \s5
  740. \v 6 Porque se chegou ao SENHOR, e não se separou dele, mas sim que guardou os mandamentos que o SENHOR prescreveu a Moisés.
  741. \v 7 E o SENHOR foi com ele; e em todas as coisas a que saía prosperava. Ele se rebelou contra o rei da Assíria, e não lhe serviu.
  742. \v 8 Feriu também aos filisteus até Gaza e seus termos, desde as torres das atalaias até a cidade fortificada.
  743. \s5
  744. \v 9 No quarto ano do rei Ezequias, que era o ano sétimo de Oseias filho de Elá rei de Israel, subiu Salmaneser rei dos assírios contra Samaria, e cercou-a.
  745. \v 10 E tomaram-na ao fim de três anos: isto é, no sexto ano de Ezequias, o qual era o ano nono de Oseias rei de Israel, foi Samaria tomado.
  746. \s5
  747. \v 11 E o rei da Assíria transportou a Israel à Assíria, e os pôs em Hala, e em Habor, junto ao rio de Gozã, e nas cidades dos medos:
  748. \v 12 Porquanto não haviam atendido à voz do SENHOR seu Deus, antes haviam quebrado o seu pacto; e todas as coisas que Moisés servo do SENHOR havia mandado, nem as haviam escutado, nem praticado.
  749. \s5
  750. \v 13 E aos catorze anos do rei Ezequias, subiu Senaqueribe rei da Assíria contra todas as cidades fortes de Judá, e tomou-as.
  751. \v 14 Então Ezequias, rei de Judá, mandou dizer ao rei da Assíria em Laquis: Eu pequei; afasta-te de mim, e suportarei tudo o que me impuseres. E o rei da Assíria impôs a Ezequias rei de Judá trezentos talentos de prata, e trinta talentos de ouro.
  752. \v 15 Deu, portanto, Ezequias toda a prata que foi achada na casa do SENHOR, e nos tesouros da casa real.
  753. \s5
  754. \v 16 Então desmontou Ezequias as portas do templo do SENHOR, e as dobradiças que o mesmo rei Ezequias havia coberto de ouro, e deu-o ao rei da Assíria.
  755. \v 17 Depois o rei da Assíria enviou ao rei Ezequias, desde Laquis contra Jerusalém, a Tartã e a Rabe-Saris e a Rabsaqué, com um grande exército: e subiram, e vieram a Jerusalém. E havendo subido, vieram e pararam junto ao aqueduto do tanque de acima,
  756. \v 18 Chamaram logo ao rei, e saiu a eles Eliaquim filho de Hilquias, que era mordomo, e Sebna escriba, e Joá filho de Asafe, chanceler.
  757. \s5
  758. \v 19 E disse-lhes Rabsaqué: Dizei agora a Ezequias: Assim diz o grande rei da Assíria: Que confiança é esta em que tu estás?
  759. \v 20 Dizes, (por certo palavras de lábios): Tenho conselho e esforço para a guerra. Mas em que confias, que te rebelaste contra mim?
  760. \v 21 Eis que tu confias agora neste bordão de cana quebrada, em Egito, no que se alguém se apoiar, lhe entrará pela mão, e se lhe passará. Assim é Faraó, rei do Egito, para todos os que nele confiam.
  761. \s5
  762. \v 22 E se me dizeis: Nós confiamos no SENHOR nosso Deus: não é aquele cujos altos e altares tirou Ezequias, e disse a Judá e a Jerusalém: Diante deste altar adorareis em Jerusalém?
  763. \v 23 Portanto, agora eu te rogo que dês reféns a meu senhor, o rei da Assíria, e eu te darei dois mil cavalos, se tu puderes dar cavaleiros para eles.
  764. \s5
  765. \v 24 Como, pois, farás virar o rosto de um capitão o menor dos servos de meu senhor, ainda que estais confiantes no Egito por seus carros e seus cavaleiros?
  766. \v 25 Além disso, acaso eu vim sem o SENHOR a este lugar, para destruí-lo? Foi o SENHOR que me disse: Sobe a esta terra, e destrói-a.
  767. \s5
  768. \v 26 Então disse Eliaquim filho de Hilquias, e Sebna e Joá, a Rabsaqué: Rogo-te que fales a teus servos em siríaco, porque nós o entendemos, e não fales conosco judaico a ouvidos do povo que está sobre o muro.
  769. \v 27 E Rabsaqué lhes disse: Enviou-me meu senhor a ti e a teu senhor para dizer estas palavras, e não antes aos homens que estão sobre o muro, para comerem o seu excremento, e beberem a sua própria urina convosco?
  770. \s5
  771. \v 28 Logo Rabsaqué ficou de pé, e clamou em alta voz na língua judaica, e falou, dizendo: Ouvi a palavra do grande rei, o rei da Assíria.
  772. \v 29 Assim disse o rei: Não vos engane Ezequias, porque não vos poderá livrar de minha mão.
  773. \v 30 E não vos faça Ezequias confiar no SENHOR, dizendo: De certo nos livrará o SENHOR, e esta cidade não será entregue em mão do rei da Assíria.
  774. \s5
  775. \v 31 Não ouçais a Ezequias, porque assim diz o rei da Assíria: Fazei comigo paz, e saí a mim, e cada um comerá de sua vide, e de sua figueira, e cada um beberá as águas de seu poço;
  776. \v 32 Até que eu venha, e vos leve a uma terra como a vossa, terra de grão e de vinho, terra de pão e de vinhas, terra de olivas, de azeite, e de mel; e vivereis, e não morrereis. Não ouçais a Ezequias, porque vos engana quando disse: o SENHOR nos livrará.
  777. \s5
  778. \v 33 Acaso algum dos deuses das nações livrou sua terra da mão do rei da Assíria?
  779. \v 34 Onde está o deus de Hamate, e de Arpade? Onde está o deus de Sefarvaim, de Hena, e de Iva? Puderam estes livrar a Samaria de minha mão?
  780. \v 35 Que deus de todos os deuses das províncias livrou a sua província de minha mão, para que livre o SENHOR de minha mão a Jerusalém?
  781. \s5
  782. \v 36 E o povo se calou, de maneira que não lhe responderam palavra: porque havia mandamento do rei, o qual havia dito: Não lhe respondais.
  783. \v 37 Então Eliaquim filho de Hilquias, que era mordomo, e Sebna o escriba, e Joá filho de Asafe, chanceler, vieram a Ezequias, com suas roupas rasgadas, e contaram-lhe as palavras de Rabsaqué.
  784. \s5
  785. \c 19
  786. \v 1 E quando o rei Ezequias o ouviu, rasgou suas roupas, e cobriu-se de saco, e entrou-se na casa do SENHOR.
  787. \v 2 E enviou a Eliaquim o mordomo, e a Sebna escriba, e aos anciãos dos sacerdotes, vestidos de sacos a Isaías profeta filho de Amoz,
  788. \s5
  789. \v 3 Que lhe dissessem: Assim disse Ezequias: Este dia é dia de angústia, e de repreensão, e de blasfêmia; porque os filhos vieram até o ponto do parto, mas a que dá à luz não tem forças.
  790. \v 4 Talvez ouvirá o SENHOR tua Deus todas as palavras de Rabsaqué, ao qual o rei dos assírios, seu senhor, enviou para afrontar o Deus vivo, e repreenderá pelas palavras que o SENHOR teu Deus ouviu: portanto, eleva oração pelos restantes que ainda continuam.
  791. \s5
  792. \v 5 Vieram, pois, os servos do rei Ezequias a Isaías.
  793. \v 6 E Isaías lhes respondeu: Assim direis a vosso senhor: Assim disse o SENHOR; Não temas pelas palavras que ouviste, com as quais me blasfemaram os servos do rei da Assíria.
  794. \v 7 Eis que porei eu nele um espírito, e ouvirá rumor, e se voltará à sua terra: e eu farei que em sua terra caia à espada.
  795. \s5
  796. \v 8 E regressando Rabsaqué, achou ao rei da Assíria combatendo a Libna; porque havia ouvido que se havia partido de Laquis.
  797. \v 9 E ouviu dizer de Tiraca rei de Etiópia: Eis que saiu para fazer-te guerra. Então voltou ele, e enviou embaixadores a Ezequias, dizendo:
  798. \s5
  799. \v 10 Assim direis a Ezequias rei de Judá: Não te engane teu Deus em quem tu confias, para dizer: Jerusalém não será entregue em mão do rei da Assíria.
  800. \v 11 Eis que tu ouviste o que fizeram os reis da Assíria a todas as terras, destruindo-as; e hás tu de escapar?
  801. \s5
  802. \v 12 Livraram-nas os deuses das nações, que meus pais destruíram, a saber, Gozã, e Harã, e Rezefe, e os filhos de Éden que estavam em Telassar?
  803. \v 13 Onde está o rei de Hamate, o rei de Arpade, o rei da cidade de Sefarvaim, de Hena, e de Iva?
  804. \s5
  805. \v 14 E tomou Ezequias as cartas da mão dos embaixadores; e depois que as leu, subiu à casa do SENHOR, e estendeu-as Ezequias diante do SENHOR.
  806. \v 15 E orou Ezequias diante do SENHOR, dizendo: SENHOR Deus de Israel, que habitas entre os querubins, tu só és Deus de todos os reinos da terra; tu fizeste o céu e a terra.
  807. \s5
  808. \v 16 Inclina, ó SENHOR, teu ouvido, e ouve; abre, ó SENHOR, teus olhos, e olha: e ouve as palavras de Senaqueribe, que enviou a blasfemar ao Deus vivente.
  809. \v 17 É verdade, ó SENHOR, que os reis da Assíria destruíram as nações e suas terras;
  810. \v 18 E que puseram no fogo a seus deuses, porquanto eles não eram deuses, mas sim obra de mãos de homens, madeira ou pedra, e assim os destruíram.
  811. \s5
  812. \v 19 Agora, pois, ó SENHOR Deus nosso, salva-nos, te suplico, de sua mão, para que saibam todos os reinos da terra que só tu, SENHOR, és Deus.
  813. \s5
  814. \v 20 Então Isaías filho de Amoz enviou a dizer a Ezequias: Assim disse o SENHOR, Deus de Israel: O que me rogaste acerca de Senaqueribe rei da Assíria, ouvi.
  815. \v 21 Esta é a palavra que o SENHOR falou contra ele: Menosprezou-te, escarneceu-te a virgem filha de Sião; moveu sua cabeça detrás de ti a filha de Jerusalém.
  816. \v 22 A quem afrontaste e a quem blasfemaste? E contra quem falaste alto, e levantaste em alto teus olhos? Contra o Santo de Israel.
  817. \s5
  818. \v 23 Por meio de teus mensageiros proferiste afronta contra o Senhor, e disseste: Com a multidão de meus carros subi aos cumes dos montes, às costas do Líbano; e cortarei seus altos cedros, suas faias escolhidas; e entrarei à morada de seu termo, à floresta de seu terreno fértil.
  819. \v 24 Eu cavei e bebi as águas alheias, e sequei com as plantas de meus pés todos os rios de lugares bloqueados.
  820. \s5
  821. \v 25 Nunca ouviste que há muito tempo eu o fiz, e de dias antigos o formei? E agora o fiz vir, e foi para desolação de cidades fortes em amontoados de ruínas.
  822. \v 26 E seus moradores, fracos de mãos, quebrantados e confusos, foram qual erva do campo, como hortaliça verde, e feno dos telhados, que antes que venha a maturidade é seco.
  823. \s5
  824. \v 27 Eu soube teu assentar-te, teu sair e teu entrar, e teu furor contra mim.
  825. \v 28 Porquanto te iraste contra mim, e teu estrondo subiu a meus ouvidos, eu, portanto, porei meu anzol em tuas narinas, e meu freio em teus lábios, e te farei voltar pelo caminho por onde vieste.
  826. \s5
  827. \v 29 E isto te será por sinal Ezequias: Este ano comerás o que nascerá de si mesmo, e no segundo ano o que nascerá de si mesmo; e ao terceiro ano semeareis, e colhereis, e plantareis vinhas, e comereis o fruto delas.
  828. \v 30 E o que houver escapado, o que haverá restado da casa de Judá, voltará a lançar raiz abaixo, e dará fruto acima.
  829. \v 31 Porque sairão de Jerusalém remanescentes, e os que escaparão, do monte de Sião: o zelo do SENHOR dos exércitos fará isto.
  830. \s5
  831. \v 32 Portanto, o SENHOR diz assim do rei da Assíria: Não entrará nesta cidade, nem lançará flecha nela; nem virá diante dela escudo, nem será levantado baluarte contra ela.
  832. \v 33 Pelo caminho que veio se voltará, e não entrará nesta cidade, diz o SENHOR.
  833. \v 34 Porque eu ampararei a esta cidade para salvá-la, por causa de mim, e por causa de Davi meu servo.
  834. \s5
  835. \v 35 E aconteceu que a mesma noite saiu o anjo do SENHOR, e feriu no campo dos assírios cento oitenta e cinco mil; e quando se levantaram pela manhã, eis que eram todos cadáveres.
  836. \v 36 Então Senaqueribe, rei da Assíria, partiu-se, e se foi e voltou a Nínive, onde ficou.
  837. \v 37 E aconteceu que, estando ele adorando no templo de Nisroque seu deus, Adrameleque e Sarezer seus filhos o feriram à espada; e fugiram-se à terra de Ararate. E reinou em seu lugar Esar-Hadom seu filho.
  838. \s5
  839. \c 20
  840. \v 1 Naqueles dias caiu Ezequias enfermo de morte, e veio a ele Isaías profeta filho de Amoz, e disse-lhe: o SENHOR disse assim: Dá ordens à tua casa, porque hás de morrer, e não viverás.
  841. \v 2 Então virou ele seu rosto à parede, e orou ao SENHOR, e disse:
  842. \v 3 Rogo-te, ó SENHOR, rogo-te faças memória de que andei diante de ti em verdade e íntegro coração, e que fiz as coisas que te agradam. E chorou Ezequias com grande choro.
  843. \s5
  844. \v 4 E antes que Isaías saísse até a metade do pátio, veio a palavra do SENHOR a Isaías, dizendo:
  845. \v 5 Volta, e dize a Ezequias, príncipe de meu povo: Assim diz o SENHOR, o Deus de Davi teu pai: Eu ouvi tua oração, e vi tuas lágrimas: eis que eu te saro; ao terceiro dia subirás à casa do SENHOR.
  846. \s5
  847. \v 6 E acrescentarei a teus dias quinze anos, e te livrarei a ti e a esta cidade da mão do rei da Assíria; e ampararei esta cidade por causa de mim, e por causa de Davi meu servo.
  848. \v 7 E disse Isaías: Tomai uma pasta de figos. E tomando-a, puseram sobre a chaga, e sanou.
  849. \s5
  850. \v 8 E Ezequias havia dito a Isaías: Que sinal terei de que o SENHOR me sarará, e que subirei à casa do SENHOR ao terceiro dia?
  851. \v 9 E respondeu Isaías: Esta sinal terás do SENHOR, de que fará o SENHOR isto que disse: Avançará a sombra dez degraus, ou retrocederá dez degraus?
  852. \s5
  853. \v 10 E Ezequias respondeu: Fácil coisa é que a sombra decline dez degraus: mas, que a sombra volte atrás dez degraus.
  854. \v 11 Então o profeta Isaías clamou ao SENHOR; e fez voltar a sombra pelos degraus que havia descido no relógio de Acaz, dez degraus atrás.
  855. \s5
  856. \v 12 Naquele tempo Berodaque-Baladã filho de Baladã, rei da Babilônia, enviou cartas e presentes a Ezequias, porque havia ouvido que Ezequias havia caído enfermo.
  857. \v 13 E Ezequias os ouviu, e mostrou-lhes toda a casa das coisas preciosas, prata, ouro, e especiaria, e preciosos unguentos; e a casa de suas armas, e tudo o que havia em seus tesouros: nenhuma coisa restou que Ezequias não lhes mostrasse, tanto em sua casa como em todo o seu domínio.
  858. \s5
  859. \v 14 Então o profeta Isaías veio ao rei Ezequias, e disse-lhe: Que disseram aqueles homens, e de onde vieram a ti? E Ezequias lhe respondeu: De distantes terras vieram, de Babilônia.
  860. \v 15 E ele lhe voltou a dizer: Que viram em tua casa? E Ezequias respondeu: Viram tudo o que havia em minha casa; nada restou em meus tesouros que não lhes mostrasse.
  861. \s5
  862. \v 16 Então Isaías disse a Ezequias: Ouve a palavra do SENHOR:
  863. \v 17 Eis que vêm dias, em que tudo o que está em tua casa, e tudo o que teus pais entesouraram até hoje, será levado a Babilônia, sem restar nada, disse o SENHOR.
  864. \v 18 E de teus filhos que sairão de ti, que haverás gerado, tomarão; e serão eunucos no palácio do rei da Babilônia.
  865. \s5
  866. \v 19 Então Ezequias disse a Isaías: A palavra do SENHOR que falaste, é boa. Depois disse: Mas não haverá paz e verdade em meus dias?
  867. \v 20 Os demais dos feitos de Ezequias, e todo o seu vigor, e como fez o tanque, e o aqueduto, e meteu as águas na cidade, não está escrito no livro das crônicas dos reis de Judá?
  868. \v 21 E descansou Ezequias com seus pais, e reinou em seu lugar Manassés seu filho.
  869. \s5
  870. \c 21
  871. \v 1 De doze anos era Manassés quando começou a reinar, e reinou em Jerusalém cinquenta e cinco anos: o nome de sua mãe foi Hefzibá.
  872. \v 2 E fez o que era mau aos olhos do SENHOR, segundo as abominações das nações que o SENHOR havia lançado diante dos filhos de Israel.
  873. \v 3 Porque ele voltou a edificar os altos que Ezequias seu pai havia derrubado, e levantou altares a Baal, e fez bosque, como havia feito Acabe rei de Israel: e adorou a todo o exército do céu, e serviu àquelas coisas.
  874. \s5
  875. \v 4 Também edificou altares na casa do SENHOR, da qual o SENHOR havia dito: Eu porei meu nome em Jerusalém.
  876. \v 5 E edificou altares para todo o exército do céu nos dois átrios da casa do SENHOR.
  877. \v 6 E passou a seu filho por fogo, e olhou em tempos, e foi agoureiro, e instituiu necromantes e adivinhos, multiplicando assim o fazer o mal aos olhos do SENHOR, para provocá-lo à ira.
  878. \s5
  879. \v 7 E pôs uma imagem entalhada do bosque que ele havia feito, na casa da qual havia o SENHOR dito a Davi e a Salomão seu filho: Eu porei meu nome para sempre nesta casa, e em Jerusalém, à qual escolhi de todas as tribos de Israel:
  880. \v 8 E não voltarei a fazer que o pé de Israel seja movido da terra que dei a seus pais, contanto que guardem e façam conforme a todas as coisas que eu lhes mandei, e conforme a toda a lei que meu servo Moisés lhes mandou.
  881. \v 9 Mas eles não escutaram; e Manassés os induziu a que fizessem mais mal que as nações que o SENHOR destruiu diante dos filhos de Israel.
  882. \s5
  883. \v 10 E falou o SENHOR por meio de seus servos os profetas, dizendo:
  884. \v 11 Porquanto Manassés rei de Judá fez estas abominações, e fez mais mal que tudo o que fizeram os amorreus que foram antes dele, e também fez pecar a Judá em seus ídolos;
  885. \v 12 Portanto, assim disse o SENHOR o Deus de Israel: Eis que eu trago tal mal sobre Jerusalém e sobre Judá, que o que o ouvir, lhe retinirão ambos ouvidos.
  886. \s5
  887. \v 13 E estenderei sobre Jerusalém o cordel de Samaria, e o prumo da casa de Acabe: e eu limparei a Jerusalém como se limpa um prato, que depois que o limpam, viram-no sobre sua face.
  888. \v 14 E desampararei os restantes de minha propriedade, e os entregarei em mãos de seus inimigos; e serão para saque e para roubo a todos seus adversários;
  889. \v 15 Porquanto fizeram o mal aos meus olhos, e me provocaram à ira, desde o dia que seus pais saíram do Egito até hoje.
  890. \s5
  891. \v 16 Além disso, derramou Manassés muito sangue inocente em grande maneira, até encher a Jerusalém de extremidade a extremidade; além de seu pecado com que fez pecar a Judá, para que fizesse o que era mau aos olhos do SENHOR.
  892. \v 17 Os demais dos feitos de Manassés, e todas as coisas que fez, e seu pecado que cometeu, não está tudo escrito no livro das crônicas dos reis de Judá?
  893. \v 18 E descansou Manassés com seus pais, e foi sepultado no jardim de sua casa, no jardim de Uzá; e reinou em seu lugar Amom seu filho.
  894. \s5
  895. \v 19 De vinte e dois anos era Amom quando começou a reinar, e reinou dois anos em Jerusalém. O nome de sua mãe foi Mesulemete filha de Haruz de Jotbá.
  896. \v 20 E fez o que era mau aos olhos do SENHOR, como havia feito Manassés seu pai.
  897. \s5
  898. \v 21 E andou em todos os caminhos em que seu pai andou, e serviu às imundícias às quais havia servido seu pai, e a elas adorou;
  899. \v 22 E deixou ao SENHOR o Deus de seus pais, e não andou no caminho do SENHOR.
  900. \v 23 E os servos de Amom conspiraram contra ele, e mataram ao rei em sua casa.
  901. \s5
  902. \v 24 Então o povo da terra feriu a todos os que haviam conspirado contra o rei Amom; e pôs o povo da terra por rei em seu lugar a Josias seu filho.
  903. \v 25 Os demais dos feitos de Amom, que efetuara, não está tudo escrito no livro das crônicas dos reis de Judá?
  904. \v 26 E foi sepultado em seu sepulcro no jardim de Uzá, e reinou em seu lugar Josias seu filho.
  905. \s5
  906. \c 22
  907. \v 1 Quando Josias começou a reinar era de oito anos, e reinou em Jerusalém trinta e um anos. O nome de sua mãe foi Jedida filha de Adaías de Bozcate.
  908. \v 2 E fez o que era correto aos olhos do SENHOR, e andou em todo o caminho de Davi seu pai, sem desviar-se à direita nem à esquerda.
  909. \s5
  910. \v 3 E aos dezoito anos do rei Josias, foi que enviou o rei a Safã filho de Azalias, filho de Mesulão, escriba, à casa do SENHOR, dizendo:
  911. \v 4 Vai a Hilquias, sumo sacerdote: dize-lhe que recolha o dinheiro que se pôs na casa do SENHOR, que juntaram do povo os guardiões da porta,
  912. \v 5 E que o ponham em mãos dos que fazem a obra, que têm cargo da casa do SENHOR, e que o entreguem aos que fazem a obra da casa do SENHOR, para reparar as fendas da casa:
  913. \s5
  914. \v 6 Aos carpinteiros, aos mestres e pedreiros, para comprar madeira e pedra lavrada para reparar a casa;
  915. \v 7 E que não se lhes conte o dinheiro cujo manejo se lhes confiar, porque eles procedem com fidelidade.
  916. \s5
  917. \v 8 Então disse o sumo sacerdote Hilquias a Safã escriba: Achei o livro da lei na casa do SENHOR. E Hilquias deu o livro a Safã, e leu-o.
  918. \v 9 Vindo logo Safã escriba ao rei, deu ao rei a resposta, e disse: Teus servos juntaram o dinheiro que se achou no templo, e o entregaram em poder dos que fazem a obra, que têm cargo da casa do SENHOR.
  919. \v 10 Também Safã escriba declarou ao rei, dizendo: Hilquias o sacerdote me deu um livro. E leu-o Safã diante do rei.
  920. \s5
  921. \v 11 E quando o rei ouviu as palavras do livro da lei, rasgou suas roupas.
  922. \v 12 Logo mandou o rei a Hilquias o sacerdote, e a Aicã filho de Safã, e a Acbor filho de Micaías, e a Safã escriba, e a Asaías servo do rei, dizendo:
  923. \v 13 Ide, e perguntai ao SENHOR por mim, e pelo povo, e por todo Judá, acerca das palavras deste livro que se achou: porque grande ira do SENHOR é a que foi acesa contra nós, porquanto nossos pais não escutaram as palavras deste livro, para fazer conforme tudo o que nos foi escrito.
  924. \s5
  925. \v 14 Então foi Hilquias o sacerdote, e Aicã e Acbor e Safã e Asaías, a Hulda profetisa, mulher de Salum filho de Ticvá filho de Harás, guarda das vestiduras, a qual morava em Jerusalém na segunda parte da cidade, e falaram com ela.
  926. \v 15 E ela lhes disse: Assim disse o SENHOR o Deus de Israel: Dizei ao homem que vos enviou a mim:
  927. \v 16 Assim disse o SENHOR: Eis que eu trago mal sobre este lugar, e sobre os que nele moram, a saber, todas as palavras do livro que leu o rei de Judá:
  928. \s5
  929. \v 17 Porquanto me deixaram, e queimaram incenso a deuses alheios, provocando-me à ira em toda obra de suas mãos; e meu furor se acendeu contra este lugar, e não se apagará.
  930. \v 18 Mas ao rei de Judá que vos enviou para que perguntásseis ao SENHOR, direis assim: Assim disse o SENHOR o Deus de Israel: Porquanto ouviste as palavras do livro,
  931. \v 19 E teu coração se enterneceu, e te humilhaste diante do SENHOR, quando ouviste o que eu pronunciei contra este lugar e contra seus moradores, que viriam a ser assolados e malditos, e rasgaste tuas vestes, e choraste em minha presença, também eu te ouvi, diz o SENHOR.
  932. \s5
  933. \v 20 Portanto, eis que eu te recolherei com teus pais, e tu serás recolhido a teu sepulcro em paz, e não verão teus olhos todo o mal que eu trago sobre este lugar. E eles deram ao rei a resposta.
  934. \s5
  935. \c 23
  936. \v 1 Então o rei enviou aviso, e juntaram a ele todos os anciãos de Judá e de Jerusalém.
  937. \v 2 E subiu o rei à casa do SENHOR com todos os homens de Judá, e com todos os moradores de Jerusalém, com os sacerdotes e profetas e com todo o povo, desde o menor até o maior; e leu, ouvindo-o eles, todas as palavras do livro do pacto que havia sido achado na casa do SENHOR.
  938. \s5
  939. \v 3 E pondo-se o rei em pé junto à coluna, fez aliança diante do SENHOR, de que seguiriam o SENHOR, e guardariam seus mandamentos, e seus testemunhos, e seus estatutos, com todo o coração e com toda a alma, e que cumpririam as palavras da aliança que estavam escritas naquele livro. E todo o povo confirmou o pacto.
  940. \s5
  941. \v 4 Então mandou el rei ao sumo sacerdote Hilquias, e aos sacerdotes de segunda ordem, e aos guardiões da porta, que tirassem do templo do SENHOR todos os vasos que haviam sido feitos para Baal, e para o bosque, e para toda o exército do céu; e queimou-os fora de Jerusalém no campo de Cedrom, e fez levar as cinzas deles a Betel.
  942. \v 5 E tirou aos sacerdotes pagãos, que haviam posto os reis de Judá para que queimassem incenso nos altos nas cidades de Judá, e nos arredores de Jerusalém; e também aos que queimavam incenso a Baal, ao sol e à lua, e às constelações, e a todo o exército do céu.
  943. \s5
  944. \v 6 Fez também tirar o bosque fora da casa do SENHOR, fora de Jerusalém, ao ribeiro de Cedrom, e queimou-o no ribeiro de Cedrom, e tornou-o em pó, e lançou o pó dele sobre os sepulcros dos filhos do povo.
  945. \v 7 Além disso derrubou as casas dos sodomitas que estavam na casa do SENHOR, nas quais teciam as mulheres tendas para o bosque.
  946. \s5
  947. \v 8 E fez vir todos os sacerdotes das cidades de Judá, e profanou os altos de onde os sacerdotes queimavam incenso, desde Gibeá até Berseba; e derrubou os altares das portas que estavam à entrada da porta de Josué, governador da cidade, que estavam à esquerda da porta da cidade.
  948. \v 9 Porém os sacerdotes dos altos não subiam ao altar do SENHOR em Jerusalém, mas comiam pães sem levedura entre seus irmãos.
  949. \s5
  950. \v 10 Também profanou a Tofete, que está no vale do filho de Hinom, porque ninguém passasse seu filho ou sua filha por fogo a Moloque.
  951. \v 11 Tirou também os cavalos que os reis de Judá haviam dedicado ao sol à entrada do templo do SENHOR, junto à câmara de Natã-Meleque eunuco, a qual ficava nos recintos; e queimou ao fogo os carros do sol.
  952. \s5
  953. \v 12 Derrubou também o rei os altares que estavam sobre o terraço da sala de Acaz, que os reis de Judá haviam feito, e os altares que havia feito Manassés nos dois átrios da casa do SENHOR; e dali correu e lançou o pó no ribeiro de Cedrom.
  954. \v 13 Também profanou o rei os altos que estavam diante de Jerusalém, à direita do monte da destruição, os quais Salomão rei de Israel havia edificado a Astarote, abominação dos sidônios, e a Camos abominação de Moabe, e a Milcom abominação dos filhos de Amom.
  955. \v 14 E quebrou as estátuas, e arrancou os bosques, e encheu o lugar deles de ossos de homens.
  956. \s5
  957. \v 15 Igualmente o altar que estava em Betel, e o alto que havia feito Jeroboão filho de Nebate, o que fez pecar a Israel, aquele altar e o alto destruiu; e queimou o alto, e o tornou em pó, e pôs fogo ao bosque.
  958. \v 16 E voltou-se Josias, e vendo os sepulcros que estavam ali no monte, enviou e tirou os ossos dos sepulcros, e queimou-os sobre o altar para contaminá-lo, conforme à palavra do SENHOR que havia profetizado o homem de Deus, o qual havia anunciado estes negócios.
  959. \s5
  960. \v 17 E depois disse: Que monumento é este que vejo? E os da cidade lhe responderam: Este é o sepulcro do homem de Deus que veio de Judá, e profetizou estas coisas que tu fizeste sobre o altar de Betel.
  961. \v 18 E ele disse: Deixai-o; ninguém mova seus ossos: e assim foram preservados seus ossos, e os ossos do profeta que havia vindo de Samaria.
  962. \s5
  963. \v 19 E todas as casas dos altos que estavam nas cidades de Samaria, as quais haviam feito os reis de Israel para provocar a ira, tirou-as também Josias, e fez delas como havia feito em Betel.
  964. \v 20 Também matou sobre os altares a todos os sacerdotes dos altos que ali estavam, e queimou sobre eles ossos de homens, e voltou-se a Jerusalém.
  965. \s5
  966. \v 21 Então mandou o rei a todo o povo, dizendo: Fazei a páscoa ao SENHOR vosso Deus, conforme o que está escrito no livro desta aliança.
  967. \v 22 Não foi feita tal páscoa desde os tempos dos juízes que governaram a Israel, nem em todos os tempos dos reis de Israel, e dos reis de Judá.
  968. \v 23 Aos dezoito anos do rei Josias foi feita aquela páscoa ao SENHOR em Jerusalém.
  969. \s5
  970. \v 24 Também expulsou Josias os necromantes, adivinhos, e ídolos, e todas as abominações que se viam na terra de Judá e em Jerusalém, para cumprir as palavras da lei que estavam escritas no livro que o sacerdote Hilquias havia achado na casa do SENHOR.
  971. \v 25 Não houve tal rei antes dele que se convertesse ao SENHOR de todo seu coração, e de toda sua alma, e de todas suas forças, conforme a toda a lei de Moisés; nem depois dele nasceu outro tal.
  972. \s5
  973. \v 26 Contudo isso, o SENHOR não se desviou do ardor de sua grande ira, com que se havia encendido sua ira contra Judá, por todas as provocações com que Manassés lhe havia irritado.
  974. \v 27 E disse o SENHOR: Também tirarei de minha presença a Judá, como tirei a Israel, e abominarei a esta cidade que havia escolhido, a Jerusalém, e à casa da qual havia eu dito: Meu nome será ali.
  975. \s5
  976. \v 28 Os demais dos feitos de Josias, e todas as coisas que fez, não está tudo escrito no livro das crônicas dos reis de Judá?
  977. \v 29 Em aqueles dias Faraó Neco rei do Egito subiu contra o rei da Assíria ao rio Eufrates, e saiu contra ele o rei Josias; mas aquele assim que lhe viu, o matou em Megido.
  978. \v 30 E seus servos o puseram em um carro, e trouxeram-no morto de Megido a Jerusalém, e sepultaram-no em seu sepulcro. Então o povo da terra tomou a Jeoacaz filho de Josias, e ungiram-lhe e puseram-no por rei em lugar de seu pai.
  979. \s5
  980. \v 31 De vinte e três anos era Jeoacaz quando começou a reinar, e reinou três meses em Jerusalém. O nome de sua mãe foi Hamutal, filha de Jeremias de Libna.
  981. \v 32 E ele fez o que era mau aos olhos do SENHOR, conforme todas as coisas que seus pais haviam feito.
  982. \v 33 E lançou-o preso Faraó Neco em Ribla na província de Hamate, para que ele não reinasse em Jerusalém; e impôs sobre a terra uma multa de cem talentos de prata, e um de ouro.
  983. \s5
  984. \v 34 Então Faraó Neco pôs por rei a Eliaquim filho de Josias, em lugar de Josias seu pai, e mudou-lhe o nome no de Jeoaquim; e tomou a Jeoacaz, e levou-o ao Egito, e morreu ali.
  985. \v 35 E Jeoaquim pagou a Faraó a prata e o ouro; mas fez tributar a terra para dar o dinheiro conforme ao mandamento de Faraó, tirando a prata e ouro do povo da terra, de cada um segundo a avaliação de sua riqueza, para dar a Faraó Neco.
  986. \s5
  987. \v 36 De vinte e cinco anos era Jeoaquim quando começou a reinar, e onze anos reinou em Jerusalém. O nome de sua mãe foi Zebida filha de Pedaías, de Ruma.
  988. \v 37 E fez o que era mau aos olhos do SENHOR, conforme todas as coisas que seus pais haviam feito.
  989. \s5
  990. \c 24
  991. \v 1 Em seu tempo subiu Nabucodonosor, rei de Babilônia, ao qual Jeoaquim serviu por três anos; depois voltou-se contra e se rebelou contra ele.
  992. \v 2 O SENHOR, porém, enviou contra ele tropas de caldeus, e tropas de sírios, e tropas de moabitas, e tropas de amonitas; os quais enviou contra Judá para que a destruíssem, conforme a palavra do SENHOR que havia falado por meio dos seus servos, os profetas.
  993. \s5
  994. \v 3 Certamente foi por ordem do SENHOR que veio isto contra Judá, para tirá-la de sua presença, pelos pecados de Manassés, conforme tudo o que ele fez;
  995. \v 4 Também pelo sangue inocente que derramou, pois encheu Jerusalém de sangue inocente; o SENHOR, portanto, não quis perdoar.
  996. \s5
  997. \v 5 Os demais dos feitos de Jeoaquim, e todas as coisas que fez, não estão escritos no livro das crônicas dos reis de Judá?
  998. \v 6 E descansou Jeoaquim com seus pais, e reinou em seu lugar seu filho Joaquim.
  999. \s5
  1000. \v 7 E nunca mais o rei do Egito saiu de sua terra; porque o rei da Babilônia lhe tomou tudo o que era seu, desde o rio do Egito até o rio de Eufrates.
  1001. \s5
  1002. \v 8 Tinha Joaquim dezoito anos quando começou a reinar, e reinou em Jerusalém três meses. O nome de sua mãe foi Neusta filha de Elnatã, de Jerusalém.
  1003. \v 9 E fez o que era mau aos olhos do SENHOR, conforme todas as coisas que seu pai havia feito.
  1004. \s5
  1005. \v 10 Naquele tempo subiram os servos de Nabucodonosor rei da Babilônia contra Jerusalém e a cidade foi cercada.
  1006. \v 11 Veio também Nabucodonosor rei da Babilônia contra a cidade, quando seus servos a tinham cercado.
  1007. \v 12 Então saiu Joaquim rei de Judá, para render-se ao rei da Babilônia, ele, e sua mãe, e seus servos, e seus príncipes, e seus eunucos; e o rei da Babilônia o prendeu no oitavo ano de seu reinado.
  1008. \s5
  1009. \v 13 E tirou dali todos os tesouros da casa do SENHOR, e os tesouros da casa real, e despedaçou todos os utensílios de ouro que havia feito Salomão rei de Israel na casa do SENHOR, como o SENHOR havia dito.
  1010. \v 14 E levou em cativeiro toda Jerusalém, todos os príncipes, e todos os homens valentes, até dez mil cativos, e todos os artesãos e ferreiros; que não restou ninguém, exceto os pobres do povo da terra.
  1011. \s5
  1012. \v 15 Também levou cativo Joaquim à Babilônia, assim como a mãe do rei, as mulheres do rei, os seus eunucos, e os poderosos do país; cativos os levou de Jerusalém a Babilônia.
  1013. \v 16 A todos os homens de guerra, que foram sete mil, e aos oficiais e ferreiros, que foram mil, e a todos os valentes para fazer a guerra, levou cativos o rei da Babilônia.
  1014. \v 17 E o rei da Babilônia pôs como rei em lugar de Joaquim a Matanias, tio dele, e mudou-lhe o nome para Zedequias.
  1015. \s5
  1016. \v 18 De vinte e um anos era Zedequias quando começou a reinar, e reinou em Jerusalém onze anos. O nome de sua mãe foi Hamutal filha de Jeremias, de Libna.
  1017. \v 19 E fez o que era mau aos olhos do SENHOR, conforme a tudo o que havia feito Jeoaquim.
  1018. \v 20 Assim aconteceu por causa da ira do SENHOR contra Jerusalém e Judá, até que os expulsou de sua presença. E Zedequias se rebelou contra o rei da Babilônia.
  1019. \s5
  1020. \c 25
  1021. \v 1 E aconteceu aos nove anos de seu reinado, no mês décimo, aos dez do mês, que Nabucodonosor rei da Babilônia veio com todo seu exército contra Jerusalém, e cercou-a; e levantaram contra ela rampas de cerco ao redor.
  1022. \v 2 E esteve a cidade cercado até o décimo primeiro ano do rei Zedequias.
  1023. \v 3 Aos nove do mês prevaleceu a fome na cidade, que não houve pão para o povo da terra.
  1024. \s5
  1025. \v 4 Aberta já a cidade, fugiram de noite todos os homens de guerra pelo caminho da porta que estava entre os dois muros, junto aos jardins do rei, estando os caldeus ao redor da cidade; e o rei se foi caminho da campina.
  1026. \v 5 E o exército dos caldeus seguiu o rei, e tomou-o nas planícies de Jericó, e todo o seu exército se dispersou dele.
  1027. \s5
  1028. \v 6 Tomado, pois, o rei, trouxeram-no ao rei da Babilônia a Ribla, e proferiram contra ele sentença.
  1029. \v 7 E degolaram aos filhos de Zedequias em sua presença; e a Zedequias tiraram os olhos, e acorrentado com correntes levaram-no à Babilônia.
  1030. \s5
  1031. \v 8 No mês quinto, aos sete do mês, sendo o ano dezenove de Nabucodonosor rei da Babilônia, veio a Jerusalém Nebuzaradã, capitão dos da guarda, servo do rei da Babilônia.
  1032. \v 9 E queimou a casa do SENHOR, e a casa do rei, e todas as casas de Jerusalém; e todas as casas dos príncipes queimou a fogo.
  1033. \v 10 E todo o exército dos caldeus que estava com o capitão da guarda, derrubou os muros de Jerusalém ao redor.
  1034. \s5
  1035. \v 11 E aos do povo que haviam restado na cidade, e aos que se haviam juntado ao rei da Babilônia, e aos que haviam restado da população, transportou-o Nebuzaradã, capitão dos da guarda.
  1036. \v 12 Mas dos pobres da terra deixou Nebuzaradã, capitão dos da guarda, para que lavrassem as vinhas e as terras.
  1037. \s5
  1038. \v 13 E quebraram os caldeus as colunas de bronze que estavam na casa do SENHOR, e as bases, e o mar de bronze que estava na casa do SENHOR, e levaram o bronze disso à Babilônia.
  1039. \v 14 Levaram-se também as caldeiras, e as pás, e as tenazes, e as colheres, e todos os vasos de bronze com que ministravam.
  1040. \v 15 Incensários, bacias, os que de ouro, em ouro, e os que de prata, em prata, tudo o levou o capitão dos da guarda;
  1041. \s5
  1042. \v 16 As duas colunas, um mar, e as bases que Salomão havia feito para a casa do SENHOR: não havia peso de todos estes vasos.
  1043. \v 17 A altura da uma coluna era dezoito côvados e tinha encima um capitel de bronze, e a altura do capitel era de três côvados; e sobre o capitel havia um enredado e romãs ao redor, todo de bronze: e semelhante obra havia na outra coluna com o enredado.
  1044. \s5
  1045. \v 18 Tomou então o capitão dos da guarda a Seraías o sacerdote principal, e a Sofonias o segundo sacerdote, e três guardas da porta;
  1046. \v 19 E da cidade tomou um eunuco, o qual comandava os soldados, e cinco homens dos assistentes do rei, que se acharam na cidade; e ao principal escriba do exército, que fazia o registro da gente do país; e sessenta homens do povo da terra,
  1047. \s5
  1048. \v 20 Estes tomou Nebuzaradã, capitão dos da guarda, e levou-os a Ribla ao rei da Babilônia.
  1049. \v 21 E o rei da Babilônia os feriu e matou em Ribla, em terra de Hamate. Assim foi transportado Judá de sobre sua terra.
  1050. \s5
  1051. \v 22 E ao povo que Nabucodonosor rei da Babilônia deixou em terra de Judá, pôs por governador a Gedalias, filho de Aicã filho de Safã.
  1052. \v 23 E ouvindo todos os príncipes do exército, eles e sua gente, que o rei da Babilônia havia posto por governador a Gedalias, vieram-se a ele em Mispá, a saber, Ismael filho de Netanias, e Joanã filho de Careá, e Seraías filho de Tanumete netofatita, e Jazanias filho do maacatita, eles com os seus subordinados.
  1053. \v 24 Então Gedalias lhes fez juramento, a eles e aos seus subordinados, e disse-lhes: Não temais de ser servos dos caldeus; habitai na terra, e servi ao rei da Babilônia, e vos irá bem.
  1054. \s5
  1055. \v 25 Mas no mês sétimo veio Ismael filho de Netanias, filho de Elisama, da família real, e com ele dez homens, e feriram a Gedalias, e morreu, assim como os judeus e os caldeus que estavam com ele em Mispá.
  1056. \v 26 E levantando-se todo o povo, desde o menor até o maior, com os capitães do exército, foram-se ao Egito por temor dos caldeus.
  1057. \s5
  1058. \v 27 E aconteceu aos trinta e sete anos do cativeiro de Joaquim rei de Judá, no décimo segundo mês, aos vinte e sete do mês, que Evil-Merodaque rei da Babilônia, no primeiro ano de seu reinado, concedeu favor a Joaquim rei de Judá, tirando-o da prisão.
  1059. \s5
  1060. \v 28 E falou-lhe bem, e pôs seu assento em posição de maior honra do que o assento dos reis que estavam com ele na Babilônia.
  1061. \v 29 E mudou-lhe as roupas de sua prisão, e comeu sempre diante dele todos os dias de sua vida.
  1062. \v 30 E foi-lhe continuamente dada a sua subsistência diária da parte do rei, por todos os dias de sua vida.