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\id GEN
\ide UTF-8
\sts Bíblia Livre - Nestle 1904
\h Gênesis
\toc1 Gênesis
\toc2 Gênesis
\toc3 gen
\mt1 Gênesis


\s5
\c 1
\p
\v 1 No princípio criou Deus os céus e a terra.
\v 2 E a terra estava desordenada e vazia, e as trevas estavam sobre a face do abismo, e o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas.
\s5
\v 3 E disse Deus: Haja luz; e houve luz.
\v 4 E viu Deus que a luz era boa: e separou Deus a luz das trevas.
\v 5 E chamou Deus à luz Dia, e às trevas chamou Noite: e foi a tarde e a manhã o primeiro dia.
\s5
\v 6 E disse Deus: Haja expansão em meio das águas, e separe as águas das águas.
\v 7 E fez Deus a expansão, e separou as águas que estavam debaixo da expansão, das águas que estavam sobre a expansão: e foi assim.
\v 8 E chamou Deus à expansão Céus: e foi a tarde e a manhã, o dia segundo.
\s5
\v 9 E disse Deus: Juntem-se as águas que estão debaixo dos céus em um lugar, e descubra-se a porção seca; e foi assim.
\v 10 E chamou Deus à porção seca Terra, e à reunião das águas chamou Mares; e viu Deus que era bom.
\s5
\v 11 E disse Deus: Produza a terra erva verde, erva que dê semente; árvore de fruto que dê fruto segundo a sua espécie, que sua semente esteja nela, sobre a terra: e foi assim.
\v 12 E produziu a terra erva verde, erva que dá semente segundo sua natureza, e árvore que dá fruto, cuja semente está nele, segundo a sua espécie; e viu Deus que era bom.
\v 13 E foi a tarde e a manhã, o dia terceiro.
\s5
\v 14 E disse Deus: Haja luminares na expansão dos céus para separar o dia e a noite: e sejam por sinais, e para as estações, e para dias e anos;
\v 15 E sejam por luminares na expansão dos céus para iluminar sobre a terra: e foi.
\s5
\v 16 E fez Deus os dois grandes luminares; o luminar maior para que exerça domínio no dia, e o luminar menor para que exerça domínio na noite; fez também as estrelas.
\v 17 E as pôs Deus na expansão dos céus, para iluminar sobre a terra,
\v 18 E para exercer domínio no dia e na noite, e para separar a luz e as trevas: e viu Deus que era bom.
\v 19 E foi a tarde e a manhã, o dia quarto.
\s5
\v 20 E disse Deus: Produzam as águas répteis de alma vivente, e aves que voem sobre a terra, na expansão aberta dos céus.
\v 21 E criou Deus as grandes criaturas marinhas, e toda coisa viva que anda arrastando, que as águas produziram segundo a sua espécie, e toda ave de asas segundo sua espécie: e viu Deus que era bom.
\s5
\v 22 E Deus os abençoou dizendo: Frutificai e multiplicai, e enchei as águas nos mares, e as aves se multipliquem na terra.
\v 23 E foi a tarde e a manhã, o dia quinto.
\s5
\v 24 E disse Deus: Produza a terra seres viventes segundo a sua espécie, animais e serpentes e animais da terra segundo sua espécie: e foi assim.
\v 25 E fez Deus animais da terra segundo a sua espécie, e gado segundo a sua espécie, e todo animal que anda arrastando sobre a terra segundo sua espécie: e viu Deus que era bom.
\s5
\v 26 E disse Deus: Façamos ao ser humano à nossa imagem, conforme nossa semelhança; e domine os peixes do mar, e as aves dos céus, e os animais, e toda a terra, e todo animal que anda arrastando sobre a terra.
\v 27 E criou Deus o ser humano à sua imagem, à imagem de Deus o criou; macho e fêmea os criou.
\s5
\v 28 E Deus os abençoou; e disse-lhes Deus: Frutificai e multiplicai, e enchei a terra, e subjugai-a, e dominai os peixes do mar, as aves dos céus, e todos os animais que se movem sobre a terra.
\v 29 E disse Deus: Eis que vos dei toda erva que dá semente, que está sobre a face de toda a terra; e toda árvore em que há fruto de árvore que dá semente, vos será para comer.
\s5
\v 30 E a todo animal da terra, e a todas as aves dos céus, e a tudo o que se move sobre a terra, em que há vida, toda erva verde lhes será para comer: e foi assim.
\v 31 E viu Deus tudo o que havia feito, e eis que era bom em grande maneira. E foi a tarde e a manhã, o dia sexto.

\s5
\c 2
\v 1 E foram concluídos os céus e a terra, e tudo o que neles há.
\v 2 E acabou Deus no dia sétimo sua obra que fez, e repousou o dia sétimo de toda sua obra que havia feito.
\v 3 E abençoou Deus ao dia sétimo, e o santificou, porque nele repousou de toda sua obra que havia Deus criado e feito.
\s5
\v 4 Estas são as origens dos céus e da terra quando foram criados, no dia que o SENHOR Deus fez a terra e os céus,
\v 5 E antes que toda planta do campo existisse na terra, e antes que toda erva do campo nascesse; porque ainda não havia o SENHOR Deus feito chover sobre a terra, nem havia homem para que lavrasse a terra;
\v 6 Mas subia da terra um vapor, que regava toda a face da terra.
\s5
\v 7 Formou, pois, o SENHOR Deus ao homem do pó da terra, e assoprou em seu nariz sopro de vida; e foi o homem em alma vivente.
\v 8 E havia o SENHOR Deus plantado um jardim em Éden ao oriente, e pôs ali ao homem que havia formado.
\s5
\v 9 E havia o SENHOR Deus feito nascer da terra toda árvore agradável à vista, e boa para comer: também a árvore da vida em meio do jardim, e a árvore do conhecimento do bem e do mal.
\v 10 E saía de Éden um rio para regar o jardim, e dali se repartia em quatro ramificações.
\s5
\v 11 O nome de um era Pisom: este é o que cerca toda a terra de Havilá, onde há ouro:
\v 12 E o ouro daquela terra é bom; há ali também bdélio e pedra ônix.
\s5
\v 13 O nome do segundo rio é Giom; este é o que rodeia toda a terra de Cuxe.
\v 14 E o nome do terceiro rio é Tigre; este é o que vai diante da Assíria. E o quarto rio é o Eufrates.
\s5
\v 15 Tomou, pois, o SENHOR Deus ao homem, e o pôs no jardim de Éden, para que o lavrasse e o guardasse.
\v 16 E mandou o SENHOR Deus ao homem, dizendo: De toda árvore do jardim comerás;
\v 17 Mas da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás dela; porque no dia que dela comeres, morrerás.
\s5
\v 18 E disse o SENHOR Deus: Não é bom que o homem esteja só; farei para ele ajuda idônea para ele.
\v 19 Formou, pois, o SENHOR Deus da terra todo animal do campo, e toda ave dos céus, e trouxe-os a Adão, para que visse como lhes havia de chamar; e tudo o que Adão chamou aos animais viventes, esse é seu nome.
\v 20 E pôs Adão nomes a todo animal e ave dos céus e a todo animal do campo: mas para Adão não achou ajuda que estivesse idônea para ele.
\s5
\v 21 E o SENHOR Deus fez cair sonho sobre Adão, e ele adormeceu: então tomou uma de suas costelas, e fechou a carne em seu lugar;
\v 22 E da costela que o SENHOR Deus tomou do homem, fez uma mulher, e trouxe-a ao homem.
\v 23 E disse Adão: Esta é agora osso de meus ossos, e carne de minha carne: esta será chamada Mulher, porque do homem foi tomada.
\s5
\v 24 Portanto, deixará o homem a seu pai e a sua mãe, e se achegará à sua mulher, e serão uma só carne.
\v 25 E estavam ambos nus, Adão e sua mulher, e não se envergonhavam.

\s5
\c 3
\v 1 Porém a serpente era astuta, mais que todos os animais do campo que o SENHOR Deus havia feito; a qual disse à mulher: Deus vos disse: Não comais de toda árvore do jardim?
\v 2 E a mulher respondeu à serpente: Do fruto das árvores do jardim comemos;
\v 3 Mas do fruto da árvore que está em meio do jardim disse Deus: Não comereis dele, nem o tocareis, para que não morrais.
\s5
\v 4 Então a serpente disse à mulher: Não morrereis;
\v 5 Mas sabe Deus que no dia que comerdes dele, serão abertos vossos olhos, e sereis como deuses sabendo o bem e o mal.
\v 6 E viu a mulher que a árvore era boa para comer, e que era agradável aos olhos, e árvore cobiçável para alcançar a sabedoria; e tomou de seu fruto, e comeu; e deu também a seu marido, o qual comeu assim como ela.
\s5
\v 7 E foram abertos os olhos de ambos, e conheceram que estavam nus: então coseram folhas de figueira, e fizeram para si aventais.
\v 8 E ouviram a voz do SENHOR Deus que se passeava no jardim ao esfriar do dia: e escondeu-se o homem e sua mulher da presença do SENHOR Deus entre as árvores do jardim.
\s5
\v 9 E chamou o SENHOR Deus ao homem, e lhe disse: Onde estás?
\v 10 E ele respondeu: Ouvi tua voz no jardim, e tive medo, porque estava nu; e me escondi.
\v 11 E disse-lhe: Quem te ensinou que estavas nu? Comeste da árvore de que eu te mandei não comesses?
\s5
\v 12 E o homem respondeu: A mulher que me deste por companheira me deu da árvore, e eu comi.
\v 13 Então o SENHOR Deus disse à mulher: Que é o que fizeste? E disse a mulher: A serpente me enganou, e comi.
\s5
\v 14 E o SENHOR Deus disse à serpente: Porquanto isto fizeste, maldita serás entre todos os animais selvagens e entre todos os animais do campo; sobre teu peito andarás, e pó comerás todos os dias de tua vida:
\v 15 E inimizade porei entre ti e a mulher, e entre tua descendência e a descendência dela; esta te ferirá na cabeça, e tu lhe ferirás no calcanhar.
\s5
\v 16 À mulher disse: Multiplicarei em grande maneira tuas dores e teus sofrimentos de parto; com dor darás à luz os filhos; e a teu marido será teu desejo, e ele exercerá domínio sobre ti.
\s5
\v 17 E ao homem disse: Porquanto obedeceste à voz de tua mulher, e comeste da árvore de que te mandei dizendo, Não comerás dela; maldita será a terra por causa de ti; com dor comerás dela todos os dias de tua vida;
\v 18 Espinhos e cardos te produzirá, e comerás erva do campo;
\v 19 No suor de teu rosto comerás o pão até que voltes à terra; porque dela foste tomado: pois pó és, e ao pó voltarás.
\s5
\v 20 E chamou o homem o nome de sua mulher, Eva; porquanto ela era mãe de todos o viventes.
\v 21 E o SENHOR Deus fez ao homem e à sua mulher túnicas de peles, e vestiu-as.
\s5
\v 22 E disse o SENHOR Deus: Eis que o homem é como um de Nos sabendo o bem e o mal: agora, pois, para que não estenda sua mão, e tome também da árvore da vida, e coma, e viva para sempre:
\v 23 E tirou-o o SENHOR do jardim de Éden, para que lavrasse a terra de que foi tomado.
\v 24 Lançou, pois, fora ao homem, e pôs ao oriente do jardim de Éden querubins, e uma espada acesa que se revolvia a todos os lados, para guardar o caminho da árvore da vida.

\s5
\c 4
\v 1 E conheceu Adão a sua mulher Eva, a qual concebeu e deu à luz a Caim, e disse: Adquiri um homem pelo SENHOR.
\v 2 E depois deu à luz a seu irmão Abel. E foi Abel pastor de ovelhas, e Caim foi lavrador da terra.
\s5
\v 3 E aconteceu decorrendo o tempo, que Caim trouxe do fruto da terra uma oferta ao SENHOR.
\v 4 E Abel trouxe também dos primogênitos de suas ovelhas, e de sua gordura. E olhou o SENHOR com agrado a Abel e à sua oferta;
\v 5 Mas não olhou com bons olhos a Caim e à sua oferta. E irritou-se Caim em grande maneira, e decaiu seu semblante.
\s5
\v 6 Então o SENHOR disse a Caim: Por que te irritaste, e por que se mudou teu rosto?
\v 7 Se bem fizeres, não serás aceito? E se não fizeres bem, o pecado está à porta; contra ti será o seu desejo, porém tu deves dominá-lo.
\s5
\v 8 E falou Caim a seu irmão Abel; e aconteceu que estando eles no campo, Caim se levantou contra seu irmão Abel, e o matou.
\v 9 E o SENHOR disse a Caim: Onde está Abel teu irmão? E ele respondeu: Não sei; sou eu guarda de meu irmão?
\s5
\v 10 E ele lhe disse: Que fizeste? A voz do sangue de teu irmão clama a mim desde a terra.
\v 11 Agora, pois, maldito sejas tu da terra que abriu sua boca para receber o sangue de teu irmão de tua mão:
\v 12 Quando lavrares a terra, não te voltará a dar sua força: errante e fugitivo serás na terra.
\s5
\v 13 E disse Caim ao SENHOR: Grande é minha iniquidade para ser perdoada.
\v 14 Eis que me expulsas hoje da face da terra, e de tua presença me esconderei; e serei errante e fugitivo na terra; e sucederá que qualquer um que me achar, me matará.
\v 15 E respondeu-lhe o SENHOR: Certo que qualquer um que matar a Caim, sete vezes será castigado. Então o SENHOR pôs sinal em Caim, para que não o ferisse qualquer um que o achasse.
\s5
\v 16 E saiu Caim de diante do SENHOR, e habitou na terra de Node, ao oriente de Éden.
\v 17 E conheceu Caim a sua mulher, a qual concebeu e deu à luz a Enoque: e edificou uma cidade, e chamou o nome da cidade do nome de seu filho, Enoque.
\s5
\v 18 E a Enoque nasceu Irade, e Irade gerou a Meujael, e Meujael gerou a Metusael, e Metusael gerou a Lameque.
\v 19 E tomou para si Lameque duas mulheres; o nome de uma foi Ada, e o nome da outra Zilá.
\s5
\v 20 E Ada deu à luz a Jabal, o qual foi pai dos que habitam em tendas, e criam gados.
\v 21 E o nome de seu irmão foi Jubal, o qual foi pai de todos os que manejam harpa e flauta.
\v 22 E Zilá também deu à luz a Tubalcaim, feitor de toda obra de bronze e de ferro: e a irmã de Tubalcaim foi Naamá.
\s5
\v 23 E disse Lameque a suas mulheres: Ada e Zilá, ouvi minha voz; Mulheres de Lameque, escutai meu dito: Que matei um homem por ter me ferido, E um rapaz por ter me golpeado:
\v 24 Se sete vezes será vingado Caim, Lameque em verdade setenta vezes sete o será.
\s5
\v 25 E conheceu de novo Adão à sua mulher, a qual deu à luz um filho, e chamou seu nome Sete: Porque Deus (disse ela) me substituiu outra descendência em lugar de Abel, a quem matou Caim.
\v 26 E a Sete também lhe nasceu um filho, e chamou seu nome Enos. Então os homens começaram a invocar o nome do SENHOR.

\s5
\c 5
\v 1 Este é o livro das gerações de Adão. No dia em que criou Deus ao ser humano, à semelhança de Deus o fez;
\v 2 Macho e fêmea os criou; e os abençoou, e chamou o nome deles Adão, no dia em que foram criados.
\s5
\v 3 E viveu Adão cento e trinta anos, e gerou um filho à sua semelhança, conforme sua imagem, e chamou seu nome Sete.
\v 4 E foram os dias de Adão, depois que gerou a Sete, oitocentos anos: e gerou filhos e filhas.
\v 5 E foram todos os dias que viveu Adão novecentos e trinta anos, e morreu.
\s5
\v 6 E viveu Sete cento e cinco anos, e gerou a Enos.
\v 7 E viveu Sete, depois que gerou a Enos, oitocentos e sete anos: e gerou filhos e filhas.
\v 8 E foram todos os dias de Sete novecentos e doze anos; e morreu.
\s5
\v 9 E viveu Enos noventa anos, e gerou a Cainã.
\v 10 E viveu Enos depois que gerou a Cainã, oitocentos e quinze anos: e gerou filhos e filhas.
\v 11 E foram todos os dias de Enos novecentos e cinco anos; e morreu.
\s5
\v 12 E viveu Cainã setenta anos, e gerou a Maalalel.
\v 13 E viveu Cainã, depois que gerou a Maalalel, oitocentos e quarenta anos: e gerou filhos e filhas.
\v 14 E foram todos os dias de Cainã novecentos e dez anos; e morreu.
\s5
\v 15 E viveu Maalalel sessenta e cinco anos, e gerou a Jarede.
\v 16 E viveu Maalalel, depois que gerou a Jarede, oitocentos e trinta anos: e gerou filhos e filhas.
\v 17 E foram todos os dias de Maalalel oitocentos noventa e cinco anos; e morreu.
\s5
\v 18 E viveu Jarede cento e sessenta e dois anos, e gerou a Enoque.
\v 19 E viveu Jarede, depois que gerou a Enoque, oitocentos anos: e gerou filhos e filhas.
\v 20 E foram todos os dias de Jarede novecentos e sessenta e dois anos; e morreu.
\s5
\v 21 E viveu Enoque sessenta e cinco anos, e gerou a Matusalém.
\v 22 E caminhou Enoque com Deus, depois que gerou a Matusalém, trezentos anos: e gerou filhos e filhas.
\v 23 E foram todos os dias de Enoque trezentos sessenta e cinco anos.
\v 24 Caminhou, pois, Enoque com Deus, e desapareceu, porque Deus o levou.
\s5
\v 25 E viveu Matusalém cento e oitenta e sete anos, e gerou a Lameque.
\v 26 E viveu Matusalém, depois que gerou a Lameque, setecentos e oitenta e dois anos: e gerou filhos e filhas.
\v 27 Foram, pois, todos os dias de Matusalém, novecentos e sessenta e nove anos; e morreu.
\s5
\v 28 E viveu Lameque cento e oitenta e dois anos, e gerou um filho:
\v 29 E chamou seu nome Noé, dizendo: Este nos aliviará de nossas obras, e do trabalho de nossas mãos, por causa da terra que o SENHOR amaldiçoou.
\s5
\v 30 E viveu Lameque, depois que gerou a Noé, quinhentos noventa e cinco anos: e gerou filhos e filhas.
\v 31 E foram todos os dias de Lameque setecentos e setenta e sete anos; e morreu.
\s5
\v 32 E sendo Noé de quinhentos anos, gerou a Sem, Cam, e a Jafé.

\s5
\c 6
\v 1 E aconteceu que, quando começaram os homens a multiplicar-se sobre a face da terra, e lhes nasceram filhas,
\v 2 Vendo os filhos de Deus que as filhas dos homens eram belas, tomaram para si mulheres, escolhendo entre todas.
\v 3 E disse o SENHOR: Não brigará meu espírito com o ser humano para sempre, porque certamente ele é carne: mas serão seus dias cento e vinte anos.
\s5
\v 4 Havia gigantes na terra naqueles dias, e também depois que entraram os filhos de Deus às filhas dos homens, e lhes geraram filhos: estes foram os valentes que desde a antiguidade foram homens de renome.
\s5
\v 5 E viu o SENHOR que a malícia dos seres humanos era muito na terra, e que todo desígnio dos pensamentos do coração deles era continuamente somente o mal.
\v 6 E arrependeu-se o SENHOR de haver feito o ser humano na terra, e pesou-lhe em seu coração.
\s5
\v 7 E disse o SENHOR: Apagarei os seres humanos que criei de sobre a face da terra, desde o ser humano até o animal, e até o réptil e as aves do céu: porque me arrependo de havê-los feito.
\v 8 Porém Noé achou favor aos olhos do SENHOR.
\s5
\v 9 Estas são as gerações de Noé: Noé, homem justo, foi íntegro em suas gerações; Noé andava com Deus.
\v 10 E gerou Noé três filhos: a Sem, a Cam, e a Jafé.
\s5
\v 11 E corrompeu-se a terra diante de Deus, e estava a terra cheia de violência.
\v 12 E olhou Deus a terra, e eis que estava contaminada; porque toda carne havia corrompido seu caminho sobre a terra.
\s5
\v 13 E disse Deus a Noé: O fim de toda carne veio diante de mim; porque a terra está cheia de violência por causa deles; e eis que eu os destruirei com a terra.
\v 14 Faze-te uma arca de madeira de gôfer: farás aposentos na arca e a selarás com betume por dentro e por fora.
\v 15 E desta maneira a farás: de trezentos côvados o comprimento da arca, de cinquenta côvados sua largura, e de trinta côvados sua altura.
\s5
\v 16 Uma janela farás à arca, e a acabarás a um côvado de elevação pela parte de cima: e porás a porta da arca a seu lado; e lhe farás piso abaixo, segundo e terceiro.
\v 17 E eu, eis que eu trago um dilúvio de águas sobre a terra, para destruir toda carne em que haja espírito de vida debaixo do céu; tudo o que há na terra morrerá.
\s5
\v 18 Mas estabelecerei meu pacto contigo, e entrarás na arca tu, e teus filhos e tua mulher, e as mulheres de teus filhos contigo.
\v 19 E de tudo o que vive, de toda carne, dois de cada espécie porás na arca, para que tenham vida contigo; macho e fêmea serão.
\s5
\v 20 Das aves segundo sua espécie, e dos animais segundo sua espécie, de todo réptil da terra segundo sua espécie, dois de cada espécie entrarão contigo para que tenham vida.
\v 21 E toma contigo de toda comida que se come, e traga-a a ti; servirá de alimento para ti e para eles.
\v 22 E o fez assim Noé; fez conforme tudo o que Deus lhe mandou.

\s5
\c 7
\v 1 E o SENHOR disse a Noé: Entra tu e toda tua casa na arca porque a ti vi justo diante de mim nesta geração.
\v 2 De todo animal limpo tomarás de sete em sete, macho e sua fêmea; mas dos animais que não são limpos, dois, macho e sua fêmea.
\v 3 Também das aves dos céus de sete em sete, macho e fêmea; para guardar em vida a descendência sobre a face de toda a terra.
\s5
\v 4 Porque passados ainda sete dias, eu farei chover sobre a terra quarenta dias e quarenta noites; e apagarei toda criatura que fiz de sobre a face da terra.
\v 5 E fez Noé conforme tudo o que lhe mandou o SENHOR.
\s5
\v 6 E sendo Noé de seiscentos anos, o dilúvio das águas foi sobre a terra.
\v 7 E veio Noé, e seus filhos, e sua mulher, e as mulheres de seus filhos com ele à arca, por causa das águas do dilúvio.
\s5
\v 8 Dos animais limpos, e dos animais que não eram limpos, e das aves, e de todo o que anda arrastando sobre a terra,
\v 9 De dois em dois entraram a Noé na arca: macho e fêmea, como mandou Deus a Noé.
\v 10 E sucedeu que ao sétimo dia as águas do dilúvio foram sobre a terra.
\s5
\v 11 No ano seiscentos da vida de Noé, no mês segundo, no dia dezessete do mês, naquele dia foram rompidas todas as fontes do grande abismo, e as comportas dos céus foram abertas;
\v 12 E houve chuva sobre a terra quarenta dias e quarenta noites.
\s5
\v 13 Neste mesmo dia entrou Noé, e Sem, e Cam e Jafé, filhos de Noé, a mulher de Noé, e as três mulheres de seus filhos com ele na arca;
\v 14 Eles e todos os animais silvestres segundo suas espécies, e todos os animais mansos segundo suas espécies, e todo réptil que anda arrastando sobre a terra segundo sua espécie, e toda ave segundo sua espécie, todo pássaro, toda espécie de animal voador.
\s5
\v 15 E vieram a Noé à arca, de dois em dois de toda carne em que havia espírito de vida.
\v 16 E os que vieram, macho e fêmea de toda carne vieram, como lhe havia mandado Deus: e o SENHOR lhe fechou a porta
\s5
\v 17 E foi o dilúvio quarenta dias sobre a terra; e as águas cresceram, e levantaram a arca, e se elevou sobre a terra.
\v 18 E prevaleceram as águas, e cresceram em grande maneira sobre a terra; e andava a arca sobre a face das águas.
\s5
\v 19 E as águas prevaleceram muito em extremo sobre a terra; e todos os montes altos que havia debaixo de todos os céus, foram cobertos.
\v 20 Quinze côvados em altura prevaleceram as águas; e foram cobertos os montes.
\s5
\v 21 E morreu toda carne que se move sobre a terra, tanto de aves como de gados, e de animais, e de todo réptil que anda arrastando sobre a terra, e todo ser humano:
\v 22 Tudo o que tinha fôlego de espírito de vida em suas narinas, de tudo o que havia na terra, morreu.
\s5
\v 23 Assim foi destruída toda criatura que vivia sobre a face da terra, desde o ser humano até o animal, e os répteis, e as aves do céu; e foram apagados da terra; e restou somente Noé, e os que com ele estavam na arca.
\v 24 E prevaleceram as águas sobre a terra cento e cinquenta dias.

\s5
\c 8
\v 1 E lembrou-se Deus de Noé, e de todos os animais, selvagens e domésticos que estavam com ele na arca; e fez passar Deus um vento sobre a terra, e diminuíram as águas.
\v 2 E se fecharam as fontes do abismo, e as comportas dos céus; e a chuva dos céus foi detida.
\v 3 E voltaram-se as águas de sobre a terra, indo e voltando; e decresceram as águas ao fim de cento e cinquenta dias.
\s5
\v 4 E repousou a arca no mês sétimo, a dezessete dias do mês, sobre os montes de Ararate.
\v 5 E as águas foram decrescendo até o mês décimo: no décimo, ao primeiro dia do mês, se revelaram os cumes dos montes.
\s5
\v 6 E sucedeu que, ao fim de quarenta dias, abriu Noé a janela da arca que havia feito,
\v 7 E enviou ao corvo, o qual saiu, e esteve indo e voltando até que as águas se secaram de sobre a terra.
\s5
\v 8 Enviou também de si à pomba, para ver se as águas se haviam retirado de sobre a face da terra;
\v 9 E não achou a pomba onde sentar a planta de seu pé, e voltou-se a ele à arca, porque as águas estavam ainda sobre a face de toda a terra: então ele estendeu sua mão e recolhendo-a, a fez entrar consigo na arca.
\s5
\v 10 E esperou ainda outros sete dias, e voltou a enviar a pomba fora da arca.
\v 11 E a pomba voltou a ele à hora da tarde; e eis que trazia uma folha de oliveira tomada em seu bico; então Noé entendeu que as águas haviam se retirado de sobre a terra.
\v 12 E esperou ainda outros sete dias, e enviou a pomba, a qual não voltou já mais a ele.
\s5
\v 13 E sucedeu que no ano seiscentos e um de Noé, no mês primeiro, ao primeiro do mês, as águas se enxugaram de sobre a terra e tirou Noé a cobertura da arca, e olhou, e eis que a face da terra estava enxuta.
\v 14 E no mês segundo, aos vinte e sete dias do mês, se secou a terra.
\s5
\v 15 E falou Deus a Noé dizendo:
\v 16 Sai da arca tu, a tua mulher, os teus filhos, e as mulheres dos teus filhos contigo.
\v 17 Todos os animais que estão contigo de toda carne, de aves e de animais e de todo réptil que anda arrastando sobre a terra, tirarás contigo; e vão pela terra, e frutifiquem, e multipliquem-se sobre a terra.
\s5
\v 18 Então saiu Noé, e seus filhos, e sua mulher, e as mulheres de seus filhos com ele.
\v 19 Todos os animais, e todo réptil e toda ave, tudo o que se move sobre a terra segundo suas espécies, saíram da arca.
\s5
\v 20 E edificou Noé um altar ao SENHOR e tomou de todo animal limpo e de toda ave limpa, e ofereceu holocausto no altar.
\v 21 E percebeu o SENHOR cheiro suave; e disse o SENHOR em seu coração: Não voltarei mais a amaldiçoar a terra por causa do ser humano; porque o intento do coração do ser humano é mau desde sua juventude: nem voltarei mais a destruir todo vivente, como fiz.
\v 22 Enquanto a terra durar, a sementeira e a colheita, o frio e calor, verão e inverno, dia e noite, não cessarão.

\s5
\c 9
\v 1 E Deus abençoou Noé e seus filhos, e disse-lhes: Frutificai, e multiplicai, e enchei a terra:
\v 2 E vosso temor e vosso pavor será sobre todo animal da terra, e sobre toda ave dos céus, em tudo o que se mover na terra, e em todos os peixes do mar: em vossa mão são entregues.
\s5
\v 3 Tudo o que se move e vive vos será para mantimento: assim como os legumes e ervas, vos dei disso tudo.
\v 4 Porém a carne com sua vida, que é seu sangue, não comereis.
\s5
\v 5 Porque certamente exigirei o sangue de vossas vidas; da mão de todo animal o exigirei, e da mão do ser humano; da mão do homem seu irmão exigirei a vida do ser humano.
\v 6 O que derramar sangue humano, pelo ser humano seu sangue será derramado; porque à imagem de Deus o ser humano foi feito.
\v 7 Mas vós frutificai, e multiplicai-vos; procriai abundantemente na terra, e multiplicai-vos nela.
\s5
\v 8 E falou Deus a Noé e a seus filhos com ele, dizendo:
\v 9 Eis que eu mesmo estabeleço meu pacto convosco, e com vossa descendência depois de vós;
\v 10 E com toda alma vivente que está convosco, de aves, de animais, e de toda fera da terra que está convosco; desde todos os que saíram da arca até todo animal da terra.
\s5
\v 11 Estabelecerei meu pacto convosco, e não será mais exterminada toda carne com águas de dilúvio; nem haverá mais dilúvio para destruir a terra.
\v 12 E disse Deus: Este será o sinal do pacto que estabeleço entre mim e vós e toda alma vivente que está convosco, por tempos perpétuos:
\v 13 Meu arco porei nas nuvens, o qual será por sinal de aliança entre mim e a terra.
\s5
\v 14 E será que quando fizer vir nuvens sobre a terra, se deixará ver então meu arco nas nuvens.
\v 15 E me lembrarei do meu pacto, que há entre mim e vós e toda alma vivente de toda carne; e não serão mais as águas por dilúvio para destruir toda carne.
\s5
\v 16 E estará o arco nas nuvens, e o verei para me lembrar do pacto perpétuo entre Deus e toda alma vivente, com toda carne que há sobre a terra.
\v 17 Disse, pois, Deus a Noé: Este será o sinal do pacto que estabeleci entre mim e toda carne que está sobre a terra.
\s5
\v 18 E os filhos de Noé que saíram da arca foram Sem, Cam e Jafé: e Cam é o pai de Canaã.
\v 19 Estes três são os filhos de Noé; e deles foi cheia toda a terra.
\s5
\v 20 E começou Noé a lavrar a terra, e plantou uma vinha;
\v 21 E bebeu do vinho, e se embriagou, e estava descoberto dentro de sua tenda.
\s5
\v 22 E Cam, pai de Canaã, viu a nudez de seu pai, e disse-o aos seus dois irmãos do lado de fora.
\v 23 Então Sem e Jafé tomaram a roupa, e a puseram sobre seus próprios ombros, e andando para trás, cobriram a nudez de seu pai tendo seus rostos virados, e assim não viram a nudez de seu pai.
\s5
\v 24 E despertou Noé de seu vinho, e soube o que havia feito com ele seu filho o mais jovem;
\v 25 E disse: Maldito seja Canaã; Servo de servos será a seus irmãos.
\s5
\v 26 Disse mais: Bendito o SENHOR o Deus de Sem, E seja-lhe Canaã servo.
\v 27 Engrandeça Deus a Jafé, E habite nas tendas de Sem, E seja-lhe Canaã servo.
\s5
\v 28 E viveu Noé depois do dilúvio trezentos e cinquenta anos.
\v 29 E foram todos os dias de Noé novecentos e cinquenta anos; e morreu.

\s5
\c 10
\v 1 Estas são as gerações dos filhos de Noé: Sem, Cam e Jafé, aos quais nasceram filhos depois do dilúvio.
\s5
\v 2 Os filhos de Jafé: Gômer, e Magogue, e Madai, e Javã, e Tubal, e Meseque, e Tiras.
\v 3 E os filhos de Gômer: Asquenaz, e Rifate, e Togarma.
\v 4 E os filhos de Javã: Elisá, e Társis, Quitim, e Dodanim.
\v 5 Por estes foram repartidas as ilhas das nações em suas terras, cada qual segundo sua língua, conforme suas famílias em suas nações.
\s5
\v 6 Os filhos de Cam: Cuxe, e Mizraim, e Pute, e Canaã.
\v 7 E os filhos de Cuxe: Sebá, Havilá, e Sabtá, e Raamá, e Sabtecá. E os filhos de Raamá: Sabá e Dedã.
\s5
\v 8 E Cuxe gerou a Ninrode, este começou a ser poderoso na terra.
\v 9 Este foi vigoroso caçador diante do SENHOR; pelo qual se diz: Assim como Ninrode, vigoroso caçador diante do SENHOR.
\v 10 E foi a cabeceira de seu reino Babel, e Ereque, e Acade, e Calné, na terra de Sinear.
\s5
\v 11 De esta terra saiu Assur, e edificou a Nínive, e a Reobote-Ir, e a Calá,
\v 12 E a Resém entre Nínive e Calá; a qual é cidade grande.
\v 13 E Mizraim gerou a Ludim, e a Anamim, e a Leabim, e a Naftuim,
\v 14 E a Patrusim, e a Casluim de onde saíram os filisteus, e a Caftorim.
\s5
\v 15 E Canaã gerou a Sidom, seu primogênito e a Hete,
\v 16 E aos jebuseus, e aos amorreus, e aos gergeseus,
\v 17 E aos heveus, e aos arqueus, e aos sineus,
\v 18 E aos arvadeus e aos zemareus, e aos hamateus: e depois se derramaram as famílias dos cananeus.
\s5
\v 19 E foi o termo dos cananeus desde Sidom, vindo a Gerar até Gaza, até entrar em Sodoma e Gomorra, Admá, e Zeboim até Lasa.
\v 20 Estes são os filhos de Cam por suas famílias, por suas línguas, em suas terras, em suas nações.
\s5
\v 21 Também lhe nasceram filhos a Sem, pai de todos os filhos de Héber, e irmão mais velho de Jafé.
\v 22 E os filhos de Sem: Elão, e Assur, e Arfaxade, e Lude, e Arã.
\v 23 E os filhos de Arã: Uz, e Hul, e Géter, e Mas.
\s5
\v 24 E Arfaxade gerou a Salá, e Salá gerou a Héber.
\v 25 E a Héber nasceram dois filhos: o nome de um foi Pelegue, porque em seus dias foi repartida a terra; e o nome de seu irmão, Joctã.
\s5
\v 26 E Joctã gerou a Almodá, e a Salefe, e Hazarmavé, e a Jerá,
\v 27 E a Hadorão, e a Uzal, e a Dicla,
\v 28 E a Obal, e a Abimael, e a Sabá,
\v 29 E a Ofir, e a Havilá, e a Jobabe: todos estes foram filhos de Joctã.
\s5
\v 30 E foi sua habitação desde Messa vindo de Sefar, monte à parte do oriente.
\v 31 Estes foram os filhos de Sem por suas famílias, por suas línguas, em suas terras, em suas nações.
\s5
\v 32 Estas são as famílias de Noé por suas descendências, em suas nações; e destes foram divididas os povos na terra depois do dilúvio.

\s5
\c 11
\v 1 Era, então, toda a terra de uma língua e umas mesmas palavras.
\v 2 E aconteceu que, quando se partiram do oriente, acharam um vale na terra de Sinear; e ali passaram a habitar.
\s5
\v 3 E disseram uns aos outros: Vinde, façamos tijolos e o cozamos com fogo. E foi-lhes os tijolos em lugar de pedra, e o betume em lugar de argamassa.
\v 4 E disseram: Vamos, edifiquemo-nos uma cidade e uma torre, cuja ponta chegue ao céu; e façamo-nos um nome, para que não sejamos espalhados sobre a face de toda a terra.
\s5
\v 5 E desceu o SENHOR para ver a cidade e a torre que edificavam os filhos dos homens.
\v 6 E disse o SENHOR: Eis que o povo é um, e todos estes têm uma língua; e começaram a agir, e nada lhes restringirá agora do que pensaram fazer.
\v 7 Agora, pois, desçamos, e confundamos ali suas línguas, para que ninguém entenda a fala de seu companheiro.
\s5
\v 8 Assim os espalhou o SENHOR desde ali sobre a face de toda a terra, e deixaram de edificar a cidade.
\v 9 Por isto foi chamado o nome dela Babel, porque ali confundiu o SENHOR a língua de toda a terra, e desde ali os espalhou sobre a face de toda a terra.
\s5
\v 10 Estas são as gerações de Sem: Sem, de idade de cem anos, gerou a Arfaxade, dois anos depois do dilúvio.
\v 11 E viveu Sem, depois que gerou a Arfaxade quinhentos anos, e gerou filhos e filhas.
\s5
\v 12 E Arfaxade viveu trinta e cinco anos, e gerou a Salá.
\v 13 E viveu Arfaxade, depois que gerou a Salá, quatrocentos e três anos, e gerou filhos e filhas.
\s5
\v 14 E viveu Salá trinta anos, e gerou a Héber.
\v 15 E viveu Salá, depois que gerou a Héber, quatrocentos e três anos, e gerou filhos e filhas.
\s5
\v 16 E viveu Héber trinta e quatro anos, e gerou a Pelegue.
\v 17 E viveu Héber, depois que gerou a Pelegue, quatrocentos e trinta anos, e gerou filhos e filhas.
\s5
\v 18 E viveu Pelegue, trinta anos, e gerou a Reú.
\v 19 E viveu Pelegue, depois que gerou a Reú, duzentos e nove anos, e gerou filhos e filhas.
\s5
\v 20 E Reú viveu trinta e dois anos, e gerou a Serugue.
\v 21 E viveu Reú, depois que gerou a Serugue, duzentos e sete anos, e gerou filhos e filhas.
\s5
\v 22 E viveu Serugue trinta anos, e gerou a Naor.
\v 23 E viveu Serugue, depois que gerou a Naor, duzentos anos, e gerou filhos e filhas.
\s5
\v 24 E viveu Naor vinte e nove anos, e gerou a Terá.
\v 25 E viveu Naor, depois que gerou a Terá, cento e dezenove anos, e gerou filhos e filhas.
\v 26 E viveu Terá setenta anos, e gerou a Abrão, e a Naor, e a Harã.
\s5
\v 27 Estas são as gerações de Terá: Terá gerou a Abrão, e a Naor, e a Harã; e Harã gerou a Ló.
\v 28 E morreu Harã antes que seu pai Terá na terra de seu nascimento, em Ur dos caldeus.
\s5
\v 29 E tomaram Abrão e Naor para si mulheres: o nome da mulher de Abrão foi Sarai, e o nome da mulher de Naor, Milca, filha de Harã, pai de Milca e de Iscá.
\v 30 Mas Sarai era estéril, e não tinha filho.
\s5
\v 31 E tomou Terá a Abrão seu filho, e a Ló filho de Harã, filho de seu filho, e a Sarai sua nora, mulher de Abrão seu filho: e saiu com eles de Ur dos caldeus, para ir à terra de Canaã: e vieram até Harã, e assentaram ali.
\v 32 E foram os dias de Terá duzentos e cinco anos; e morreu Terá em Harã.

\s5
\c 12
\v 1 Porém o SENHOR disse a Abrão: Vai-te de tua terra e de tua parentela, e da casa de teu pai, à terra que te mostrarei;
\v 2 E farei de ti uma grande nação, e te abençoarei, e engrandecerei teu nome, e serás bênção:
\v 3 E abençoarei aos que te abençoarem, e aos que te amaldiçoarem amaldiçoarei: e serão benditas em ti todas as famílias da terra.
\s5
\v 4 E foi-se Abrão, como o SENHOR lhe disse; e foi com ele Ló: e era Abrão de idade de setenta e cinco anos quando saiu de Harã.
\v 5 E tomou Abrão a Sarai sua mulher, e a Ló filho de seu irmão, e todos os seus pertences que haviam ganhado, e as almas que haviam adquirido em Harã, e saíram para ir à terra de Canaã; e à terra de Canaã chegaram.
\s5
\v 6 E passou Abrão por aquela terra até o lugar de Siquém, até o carvalho de Moré: e os cananeus estavam então na terra.
\v 7 E apareceu o SENHOR a Abrão, e lhe disse: À tua descendência darei esta terra. E edificou ali um altar ao SENHOR, que lhe havia aparecido.
\s5
\v 8 E passou-se dali a um monte ao oriente de Betel, e estendeu sua tenda, tendo a Betel ao ocidente e Ai ao oriente: e edificou ali altar ao SENHOR e invocou o nome do SENHOR.
\v 9 E moveu Abrão dali, caminhando e indo até o Sul.
\s5
\v 10 E houve fome na terra, e desceu Abrão ao Egito para peregrinar ali; porque era grande a fome na terra.
\v 11 E aconteceu que quando estava para entrar no Egito, disse a Sarai sua mulher: Eis que, agora conheço que és mulher bela à vista;
\v 12 E será que quando te houverem visto os egípcios, dirão: Sua mulher é: e matarão a mim, e a ti te preservarão a vida.
\v 13 Agora, pois, dize que és minha irmã, para que eu vá bem por tua causa, e viva minha alma por causa de ti.
\s5
\v 14 E aconteceu que, quando entrou Abrão no Egito, os egípcios viram a mulher que era bela em grande maneira.
\v 15 Viram-na também os príncipes de Faraó, e a elogiaram; e foi levada a mulher a casa de Faraó:
\v 16 E fez bem a Abrão por causa dela; e teve ovelhas, e vacas, e asnos, e servos, e criadas, e asnas e camelos.
\s5
\v 17 Mas o SENHOR feriu a Faraó e à sua casa com grandes pragas, por causa de Sarai mulher de Abrão.
\v 18 Então Faraó chamou a Abrão e lhe disse: Que é isto que fizeste comigo? Por que não me declaraste que era tua mulher?
\v 19 Por que disseste: “É minha irmã”, pondo-me em risco de tomá-la para mim por mulher? Agora, pois, eis aqui tua mulher, toma-a e vai-te.
\v 20 Então Faraó deu ordem a seus homens acerca de Abrão; e lhe acompanharam, e à sua mulher com tudo o que tinha.

\s5
\c 13
\v 1 Subiu, pois, Abrão do Egito até o Sul de Canaã, ele e sua mulher, com tudo o que tinha, e com ele Ló.
\v 2 E Abrão era riquíssimo em gado, em prata e ouro.
\s5
\v 3 E voltou por suas jornadas da parte do Sul até Betel, até o lugar onde havia estado antes sua tenda entre Betel e Ai;
\v 4 Ao lugar do altar que havia feito ali antes: e invocou ali Abrão o nome do SENHOR.
\s5
\v 5 E também Ló, que andava com Abrão, tinha ovelhas, e vacas, e tendas.
\v 6 E a terra não os podia sustentar para que habitassem juntos; porque a riqueza deles era muita, e não podiam morar num mesmo lugar.
\v 7 E houve briga entre os pastores do gado de Abrão e os pastores do gado de Ló: e os cananeus e os ferezeus habitavam então na terra.
\s5
\v 8 Então Abrão disse a Ló: Não haja agora briga entre mim e ti, entre meus pastores e os teus, porque somos irmãos.
\v 9 Não está toda a terra diante de ti? Eu te rogo que te separes de mim. Se fores à esquerda, eu irei à direita: e se tu à direita, eu irei à esquerda.
\s5
\v 10 E levantou Ló seus olhos, e viu toda a planície do Jordão, que toda ela era bem regada, antes que destruísse o SENHOR a Sodoma e a Gomorra, como o jardim do SENHOR, como a terra do Egito entrando em Zoar.
\v 11 Então Ló escolheu para si toda a planície do Jordão: e partiu-se Ló ao Oriente, e separaram-se um do outro.
\s5
\v 12 Abrão assentou na terra de Canaã, e Ló assentou nas cidades da planície, e foi pondo suas tendas até Sodoma.
\v 13 Mas os homens de Sodoma eram maus e pecadores para com o SENHOR em grande maneira.
\s5
\v 14 E o SENHOR disse a Abrão, depois que Ló se separou dele: Levanta agora teus olhos, e olha desde o lugar onde estás até o norte, e ao sul, e ao oriente e ao ocidente;
\v 15 Porque toda a terra que vês, a darei a ti e à tua descendência para sempre.
\s5
\v 16 E farei tua descendência como o pó da terra: que se alguém puder contar o pó da terra, também tua descendência será contada.
\v 17 Levanta-te, vai pela terra ao longo dela e à sua largura; porque a ti a tenho de dar.
\v 18 Abrão, pois, removendo sua tenda, veio e morou nos carvalhos de Manre, que é em Hebrom, e edificou ali altar ao SENHOR.

\s5
\c 14
\v 1 E aconteceu nos dias de Anrafel, rei de Sinear, Arioque, rei de Elasar, Quedorlaomer, rei de Elão, e Tidal, rei de nações,
\v 2 Que estes fizeram guerra contra Bera, rei de Sodoma, e contra Birsa, rei de Gomorra, e contra Sinabe, rei de Admá, e contra Semeber, rei de Zeboim, e contra o rei de Belá, a qual é Zoar.
\s5
\v 3 Todos estes se juntaram no vale de Sidim, que é o mar salgado.
\v 4 Doze anos haviam servido a Quedorlaomer, e ao décimo terceiro ano se rebelaram.
\v 5 E no ano décimo quarto veio Quedorlaomer, e os reis que estavam de sua parte, e derrotaram aos refains em Asterote-Carnaim, aos zuzins em Hã, e aos emins em Savé-Quiriataim.
\v 6 E aos horeus no monte de Seir, até a El-Parã, que está junto ao deserto.
\s5
\v 7 E voltaram e vieram a En-Mispate, que é Cades, e devastaram todas as terras dos amalequitas, e também aos amorreus, que habitavam em Hazazom-Tamar.
\v 8 E saiu o rei de Sodoma, e o rei de Gomorra, e o rei de Admá, e o rei de Zeboim, e o rei de Belá, que é Zoar, e ordenaram contra eles batalha no vale de Sidim;
\v 9 A saber, contra Quedorlaomer, rei de Elão, e Tidal, rei de nações, e Anrafel, rei de Sinear, e Arioque, rei de Elasar; quatro reis contra cinco.
\s5
\v 10 E o vale de Sidim estava cheio de poços de betume: e fugiram o rei de Sodoma e o de Gomorra, e caíram ali; e os demais fugiram ao monte.
\v 11 E tomaram toda a riqueza de Sodoma e de Gomorra, e todos os seus mantimentos, e se foram.
\v 12 Tomaram também Ló, filho do irmão de Abrão, que morava em Sodoma, e sua riqueza, e se foram.
\s5
\v 13 E veio um dos que escaparam, e denunciou-o a Abrão o hebreu, que habitava no vale de Manre, amorreu, irmão de Escol e irmão de Aner, os quais tinham feito pacto com Abrão.
\v 14 E ouviu Abrão que seu irmão estava prisioneiro, e armou seus criados, os criados de sua casa, trezentos e dezoito, e seguiu-os até Dã.
\s5
\v 15 E derramou-se sobre eles de noite ele e seus servos, e feriu-os, e foi os seguindo até Hobá, que está à esquerda de Damasco.
\v 16 E recuperou todos os bens, e também a Ló seu irmão e sua riqueza, e também as mulheres e gente.
\s5
\v 17 E saiu o rei de Sodoma a recebê-lo, quando voltava da derrota de Quedorlaomer e dos reis que com ele estavam, ao vale de Savé, que é o vale do Rei.
\v 18 Então Melquisedeque, rei de Salém, tirou pão e vinho; o qual era sacerdote do Deus altíssimo;
\s5
\v 19 E abençoou-lhe, e disse: Bendito seja Abrão do Deus altíssimo, possuidor dos céus e da terra;
\v 20 E bendito seja o Deus altíssimo, que entregou teus inimigos em tua mão.
\s5
\v 21 Então o rei de Sodoma disse a Abrão: Dá-me as pessoas, e toma para ti a riqueza.
\v 22 E respondeu Abrão ao rei de Sodoma: Levantei minha mão ao SENHOR Deus altíssimo, possuidor dos céus e da terra,
\v 23 Que desde um fio até a correia de um calçado, nada tomarei de tudo o que é teu, para que não digas: Eu enriqueci a Abrão:
\v 24 Tirando somente o que os rapazes comeram, e a porção dos homens que foram comigo, Aner, Escol, e Manre; eles tomem a sua parte.

\s5
\c 15
\v 1 Depois destas coisas a palavra do SENHOR veio a Abrão em visão, dizendo: Não temas, Abrão; eu sou o teu escudo; a tua recompensa será muito grande.
\v 2 Abrão respondeu: Senhor DEUS, que me darás, sendo que não tenho filho, e o herdeiro da minha casa é Eliézer de Damasco?
\v 3 Disse mais Abrão: Eis que não me deste descendência, e eis que meu herdeiro é um nascido em minha casa.
\s5
\v 4 E logo a palavra do SENHOR veio a ele dizendo: Não esse não herdará de ti, mas sim o que sairá de tuas entranhas será o que de ti herdará.
\v 5 E tirou-lhe fora, e disse: Olha agora aos céus, e conta as estrelas, se as podes contar. E lhe disse: Assim será tua descendência.
\s5
\v 6 E creu ao SENHOR, e contou-lhe por justiça.
\v 7 E disse-lhe: Eu sou o SENHOR, que te tirei de Ur dos caldeus, para dar-te a herdar esta terra.
\v 8 E ele respondeu: Senhor DEUS, com que saberei que a vou herdar?
\s5
\v 9 E lhe disse: Separa-me uma bezerra de três anos, e uma cabra de três anos, e um carneiro de três anos, uma rolinha também, e um pombinho.
\v 10 E tomou ele todas estas coisas, e partiu-as pela metade, e pôs cada metade uma em frente de outra; mas não partiu as aves.
\v 11 E desciam aves sobre os corpos mortos, e enxotava-as Abrão.
\s5
\v 12 Mas ao pôr do sol veio o sono a Abrão, e eis que o pavor de uma grande escuridão caiu sobre ele.
\v 13 Então disse a Abrão: Tem certeza que a tua descendência será peregrina em terra que não é sua, e serão escravizados e afligidos por quatrocentos anos.
\s5
\v 14 Mas também a nação a quem servirão, eu julgarei; e depois disto sairão com grande riqueza.
\v 15 Tu, porém, virás aos teus pais em paz, e serás sepultado em boa velhice.
\v 16 E na quarta geração voltarão para cá; porque ainda não está completa a maldade dos amorreus até aqui.
\s5
\v 17 E sucedeu que, depois de posto o sol, e já estando escuro, apareceu um fogo fumegando, e uma tocha de fogo que passou por entre os animais divididos.
\v 18 Naquele dia fez o SENHOR um pacto com Abrão dizendo: À tua descendência darei esta terra desde o rio do Egito até o rio grande, o rio Eufrates;
\v 19 Os queneus, e os quenezeus, e os cadmoneus,
\v 20 E os heteus, e os perizeus, e os refains,
\v 21 E os amorreus, e os cananeus, e os girgaseus, e os jebuseus.

\s5
\c 16
\v 1 E Sarai, mulher de Abrão não lhe dava filho: e ela tinha uma serva egípcia, que se chamava Agar.
\v 2 Disse, pois, Sarai a Abrão: Já vês que o SENHOR me fez estéril: rogo-te que entres a minha serva; talvez terei filhos dela. E atendeu Abrão ao dito de Sarai.
\v 3 E Sarai, mulher de Abrão, tomou a Agar sua serva egípcia, ao fim de dez anos que havia habitado Abrão na terra de Canaã, e deu-a a Abrão seu marido por mulher.
\v 4 E ele se deitou com Agar, a qual concebeu: e quando viu que havia concebido, olhava com desprezo à sua senhora.
\s5
\v 5 Então Sarai disse a Abrão: Minha afronta seja sobre ti; eu pus minha serva em teus braços, e vendo-se grávida, me olha com desprezo; julgue o SENHOR entre mim e ti.
\v 6 E respondeu Abrão a Sarai: Eis aí tua serva em tua mão, faze com ela o que bem te parecer. E quando Sarai a afligiu, fugiu de sua presença.
\s5
\v 7 E o anjo do SENHOR a achou junto a uma fonte de água no deserto, junto à fonte que está no caminho de Sur.
\v 8 E lhe disse: Agar, serva de Sarai, de onde vens tu, e para onde vais? E ela respondeu: Fujo de diante de Sarai, minha senhora.
\s5
\v 9 E disse-lhe o anjo do SENHOR: Volta à tua senhora, e põe-te submissa sob a mão dela.
\v 10 Disse-lhe também o anjo do SENHOR: Multiplicarei tanto tua linhagem, que não será contada por causa da multidão.
\s5
\v 11 Disse-lhe ainda o anjo do SENHOR: Eis que concebeste, e darás à luz um filho, e chamarás seu nome Ismael, porque o SENHOR ouviu a tua aflição.
\v 12 E ele será homem como um jumento selvagem; sua mão será contra todos, as mãos de todos serão contra ele, e habitará à margem de todos os seus irmãos.
\s5
\v 13 Então chamou o nome do SENHOR que com ela falava: Tu és o Deus da vista; porque disse: Não vi também aqui ao que me vê?
\v 14 Pelo qual chamou ao poço, Poço do Vivente que me vê. Eis que está entre Cades e Berede.
\s5
\v 15 E Agar deu à luz um filho a Abrão, e Abrão chamou o nome do seu filho que Agar lhe deu à luz Ismael.
\v 16 E era Abrão de idade de oitenta e seis anos, quando deu à luz Agar a Ismael.

\s5
\c 17
\v 1 Quando Abrão tinha a idade de noventa e nove anos, o SENHOR lhe apareceu, e disse-lhe: Eu sou o Deus Todo-Poderoso; anda diante de mim, e sê íntegro.
\v 2 E constituirei meu pacto entre mim e ti, e te multiplicarei em grandíssima maneira.
\s5
\v 3 Então Abrão prostrou-se com o rosto ao chão, e Deus falou com ele, dizendo:
\v 4 Quanto a mim, este é o meu pacto contigo: Serás pai de multidão de nações:
\v 5 E não se chamará mais teu nome Abrão, mas sim que será teu nome Abraão, porque te pus por pai de multidão de nações.
\v 6 E te multiplicarei muito em grande maneira, e te porei em nações, e reis sairão de ti.
\s5
\v 7 E estabelecerei meu pacto entre mim e ti, e tua descendência depois de ti em suas gerações, por aliança perpétua, para ser para ti por Deus, e à tua descendência depois de ti.
\v 8 E darei a ti, e à tua descendência depois de ti, a terra de tuas peregrinações, toda a terra de Canaã em herança perpétua; e serei o Deus deles.
\s5
\v 9 Disse de novo Deus a Abraão: Tu, porém, guardarás meu pacto, tu e tua descendência depois de ti por suas gerações.
\v 10 Este será meu pacto, que guardareis entre mim e vós e tua descendência depois de ti: Será circuncidado todo macho dentre vós.
\v 11 Circuncidareis, pois, a carne de vosso prepúcio, e será por sinal do pacto entre mim e vós.
\s5
\v 12 E de idade de oito dias será circuncidado todo macho entre vós por vossas gerações: o nascido em casa, e o comprado a dinheiro de qualquer estrangeiro, que não for de tua descendência.
\v 13 Deve ser circuncidado o nascido em tua casa, e o comprado por teu dinheiro: e estará meu pacto em vossa carne para aliança perpétua.
\v 14 E o macho incircunciso que não houver circuncidado a carne de seu prepúcio, aquela pessoa será exterminada de seu povo; violou meu pacto.
\s5
\v 15 Disse também Deus a Abraão: A Sarai tua mulher não a chamarás Sarai, mas Sara será seu nome.
\v 16 E a abençoarei, e também te darei dela filho; sim, a abençoarei, e virá a ser mãe de nações; dela surgirão reis de povos.
\s5
\v 17 Então Abraão postrou-se com o rosto ao chão, riu, e disse em seu coração: A um homem de cem anos nasceráfilho? E Sara, já de noventa anos, há de dar à luz?
\v 18 E disse Abraão a Deus: Que Ismael viva diante de ti!
\s5
\v 19 E respondeu Deus: Certamente Sara tua mulher te dará à luz um filho, e chamarás seu nome Isaque; e confirmarei meu pacto com ele por aliança perpétua para sua descendência depois dele.
\v 20 E quanto a Ismael, também te ouvi; eis que o abençoarei, e lhe farei frutificar e multiplicar em grandíssima maneira; doze príncipes gerará, e dele farei grande nação.
\v 21 Mas meu pacto estabelecerei com Isaque, ao qual Sara te dará à luz por este tempo no ano seguinte.
\s5
\v 22 E acabou de falar com ele, e Deus subiu da presença de Abraão.
\v 23 Então tomou Abraão a Ismael seu filho, e a todos os servos nascidos em sua casa, e a todos os comprados por seu dinheiro, a todo homem entre os domésticos da casa de Abraão, e circuncidou a carne do prepúcio deles naquele mesmo dia, como Deus lhe havia dito.
\s5
\v 24 Era Abraão de idade de noventa e nove anos quando circuncidou a carne de seu prepúcio.
\v 25 E Ismael seu filho era de treze anos quando foi circuncidada a carne de seu prepúcio.
\v 26 No mesmo dia foi circuncidado Abraão e Ismael seu filho.
\v 27 E todos os homens de sua casa, o servo nascido em casa, e o comprado por dinheiro do estrangeiro, foram circuncidados com ele.

\s5
\c 18
\v 1 E apareceu-lhe o SENHOR nos carvalhos de Manre, estando ele sentado à porta de sua tenda no calor do dia.
\v 2 E levantou seus olhos e olhou, e eis que três homens que estavam junto a ele: e quando os viu, saiu correndo da porta de sua tenda a recebê-los, e inclinou-se até a terra,
\s5
\v 3 E disse: Senhor, se agora achei favor aos teus olhos, rogo-te que não passes de teu servo.
\v 4 Que se traga agora um pouco de água, e lavai vossos pés; e recostai-vos debaixo de uma árvore,
\v 5 E trarei um bocado de pão, e confortai vosso coração; depois passareis; pois por isso passastes perto de vosso servo.
\s5
\v 6 Então Abraão foi depressa à tenda a Sara, e lhe disse: Toma logo três medidas de flor de farinha, amassa e faze pães cozidos debaixo das cinzas.
\v 7 E correu Abraão às vacas, e tomou um bezerro tenro e bom, e deu-o ao jovem, e deu-se este pressa a prepará-lo.
\v 8 Tomou também manteiga e leite, e o bezerro que havia preparado, e o pôs diante deles; e ele estava junto a eles debaixo da árvore; e comeram.
\s5
\v 9 E lhe disseram: Onde está Sara tua mulher? E ele respondeu: Aqui na tenda.
\v 10 Então disse: De certo voltarei a ti segundo o tempo da vida, e eis que Sara, tua mulher, terá um filho.
\s5
\v 11 Abraão e Sara eram idosos, avançados em dias; a Sara já havia cessado o costume das mulheres.
\v 12 Riu, pois, Sara consigo mesma, dizendo: Depois que envelheci terei prazer, sendo também meu senhor já velho?
\s5
\v 13 Então o SENHOR disse a Abraão: Por que Sara riu dizendo: Será verdade que darei à luz, sendo já velha?
\v 14 Há para Deus alguma coisa difícil? Ao tempo assinalado voltarei a ti, segundo o tempo da vida, e Sara terá um filho.
\v 15 Então Sara negou dizendo: Não ri; pois teve medo. Mas ele disse: Não é assim, mas riste.
\s5
\v 16 E os homens se levantaram dali, e olharam até Sodoma: e Abraão ia com eles acompanhando-os.
\v 17 E o SENHOR disse: Encobrirei eu a Abraão o que vou a fazer,
\v 18 Havendo de ser Abraão em uma nação grande e forte, e havendo de ser benditas nele todas as nações da terra?
\v 19 Porque eu o conheci, sei que mandará a seus filhos e a sua casa depois de si, que guardem o caminho do SENHOR, fazendo justiça e juízo, para que faça vir o SENHOR sobre Abraão o que falou acerca dele.
\s5
\v 20 Então o SENHOR lhe disse: Porquanto o clamor de Sodoma e Gomorra se aumenta mais e mais, e o pecado deles se agravou em extremo,
\v 21 Descerei agora, e verei se consumaram sua obra segundo o clamor que veio até mim; e se não, eu o saberei.
\s5
\v 22 E apartaram-se dali os homens, e foram até Sodoma: mas Abraão estava ainda diante do SENHOR.
\v 23 E aproximou-se Abraão e disse: Destruirás também ao justo com o ímpio?
\s5
\v 24 Talvez haja cinquenta justos dentro da cidade: destruirás também e não perdoarás ao lugar por cinquenta justos que estejam dentro dela?
\v 25 Longe de ti o fazer tal, que faças morrer ao justo com o ímpio e que seja o justo tratado como o ímpio; nunca faças tal. O juiz de toda a terra, não há de fazer o que é justo?
\v 26 Então respondeu o SENHOR: Se achar em Sodoma cinquenta justos dentro da cidade, perdoarei a todo este lugar por causa deles.
\s5
\v 27 E Abraão replicou e disse: Eis que agora que comecei a falar a meu Senhor, ainda que sou pó e cinza:
\v 28 Talvez faltem de cinquenta justos cinco; destruirás por aqueles cinco toda a cidade? E disse: Não a destruirei, se achar ali quarenta e cinco.
\s5
\v 29 E voltou a falar-lhe, e disse: Talvez se acharão ali quarenta. E respondeu: Não o farei por causa dos quarenta.
\v 30 E disse: Não se ire agora meu Senhor, se falar: talvez se achem ali trinta. E respondeu: Não o farei se achar ali trinta.
\v 31 E disse: Eis que agora que me empreendi em falar a meu Senhor: talvez se achem ali vinte. Não a destruirei, respondeu, por causa dos vinte.
\s5
\v 32 E voltou a dizer: Não se ire agora meu Senhor, se falar somente uma vez: talvez se achem ali dez. Não a destruirei, respondeu, por causa dos dez.
\v 33 E foi-se o SENHOR, logo que acabou de falar a Abraão: e Abraão se voltou a seu lugar.

\s5
\c 19
\v 1 Chegaram, pois, os dois anjos a Sodoma ao cair da tarde; e Ló estava sentado à porta de Sodoma. E vendo-os Ló, levantou-se a recebê-los, e inclinou-se até o chão;
\v 2 E disse: Agora, pois, meus senhores, vos rogo que venhais à casa de vosso servo e vos hospedeis, e lavareis vossos pés: e pela manhã vos levantareis, e seguireis vosso caminho. E eles responderam: Não, que na praça nos ficaremos esta noite.
\v 3 Mas ele insistiu com eles muito, e se vieram com ele, e entraram em sua casa; e fez-lhes banquete, e cozeu pães sem levedura e comeram.
\s5
\v 4 E antes que se deitassem, cercaram a casa os homens da cidade, os homens de Sodoma, todo o povo junto, desde o mais jovem até o mais velho;
\v 5 E chamaram a Ló, e lhe disseram: Onde estão os homens que vieram a ti esta noite? tira-os a nós, para que os conheçamos.
\s5
\v 6 Então Ló saiu a eles à porta, e fechou as portas atrás de si,
\v 7 E disse: Eu vos rogo, meus irmãos, que não façais tal maldade.
\v 8 Eis aqui agora eu tenho duas filhas que não conheceram homem; eu as tirarei fora para vós, e fazei delas como bem vos parecer: somente a estes homens não façais nada, pois que vieram à sombra de meu telhado.
\s5
\v 9 E eles responderam: Sai daí: e acrescentaram: Veio este aqui para habitar como um estrangeiro, e haverá de levantar-se como juiz? Agora te faremos mais mal que a eles. E faziam grande violência ao homem, a Ló, e se aproximaram para romper as portas.
\s5
\v 10 Então os homens estenderam a mão, e meteram a Ló em casa com eles, e fecharam as portas.
\v 11 E aos homens que estavam à porta da casa desde o menor até o maior, feriram com cegueira; mas eles se cansavam tentando achar a porta.
\s5
\v 12 E disseram os homens a Ló: Tens aqui alguém mais? Genros, e teus filhos e tuas filhas, e tudo o que tens na cidade, tira-o deste lugar:
\v 13 Porque vamos destruir este lugar, porquanto o clamor deles subiu demais diante do SENHOR; portanto o SENHOR nos enviou para destruí-lo.
\s5
\v 14 Então saiu Ló, e falou a seus genros, os que haviam de se casar com suas filhas, e lhes disse: Levantai-vos, saí deste lugar; porque o SENHOR vai destruir esta cidade. Mas pareceu a seus genros como que se ridicularizava.
\v 15 E ao raiar a alva, os anjos davam pressa a Ló, dizendo: Levanta-te, toma tua mulher, e teus dois filhas que se acham aqui, para que não pereças no castigo da cidade.
\s5
\v 16 E demorando-se ele, os homens pegaram por sua mão, e pela mão de sua mulher, e pelas mãos de suas duas filhas segundo a misericórdia do SENHOR para com ele; e o tiraram, e o puseram fora da cidade.
\v 17 E foi que quando os tirou fora, disse: Escapa por tua vida; não olhes atrás de ti, nem pares toda esta planície; escapa ao monte, não seja que pereças.
\s5
\v 18 E Ló lhes disse: Não, eu vos rogo, senhores meus;
\v 19 Eis que agora achou teu servo favor em teus olhos, e engrandeceste tua misericórdia que fizeste comigo dando-me a vida; mas eu não poderei escapar ao monte, não seja caso que me alcance o mal e morra.
\v 20 Eis que agora esta cidade está próxima para fugir ali, a qual é pequena; escaparei agora ali, (não é ela pequena?) e viverá minha alma.
\s5
\v 21 E lhe respondeu: Eis que recebi também tua súplica sobre isto, e não destruirei a cidade de que falaste.
\v 22 Apressa-te, escapa-te ali; porque nada poderei fazer até que ali tenhas chegado. Por isto foi chamado o nome da cidade, Zoar.
\s5
\v 23 O sol saía sobre a terra, quando Ló chegou a Zoar.
\v 24 Então choveu o SENHOR sobre Sodoma e sobre Gomorra enxofre e fogo da parte do SENHOR desde os céus;
\v 25 E destruiu as cidades, e toda aquela planície, com todos os moradores daquelas cidades, e o fruto da terra.
\s5
\v 26 Então a mulher de Ló olhou atrás, às costas dele, e se tornou estátua de sai.
\v 27 E subiu Abraão pela manhã ao lugar onde havia estado diante do SENHOR:
\v 28 E olhou até Sodoma e Gomorra, e até toda a terra daquela planície olhou; e eis que a fumaça subia da terra como a fumaça de um forno.
\s5
\v 29 Assim foi que, quando destruiu Deus as cidades da planície, lembrou-se Deus de Abraão, e enviou fora a Ló do meio da destruição, ao assolar as cidades onde Ló estava.
\s5
\v 30 Porém Ló subiu de Zoar, e assentou no monte, e suas duas filhas com ele; porque teve medo de ficar em Zoar, e se abrigou em uma caverna ele e suas duas filhas.
\s5
\v 31 Então a maior disse à menor: Nosso pai é velho, e não resta homem na terra que entre a nós conforme o costume de toda a terra:
\v 32 Vem, demos a beber vinho a nosso pai, e durmamos com ele, e conservaremos de nosso pai geração.
\v 33 E deram a beber vinho a seu pai aquela noite: e entrou a maior, e dormiu com seu pai; mas ele não sentiu quando se deitou com ela nem quando se levantou.
\s5
\v 34 O dia seguinte disse a maior à menor: Eis que eu dormi a noite passada com meu pai; demos a ele de beber vinho também esta noite, e entra e dorme com ele, para que conservemos de nosso pai geração.
\v 35 E deram a beber vinho a seu pai também aquela noite: e levantou-se a menor, e dormiu com ele; mas não conseguiu perceber quando se deitou com ela, nem quando se levantou.
\s5
\v 36 E conceberam as duas filhas de Ló, de seu pai.
\v 37 E deu à luz a maior um filho, e chamou seu nome Moabe, o qual é pai dos moabitas até hoje.
\v 38 A menor também deu à luz um filho, e chamou seu nome Ben-Ami, o qual é pai dos amonitas até hoje.

\s5
\c 20
\v 1 De ali partiu Abraão à terra do Sul, e assentou entre Cades e Sur, e habitou como peregrino em Gerar.
\v 2 E disse Abraão de Sara sua mulher: É minha irmã. E Abimeleque, rei de Gerar, enviou e tomou a Sara.
\v 3 Porém Deus veio a Abimeleque em sonhos de noite, e lhe disse: Eis que morto és por causa da mulher que tomaste, a qual é casada com marido.
\s5
\v 4 Mas Abimeleque não havia chegado a ela, e disse: Senhor, matarás também a gente justa?
\v 5 Não me disse ele: É minha irmã; e ela também disse: É meu irmão? Com sinceridade de meu coração, e com limpeza de minhas mãos fiz isto.
\s5
\v 6 E disse-lhe Deus em sonhos: Eu também sei que com integridade de teu coração fizeste isto; e eu também te detive de pecar contra mim, e assim não te permiti que a tocasses.
\v 7 Agora, pois, devolve a mulher a seu marido; porque é profeta, e orará por ti, e viverás. E se tu não a devolveres, sabe que certamente morrerás, com tudo o que for teu.
\s5
\v 8 Então Abimeleque se levantou de manhã, e chamou a todos os seus servos, e disse todas estas palavras aos ouvidos deles; e temeram os homens em grande maneira.
\v 9 Depois chamou Abimeleque a Abraão e lhe disse: Que nos fizeste? e em que pequei eu contra ti, que atraíste sobre mim e sobre meu reino tão grande pecado? o que não devias fazer fizeste comigo.
\s5
\v 10 E disse mais Abimeleque a Abraão: Que viste para que fizesses isto?
\v 11 E Abraão respondeu: Porque disse para mim: Certamente não há temor de Deus neste lugar, e me matarão por causa de minha mulher.
\v 12 E na verdade também é minha irmã, filha de meu pai, mas não filha de minha mãe, e tomei-a por mulher.
\s5
\v 13 E foi que, quando Deus me fez sair sem rumo da casa de meu pai, eu lhe disse: Esta é a lealdade que tu me farás, que em todos os lugares onde chegarmos, digas de mim: É meu irmão.
\v 14 Então Abimeleque tomou ovelhas e vacas, e servos e servas, e deu-o a Abraão, e devolveu-lhe a Sara sua mulher.
\s5
\v 15 E disse Abimeleque: Eis que minha terra está diante de ti, habita onde bem te parecer.
\v 16 E a Sara disse: Eis que dei mil moedas de prata a teu irmão; olha que ele te é por véu de olhos para todos os que estão contigo, e para com todos: assim foi repreendida.
\s5
\v 17 Então Abraão orou a Deus; e Deus sanou a Abimeleque e a sua mulher, e a suas servas, e voltaram a ter filhos.
\v 18 Porque havia por completo fechado o SENHOR toda madre da casa de Abimeleque, por causa de Sara, mulher de Abraão.

\s5
\c 21
\v 1 E o SENHOR visitou Sara, como disse, e o SENHOR fez com Sara como havia falado.
\v 2 E concebeu e deu à luz Sara a Abraão um filho em sua velhice, no tempo que Deus lhe havia dito.
\v 3 E chamou Abraão o nome de seu filho que lhe nasceu, que lhe deu à luz Sara, Isaque.
\v 4 E circuncidou Abraão a seu filho Isaque de oito dias, como Deus lhe havia mandado.
\s5
\v 5 E era Abraão de cem anos, quando lhe nasceu Isaque seu filho.
\v 6 Então disse Sara: Deus me fez rir, e qualquer um que o ouvir, se rirá comigo.
\v 7 E acrescentou: Quem diria a Abraão que Sara havia de dar de mamar a filhos? pois que lhe dei um filho em sua velhice.
\s5
\v 8 E cresceu o menino, e foi desmamado; e fez Abraão grande banquete no dia que foi desmamado Isaque.
\v 9 E viu Sara ao filho de Agar a egípcia, o qual havia esta dado a Abraão, que o ridicularizava.
\s5
\v 10 Portanto disse a Abraão: Expulsa a esta serva e a seu filho; que o filho desta serva não herdará com meu filho, com Isaque.
\v 11 Este dito pareceu grave em grande maneira a Abraão por causa de seu filho.
\s5
\v 12 Então disse Deus a Abraão: Não te pareça grave por causa do jovem e de tua serva; em tudo o que te disser Sara, ouve sua voz, porque em Isaque será chamada tua descendência.
\v 13 E também do filho da serva farei nação, porque é descendência tua.
\s5
\v 14 Então Abraão se levantou manhã muito cedo, e tomou pão, e um odre de água, e deu-o a Agar, pondo-o sobre seu ombro, e entregou-lhe o jovem, e despediu-a. E ela partiu, e andava errante pelo deserto de Berseba.
\v 15 E faltou a água do odre, e deitou ao jovem debaixo de uma árvore;
\v 16 E foi-se e sentou-se em frente, afastando-se como um tiro de arco; porque dizia: Não verei quando o jovem morrer: e sentou-se em frente, e levantou sua voz e chorou.
\s5
\v 17 E ouviu Deus a voz do jovem; e o anjo de Deus chamou a Agar desde o céu, e lhe disse: Que tens, Agar? Não temas; porque Deus ouviu a voz do jovem onde está.
\v 18 Levanta-te, ergue ao jovem, e pegue-o por tua mão, porque farei dele uma grande nação.
\s5
\v 19 Então abriu Deus os olhos dela, e ela viu uma fonte de água; e foi, e encheu o odre de água, e deu de beber ao jovem.
\v 20 E foi Deus com o jovem; e cresceu, e habitou no deserto, e foi atirador de arco.
\v 21 E habitou no deserto de Parã; e sua mãe lhe tomou mulher da terra do Egito.
\s5
\v 22 E aconteceu naquele mesmo tempo que falou Abimeleque, e Ficol, príncipe de seu exército, a Abraão dizendo: Deus é contigo em tudo quanto fazes.
\v 23 Agora, pois, jura-me aqui por Deus, que não tratarás com falsidade a mim, nem a meu filho, nem a meu neto; mas sim que conforme a bondade que eu fiz contigo, farás tu comigo e com a terra onde peregrinaste.
\v 24 E respondeu Abraão: Eu jurarei.
\s5
\v 25 E Abraão reclamou com Abimeleque por causa de um poço de água, que os servos de Abimeleque lhe haviam tirado.
\v 26 E respondeu Abimeleque: Não sei quem tenha feito isto, nem tampouco tu me fizeste saber, nem eu o ouvi até hoje.
\v 27 E tomou Abraão ovelhas e vacas, e deu a Abimeleque; e fizeram ambos aliança.
\s5
\v 28 E pôs Abraão sete cordeiras do rebanho à parte.
\v 29 E disse Abimeleque a Abraão: Que significam essas sete cordeiras que puseste à parte?
\v 30 E ele respondeu: Que estas sete cordeiras tomarás de minha mão, para que me sejam em testemunho de que eu cavei este poço.
\s5
\v 31 Por isto chamou a aquele lugar Berseba; porque ali ambos juraram.
\v 32 Assim fizeram aliança em Berseba: e levantaram-se Abimeleque e Ficol, príncipe de seu exército, e se voltaram à terra dos filisteus.
\s5
\v 33 E plantou Abraão um bosque em Berseba, e invocou ali o nome do SENHOR Deus eterno.
\v 34 E morou Abraão na terra dos filisteus por muitos dias.

\s5
\c 22
\v 1 E aconteceu depois destas coisas, que provou Deus a Abraão, e lhe disse: Abraão. E ele respondeu: Eis-me aqui.
\v 2 E disse: Toma agora teu filho, teu único, Isaque, a quem amas, e vai-te à terra de Moriá, e oferece-o ali em holocausto sobre um dos montes que eu te direi.
\v 3 E Abraão se levantou manhã muito cedo, e preparou seu asno, e tomou consigo dois servos seus, e a Isaque seu filho: e cortou lenha para o holocausto, e levantou-se, e foi ao lugar que Deus lhe disse.
\s5
\v 4 Ao terceiro dia levantou Abraão seus olhos, e viu o lugar de longe.
\v 5 Então disse Abraão a seus servos: Esperai aqui com o asno, e eu e o jovem iremos até ali, e adoraremos, e voltaremos a vós.
\v 6 E tomou Abraão a lenha do holocausto, e a pôs sobre Isaque seu filho: e ele tomou em sua mão o fogo e a espada; e foram ambos juntos.
\s5
\v 7 Então falou Isaque a Abraão seu pai, e disse: Meu pai. e ele respondeu: Eis-me aqui, meu filho. E ele disse: Eis aqui o fogo e a lenha; mas onde está o cordeiro para o holocausto?
\v 8 E respondeu Abraão: Deus se proverá de cordeiro para o holocausto, filho meu. E iam juntos.
\s5
\v 9 E quando chegaram ao lugar que Deus lhe havia dito, edificou ali Abraão um altar, e compôs a lenha, e amarrou a Isaque seu filho, e pôs-lhe no altar sobre a lenha.
\v 10 E estendeu Abraão sua mão, e tomou a espada, para degolar a seu filho.
\s5
\v 11 Então o anjo do SENHOR lhe gritou do céu, e disse: Abraão, Abraão. E ele respondeu: Eis-me aqui.
\v 12 E disse: Não estendas tua mão sobre o jovem, nem lhe faças nada; que já conheço que temes a Deus, pois que não me recusaste o teu filho, o teu único;
\s5
\v 13 Então levantou Abraão seus olhos, e olhou, e eis um carneiro a suas costas preso em um arbusto por seus chifres: e foi Abraão, e tomou o carneiro, e ofereceu-lhe em holocausto em lugar de seu filho.
\v 14 E chamou Abraão o nome daquele lugar, O SENHOR proverá. Portanto se diz hoje: No monte do SENHOR se proverá.
\s5
\v 15 E chamou o anjo do SENHOR a Abraão segunda vez desde o céu,
\v 16 E disse: Por mim mesmo jurei, diz o SENHOR, que porquanto fizeste isto, e não me recusaste teu filho, teu único;
\v 17 certamente te abençoarei, e multiplicarei tua descendência como as estrelas do céu, e como a areia que está na beira do mar; e tua descendência possuirá as portas de seus inimigos:
\s5
\v 18 Em tua descendência serão abençoadas todas as nações da terra, porquanto obedeceste à minha voz.
\v 19 E voltou Abraão a seus servos, e levantaram-se e se foram juntos a Berseba; e habitou Abraão em Berseba.
\s5
\v 20 E aconteceu depois destas coisas, que foi dada notícia a Abraão, dizendo: Eis que também Milca havia dado à luz filhos a Naor teu irmão:
\v 21 A Uz seu primogênito, e a Buz seu irmão, e a Quemuel pai de Arã.
\v 22 E a Quésede, e a Hazo, e a Pildas, e a Jidlafe, e a Betuel.
\s5
\v 23 E Betuel gerou a Rebeca. Estes oito deu à luz Milca a Naor, irmão de Abraão.
\v 24 E sua concubina, que se chamava Reumá, deu à luz também a Tebá, e a Gaã, e a Taás, e a Maaca.

\s5
\c 23
\v 1 E foi a vida de Sara cento e vinte e sete anos; estes foram os anos da vida de Sara.
\v 2 E morreu Sara em Quiriate-Arba, que é Hebrom, na terra de Canaã; e Abraão veio para ficar de luto por Sara e para chorar por ela.
\s5
\v 3 E levantou-se Abraão de diante de sua morta, e falou aos filhos de Hete, dizendo:
\v 4 Peregrino e estrangeiro sou entre vós; dá-me propriedade de sepultura convosco, e sepultarei minha falecida de diante de mim.
\s5
\v 5 E responderam os filhos de Hete a Abraão, e disseram-lhe:
\v 6 Ouve-nos, senhor meu, és um príncipe de Deus entre nós; no melhor de nossas sepulturas sepulta a tua falecida; nenhum de nós te impedirá sua sepultura, para que enterres tua falecida.
\s5
\v 7 E Abraão se levantou, e inclinou-se ao povo daquela terra, aos filhos de Hete;
\v 8 E falou com eles, dizendo: Se queres que eu sepulte minha falecida de diante de mim, ouvi-me, e intercedei por mim com Efrom, filho de Zoar,
\v 9 Para que me dê a caverna de Macpela, que tem na extremidade de sua propriedade: que por seu justo preço a dê a mim, para possessão de sepultura em meio de vós.
\s5
\v 10 Este Efrom achava-se entre os filhos de Hete: e respondeu Efrom Heteu a Abraão, aos ouvidos dos filhos de Hete, de todos os que entravam pela porta de sua cidade, dizendo:
\v 11 Não, senhor meu, ouve-me: eu te dou a propriedade, e te dou também a caverna que está nela; diante dos filhos de meu povo a dou a ti; sepulta tua falecida.
\s5
\v 12 E Abraão se inclinou diante do povo da terra.
\v 13 E respondeu a Efrom aos ouvidos do povo da terra, dizendo: Antes, se for do teu agrado, rogo-te que me ouças; eu darei o preço da propriedade, toma-o de mim, e sepultarei nela minha falecida.
\s5
\v 14 E respondeu Efrom a Abraão, dizendo-lhe:
\v 15 Senhor meu, escuta-me: a terra vale quatrocentos siclos de prata: que é isto entre mim e ti? Enterra, pois, tua falecida.
\v 16 Então Abraão concordou com Efrom, e pesou Abraão a Efrom o dinheiro que disse, ouvindo-o os filhos de Hete, quatrocentos siclos de prata, de acordo com o padrão dos mercadores.
\s5
\v 17 E ficou a propriedade de Efrom que estava em Macpela em frente de Manre, a propriedade e a caverna que estava nela, e todas as árvores que havia na herança, e em todo o seu termo ao derredor,
\v 18 Para Abraão em possessão, à vista dos filhos de Hete, e de todos os que entravam pela porta da cidade.
\s5
\v 19 E depois disto sepultou Abraão a Sara, sua mulher, na caverna da propriedade de Macpela em frente de Manre, que é Hebrom na terra de Canaã.
\v 20 E ficou a propriedade e a caverna que nela havia, para Abraão, em possessão de sepultura adquirida dos filhos de Hete.

\s5
\c 24
\v 1 E Abraão era velho, e cheio de dias; e o SENHOR havia abençoado a Abraão em tudo.
\v 2 E disse Abraão a um criado seu, o mais velho de sua casa, que era o que governava em tudo o que tinha: Põe agora tua mão debaixo de minha coxa,
\v 3 E te juramentarei pelo SENHOR, Deus dos céus e Deus da terra, que não tomarás mulher para meu filho das filhas dos cananeus, entre os quais eu habito;
\v 4 Em vez disso irás à minha terra e à minha parentela, e tomarás mulher para meu filho Isaque.
\s5
\v 5 E o criado lhe respondeu: Talvez a mulher não queira vir atrás de mim a esta terra; farei voltar, pois, teu filho à terra de onde saíste?
\v 6 E Abraão lhe disse: Guarda-te que não faças voltar a meu filho ali.
\v 7 O SENHOR, Deus dos céus, que me tomou da casa de meu pai e da terra de minha parentela, e me falou e me jurou, dizendo: À tua descendência darei esta terra; ele enviará seu anjo diante de ti, e tu tomarás dali mulher para meu filho.
\s5
\v 8 E se a mulher não quiser vir atrás de ti, serás livre deste meu juramento; somente que não faças voltar ali a meu filho.
\v 9 Então o criado pôs sua mão debaixo da coxa de Abraão seu senhor, e jurou-lhe sobre este negócio.
\s5
\v 10 E o criado tomou dez camelos dos camelos de seu senhor, e foi-se, pois tinha à sua disposição todos os bens de seu senhor: e posto em caminho, chegou à Mesopotâmia, à cidade de Naor.
\v 11 E fez ajoelhar os camelos fora da cidade, junto a um poço de água, à hora da tarde, à hora em que saem as moças por água.
\s5
\v 12 E disse: SENHOR, Deus de meu senhor Abraão, dá-me, te rogo, o ter hoje bom encontro, e faze misericórdia com meu senhor Abraão.
\v 13 Eis que eu estou junto à fonte de água, e as filhas dos homens desta cidade saem por água:
\v 14 Seja, pois, que a moça a quem eu disser: Baixa teu cântaro, te rogo, para que eu beba; e ela responder: Bebe, e também darei de beber a teus camelos: que seja esta a que tu destinaste para teu servo Isaque; e nisto conhecerei que haverás feito misericórdia com meu senhor.
\s5
\v 15 E aconteceu que antes que ele acabasse de falar, eis que Rebeca, que havia nascido a Betuel, filho de Milca, mulher de Naor irmão de Abraão, a qual saía com seu cântaro sobre seu ombro.
\v 16 E a moça era de muito belo aspecto, virgem, à que homem não havia conhecido; a qual desceu à fonte, e encheu seu cântaro, e se voltava.
\s5
\v 17 Então o criado correu até ela, e disse: Rogo-te que me dês a beber um pouco de água de teu cântaro.
\v 18 E ela respondeu: Bebe, meu senhor; e apressou-se a baixar seu cântaro sobre sua mão, e lhe deu a beber.
\s5
\v 19 E quando acabou de dar-lhe de beber, disse: Também para teus camelos tirarei água, até que acabem de beber.
\v 20 E apressou-se, e esvaziou seu cântaro no bebedouro, e correu outra vez ao poço para tirar água, e tirou para todos os seus camelos.
\s5
\v 21 E o homem estava maravilhado dela, permanecendo calado, para saber se o SENHOR havia prosperado ou não sua viagem.
\v 22 E foi que quando os camelos acabaram de beber, presenteou-lhe o homem um pendente de ouro que pesava meio siclo, e dois braceletes que pesavam dez;
\v 23 E disse: De quem és filha? Rogo-te me digas, há lugar em casa de teu pai onde possamos passar a noite?
\s5
\v 24 E ela respondeu: Sou filha de Betuel, filho de Milca, o qual deu à luz ela a Naor.
\v 25 E acrescentou: Também há em nossa casa palha e muita forragem, e lugar para passar a noite.
\s5
\v 26 O homem então se inclinou, e adorou ao SENHOR.
\v 27 E disse: Bendito seja o SENHOR, Deus de meu senhor Abraão, que não afastou sua misericórdia e sua verdade de meu senhor, guiando-me o SENHOR no caminho à casa dos irmãos de meu senhor.
\s5
\v 28 E a moça correu, e fez saber na casa de sua mãe estas coisas.
\v 29 E Rebeca tinha um irmão que se chamava Labão, o qual correu fora ao homem, à fonte;
\v 30 E foi que quando viu o pendente e os braceletes nas mãos de sua irmã, que dizia, Assim me falou aquele homem; veio a ele: e eis que estava junto aos camelos à fonte.
\s5
\v 31 E disse-lhe: Vem, bendito do SENHOR; por que estás fora? eu limpei a casa, e o lugar para os camelos.
\v 32 Então o homem veio à casa, e Labão desatou os camelos; e deu-lhes palha e forragem, e água para lavar os pés dele, e os pés dos homens que com ele vinham.
\s5
\v 33 E puseram diante dele comida; mas ele disse: Não comerei até que tenha dito minha mensagem. E ele lhe disse: Fala.
\v 34 Então disse: Eu sou criado de Abraão;
\v 35 E o SENHOR abençoou muito a meu senhor, e ele se engrandeceu: e lhe deu ovelhas e vacas, prata e ouro, servos e servas, camelos e asnos.
\s5
\v 36 E Sara, mulher de meu senhor, deu à luz em sua velhice um filho a meu senhor, quem lhe deu tudo quanto tem.
\v 37 E meu senhor me fez jurar, dizendo: Não tomarás mulher para meu filho das filhas dos cananeus, em cuja terra habito;
\v 38 Em vez disso irás à casa de meu pai, e à minha parentela, e tomarás mulher para meu filho.
\s5
\v 39 E eu disse: Talvez a mulher não queira me seguir.
\v 40 Então ele me respondeu: O SENHOR, em cuja presença tenho andado, enviará seu anjo contigo, e fará teu caminho ser bem-sucedido; e tomarás mulher para meu filho de minha linhagem e da casa de meu pai;
\v 41 Então serás livre de meu juramento, quando houveres chegado à minha linhagem; e se não a derem a ti, serás livre de meu juramento.
\s5
\v 42 Cheguei, pois, hoje à fonte, e disse: SENHOR, Deus de meu senhor Abraão, se tu fazes bem-sucedido agora meu caminho pelo qual ando;
\v 43 Eis que eu estou junto à fonte de água; seja, pois, que a virgem que sair por água, à qual disser: Dá-me de beber, te rogo, um pouco de água de teu cântaro;
\v 44 E ela me responder, Bebe tu, e também para teus camelos tirarei água: esta seja a mulher que destinou o SENHOR para o filho de meu senhor.
\s5
\v 45 E antes que acabasse de falar em meu coração, eis que Rebeca saía com seu cântaro sobre seu ombro; e desceu à fonte, e tirou água; e lhe disse: Rogo-te que me dês de beber.
\v 46 E prontamente baixou seu cântaro de cima de si, e disse: Bebe, e também a teus camelos darei a beber. E bebi, e deu também de beber a meus camelos.
\s5
\v 47 Então lhe perguntei, e disse: De quem és filha? E ela respondeu: Filha de Betuel, filho de Naor, que Milca lhe deu. Então pus nela um pendente sobre seu nariz, e braceletes sobre suas mãos;
\v 48 E inclinei-me, e adorei ao SENHOR, e bendisse ao SENHOR, Deus de meu senhor Abraão, que me havia guiado pelo caminho de verdade para tomar a filha do irmão de meu senhor para seu filho.
\s5
\v 49 Agora, pois, se vós fazeis misericórdia e verdade com meu senhor, declarai-o a mim; e se não, declarai-o a mim; e irei embora à direita ou à esquerda.
\s5
\v 50 Então Labão e Betuel responderam e disseram: Do SENHOR saiu isto; não podemos falar-te mal nem bem.
\v 51 Eis aí Rebeca diante de ti; toma-a e vai-te, e seja mulher do filho de teu senhor, como o disse o SENHOR.
\s5
\v 52 E foi, que quando o criado de Abraão ouviu suas palavras, inclinou-se à terra ao SENHOR.
\v 53 E o criado tirou objetos de prata, objetos de ouro e roupas, e deu a Rebeca: também deu coisas preciosas a seu irmão e a sua mãe.
\s5
\v 54 E comeram e beberam ele e os homens que vinham com ele, e dormiram; e levantando-se de manhã, disse: Autorizai-me voltar a meu senhor.
\v 55 Então respondeu seu irmão e sua mãe: Espere a moça conosco ao menos dez dias, e depois irá.
\s5
\v 56 E ele lhes disse: Não me detenhais, pois que o SENHOR fez prosperar meu caminho; despede-me para que me vá a meu senhor.
\v 57 Eles responderam então: Chamemos a moça e perguntemos a ela.
\v 58 E chamaram a Rebeca, e disseram-lhe: Irás tu com este homem? E ela respondeu: Sim, irei.
\s5
\v 59 Então deixaram ir a Rebeca sua irmã, e à sua criada, e ao criado de Abraão e a seus homens.
\v 60 E abençoaram a Rebeca, e disseram-lhe: És nossa irmã; sejas em milhares de milhares, e tua geração possua a porta de seus inimigos.
\s5
\v 61 Levantou-se então Rebeca e suas moças, e subiram sobre os camelos, e seguiram ao homem; e o criado tomou a Rebeca, e foi embora.
\v 62 E vinha Isaque do poço do Vivente que me vê; porque ele habitava na terra do Sul;
\s5
\v 63 E havia saído Isaque a orar ao campo, à hora da tarde; e levantando seus olhos, olhou, e eis os camelos que vinham.
\v 64 Rebeca também levantou seus olhos, e viu a Isaque, e desceu do camelo;
\v 65 Porque havia perguntado ao criado: Quem é este homem que vem pelo campo até nós? E o servo havia respondido: Este é meu senhor. Ela então tomou o véu, e cobriu-se.
\s5
\v 66 Então o criado contou a Isaque tudo o que havia feito.
\v 67 E trouxe-a Isaque à tenda de sua mãe Sara, e tomou a Rebeca por mulher; e amou-a: e consolou-se Isaque depois da morte de sua mãe.

\s5
\c 25
\v 1 E Abraão tomou outra mulher, cujo nome foi Quetura;
\v 2 A qual lhe deu à luz a Zinrã, e a Jocsã, e a Medã, e a Midiã, e a Jisbaque, e a Suá.
\v 3 E Jocsã gerou a Seba, e a Dedã: e filhos de Dedã foram Assurim, e Letusim, e Leummim.
\v 4 E filhos de Midiã: Efá, e Efer, e Enoque, e Abida, e Elda. Todos estes foram filhos de Quetura.
\s5
\v 5 Mas Abraão deu tudo quanto tinha a Isaque.
\v 6 E aos filhos de suas concubinas deu Abraão presentes, e enviou-os para longe de Isaque seu filho, enquanto ele vivia, até o oriente, à terra oriental.
\s5
\v 7 E estes foram os dias de vida que viveu Abraão: cento e setenta e cinco anos.
\v 8 E expirou, e morreu Abraão em boa velhice, ancião e cheio de dias e foi unido a seu povo.
\s5
\v 9 E sepultaram-no Isaque e Ismael seus filhos na caverna de Macpela, na propriedade de Efrom, filho de Zoar Heteu, que está em frente de Manre;
\v 10 Herança que comprou Abraão dos filhos de Hete; ali foi Abraão sepultado, e Sara sua mulher.
\v 11 E sucedeu, depois de morto Abraão, que Deus abençoou a Isaque seu filho: e habitou Isaque junto a Beer-Laai-Roi.
\s5
\v 12 E estas são as gerações de Ismael, filho de Abraão, que lhe deu à luz Agar egípcia, serva de Sara:
\s5
\v 13 Estes, pois, são os nomes dos filhos de Ismael, por seus nomes, por suas linhagens: O primogênito de Ismael, Nebaiote; logo Quedar, e Adbeel, e Mibsão,
\v 14 E Misma, e Dumá, e Massá,
\v 15 Hadade, e Tema, e Jetur, e Nafis, e Quedemá.
\v 16 Estes são os filhos de Ismael, e estes seus nomes por suas vilas e por seus acampamentos; doze príncipes por suas famílias.
\s5
\v 17 E estes foram os anos da vida de Ismael, cento e trinta e sete anos: e expirou Ismael, e morreu; e foi unido a seu povo.
\v 18 E habitaram desde Havilá até Sur, que está em frente do Egito vindo a Assíria; e morreu em presença de todos os seus irmãos.
\s5
\v 19 E estas são as gerações de Isaque, filho de Abraão. Abraão gerou a Isaque:
\v 20 E era Isaque de quarenta anos quando tomou por mulher a Rebeca, filha de Betuel arameu de Padã-Arã, irmã de Labão arameu.
\s5
\v 21 E orou Isaque ao SENHOR por sua mulher, que era estéril; e aceitou-o o SENHOR, e concebeu Rebeca sua mulher.
\v 22 E os filhos se combatiam dentro dela; e disse: Se é assim para que vivo eu? E foi consultar ao SENHOR.
\s5
\v 23 E respondeu-lhe o SENHOR: Duas nações há em teu ventre, E dois povos serão divididos desde tuas entranhas: E um povo será mais forte que o outro povo, e o maior servirá ao menor.
\s5
\v 24 E quando se cumpriram seus dias para dar à luz, eis que havia gêmeos em seu ventre.
\v 25 E saiu o primeiro ruivo, e todo ele peludo como uma veste; e chamaram seu nome Esaú.
\v 26 E depois saiu seu irmão, pegando com sua mão o calcanhar de Esaú: e foi chamado seu nome Jacó. E era Isaque de idade de sessenta anos quando ela os deu à luz.
\s5
\v 27 E cresceram os meninos, e Esaú foi hábil na caça, homem do campo: Jacó porém era homem quieto, que habitava em tendas.
\v 28 E amou Isaque a Esaú, porque comia de sua caça; mas Rebeca amava a Jacó.
\s5
\v 29 E cozinhou Jacó um guisado; e voltando Esaú do campo cansado,
\v 30 Disse a Jacó: Rogo-te que me dês a comer disso vermelho, pois estou muito cansado. Portanto foi chamado seu nome Edom.
\s5
\v 31 E Jacó respondeu: Vende-me neste dia tua primogenitura.
\v 32 Então disse Esaú: Eis que vou morrer; para que, pois, me servirá a primogenitura?
\v 33 E disse Jacó: Jura-me hoje. E ele lhe jurou, e vendeu a Jacó sua primogenitura.
\v 34 Então Jacó deu a Esaú pão e do guisado das lentilhas; e ele comeu e bebeu, e levantou-se, e foi-se. Assim menosprezou Esaú a primogenitura.

\s5
\c 26
\v 1 E houve fome na terra, além da primeira fome que foi nos dias de Abraão: e foi-se Isaque a Abimeleque rei dos filisteus, em Gerar.
\s5
\v 2 E apareceu-lhe o SENHOR, e disse-lhe: Não desças ao Egito: habita na terra que eu te disser;
\v 3 Habita nesta terra, e serei contigo, e te abençoarei; porque a ti e à tua descendência darei todas estas terras, e confirmarei o juramento que jurei a Abraão teu pai:
\s5
\v 4 E multiplicarei tua descendência como as estrelas do céu, e darei à tua descendência todas estas terras; e todas as nações da terra serão abençoadas em tua descendência.
\v 5 Porquanto ouviu Abraão minha voz, e guardou meu preceito, meus mandamentos, meus estatutos e minhas leis.
\s5
\v 6 Habitou, pois, Isaque em Gerar.
\v 7 E os homens daquele lugar lhe perguntaram acerca de sua mulher; e ele respondeu: É minha irmã; porque teve medo de dizer: É minha mulher; que talvez, disse, os homens do lugar me matem por causa de Rebeca; porque era de belo aspecto.
\v 8 E sucedeu que, depois que ele esteve ali muitos dias, Abimeleque, rei dos filisteus, olhando por uma janela, viu a Isaque que acariciava Rebeca sua mulher.
\s5
\v 9 E chamou Abimeleque a Isaque, e disse: Eis que ela é certamente tua mulher: como, pois, disseste: É minha irmã? E Isaque lhe respondeu: Porque disse: Talvez eu morra por causa dela.
\v 10 E Abimeleque disse: Por que nos fizeste isto? Por pouco haveria dormido alguém do povo com tua mulher, e haverias trazido sobre nós o pecado.
\v 11 Então Abimeleque mandou a todo o povo, dizendo: O que tocar a este homem ou a sua mulher certamente morrerá.
\s5
\v 12 E semeou Isaque naquela terra, e achou aquele ano cem por um: e o SENHOR o abençoou.
\v 13 E o homem se engrandeceu, e foi engrandecendo-se cada vez mais, até fazer-se muito poderoso:
\v 14 E teve rebanho de ovelhas, e rebanho de vacas, e grande número de servos; e os filisteus tiveram inveja dele.
\s5
\v 15 E todos os poços que os criados de Abraão seu pai haviam aberto em seus dias, os filisteus os haviam fechado e enchido da terra.
\v 16 E disse Abimeleque a Isaque: Aparta-te de nós, porque muito mais poderoso que nós te fizeste.
\v 17 E Isaque se foi dali; e assentou suas tendas no vale de Gerar, e habitou ali.
\s5
\v 18 E voltou a abrir Isaque os poços de água que haviam aberto nos dias de Abraão seu pai, e que os filisteus haviam fechado, depois de Abraão ter morrido; e chamou-os pelos nomes que seu pai os havia chamado.
\s5
\v 19 E os servos de Isaque cavaram no vale, e acharam ali um poço de águas vivas.
\v 20 E os pastores de Gerar brigaram com os pastores de Isaque, dizendo: A água é nossa: por isso chamou o nome do poço Eseque, porque haviam brigado com ele.
\s5
\v 21 E abriram outro poço, e também brigaram sobre ele: e chamou seu nome Sitna.
\v 22 E apartou-se dali, e abriu outro poço, e não brigaram sobre ele: e chamou seu nome Reobote, e disse: Porque agora nos fez alargar o SENHOR e frutificaremos na terra.
\s5
\v 23 E dali subiu a Berseba.
\v 24 E apareceu-lhe o SENHOR aquela noite, e disse: Eu sou o Deus de Abraão teu pai: não temas, que eu sou contigo, e eu te abençoarei, e multiplicarei tua descendência por causa do meu servo Abraão.
\v 25 E edificou ali um altar, e invocou o nome do SENHOR, e estendeu ali sua tenda: e abriram ali os servos de Isaque um poço.
\s5
\v 26 E Abimeleque veio a ele desde Gerar, e Auzate, amigo seu, e Ficol, capitão de seu exército.
\v 27 E disse-lhes Isaque: Por que vindes a mim, pois que haveis me odiado, e me expulsastes dentre vós?
\s5
\v 28 E eles responderam: Vimos que o SENHOR é contigo; e dissemos: Haja agora juramento entre nós, entre nós e ti, e faremos aliança contigo:
\v 29 Que não nos faças mal, como nós não te tocamos, y como somente te fizemos bem, e te enviamos em paz: tu agora, bendito do SENHOR.
\s5
\v 30 Então ele lhes fez banquete, e comeram e beberam.
\v 31 E se levantaram de madrugada, e juraram um ao outro; e Isaque os despediu, e eles se partiram dele em paz.
\s5
\v 32 E naquele dia sucedeu que vieram os criados de Isaque, e deram-lhe notícias acerca do poço que haviam aberto, e lhe disseram: Achamos água.
\v 33 E chamou-o Seba: por cuja causa o nome daquela cidade é Berseba até hoje.
\s5
\v 34 E quando Esaú foi de quarenta anos, tomou por mulher a Judite filha de Beeri heteu, e a Basemate filha de Elom heteu:
\v 35 E foram amargura de espírito a Isaque e a Rebeca.

\s5
\c 27
\v 1 E aconteceu que quando havia Isaque envelhecido, e seus olhos se ofuscaram ficando sem vista, chamou a Esaú, seu filho o maior, e disse-lhe: Meu filho. E ele respondeu: Eis-me aqui.
\v 2 E ele disse: Eis que já sou velho, não sei o dia de minha morte:
\s5
\v 3 Toma, pois, agora tuas armas, tua aljava e teu arco, e sai ao campo, e pega-me caça;
\v 4 E faze-me um guisado, como eu gosto, e traze-o a mim, e comerei: para que te abençoe minha alma antes que morra.
\s5
\v 5 E Rebeca estava ouvindo, quando falava Isaque a Esaú seu filho: e foi-se Esaú ao campo para pegar a caça que havia de trazer.
\v 6 Então Rebeca falou a Jacó seu filho, dizendo: Eis que eu ouvi a teu pai que falava com Esaú teu irmão, dizendo:
\v 7 Traze-me caça, e faze-me um guisado, para que coma, e te abençoe diante do SENHOR antes que eu morra.
\s5
\v 8 Agora, pois, filho meu, obedece à minha voz no que te mando;
\v 9 Vai agora ao gado, e traze-me dali dois bons cabritos das cabras, e farei deles iguarias para teu pai, como ele gosta;
\v 10 E tu as levarás a teu pai, e comerá, para que te abençoe antes de sua morte.
\s5
\v 11 E Jacó disse a Rebeca sua mãe: Eis que Esaú meu irmão é homem peludo, e eu liso:
\v 12 Talvez meu pai me apalpe, e me terá por enganador, e trarei sobre mim maldição e não bênção.
\s5
\v 13 E sua mãe respondeu: Filho meu, sobre mim tua maldição: somente obedece à minha voz, e vai e traze-os a mim.
\v 14 Então ele foi, e tomou, e trouxe-os à sua mãe: e sua mãe fez guisados, como seu pai gostava.
\s5
\v 15 E tomou Rebeca as roupas de Esaú seu filho maior, as melhores, que ela tinha em casa, e vestiu a Jacó seu filho menor:
\v 16 E fez-lhe vestir sobre suas mãos e sobre o pescoço onde não tinha pelo, as peles dos cabritos das cabras;
\v 17 E entregou os guisados e o pão que havia preparado, em mão de Jacó seu filho.
\s5
\v 18 E ele foi a seu pai, e disse: Meu pai: e ele respondeu: Eis-me aqui, quem és, filho meu?
\v 19 E Jacó disse a seu pai: Eu sou Esaú teu primogênito; fiz como me disseste: levanta-te agora, e senta, e come de minha caça, para que me abençoe tua alma.
\s5
\v 20 Então Isaque disse a seu filho: Como é que a achaste tão depressa, filho meu? E ele respondeu: Porque o SENHOR teu Deus fez que se encontrasse diante de mim.
\v 21 E Isaque disse a Jacó: Aproxima-te agora, e te apalparei, filho meu, para que eu saiba se és meu filho Esaú ou não.
\s5
\v 22 E chegou-se Jacó a seu pai Isaque; e ele lhe apalpou, e disse: A voz é a voz de Jacó, mas as mãos, as mãos de Esaú.
\v 23 E não lhe reconheceu, porque suas mãos eram peludas como as mãos de Esaú: e lhe abençoou.
\s5
\v 24 E disse: És tu meu filho Esaú? E ele respondeu: Eu sou.
\v 25 E disse: Aproxima-a a mim, e comerei da caça de meu filho, para que te abençoe minha alma; e ele a aproximou, e comeu: trouxe-lhe também vinho, e bebeu.
\s5
\v 26 E disse-lhe Isaque seu pai: Aproxima-te agora, e beija-me, filho meu.
\v 27 E ele se chegou, e lhe beijou; e cheirou Isaque o cheiro de suas roupas, e lhe abençoou, e disse: Eis que o cheiro de meu filho é como o cheiro do campo que o SENHOR abençoou;
\s5
\v 28 Deus, pois, te dê do orvalho do céu, e das gorduras da terra, e abundância de trigo e de mosto.
\s5
\v 29 Sirvam-te povos, E nações se inclinem a ti: Sê senhor de teus irmãos, e inclinem-se a ti os filhos de tua mãe; malditos os que te amaldiçoarem, e benditos os que te abençoarem.
\s5
\v 30 E aconteceu, logo que havia Isaque de abençoar a Jacó, e apenas havia saído Jacó de diante de Isaque seu pai, que Esaú seu irmão veio de sua caça.
\v 31 E também ele fez guisado, e trouxe a seu pai, e disse-lhe: Levante-se meu pai, e coma da caça de seu filho, para que me abençoe tua alma.
\s5
\v 32 Então Isaque seu pai lhe disse: Quem és tu? E ele disse: Eu sou teu filho, teu primogênito, Esaú.
\v 33 E Estremeceu-se Isaque com grande estremecimento, e disse: Quem é o que veio aqui, que agarrou caça, e me trouxe, e comi de tudo antes que viesses? Eu o abençoei, e será bendito.
\s5
\v 34 Quando Esaú ouviu as palavras de seu pai clamou com uma muito grande e muito amarga exclamação, e lhe disse: Abençoa também a mim, meu pai.
\v 35 E ele disse: Veio teu irmão com engano, e tomou tua bênção.
\s5
\v 36 E ele respondeu: Bem chamaram seu nome Jacó, que já me enganou duas vezes; tirou minha primogenitura, e eis que agora tomou minha bênção. E disse: Não guardaste bênção para mim?
\v 37 Isaque respondeu e disse a Esaú: Eis que eu o pus por senhor teu, e lhe dei por servos a todos os seus irmãos: de trigo e de vinho lhe provi: que, pois, farei a ti agora, filho meu?
\s5
\v 38 E Esaú respondeu a seu pai: Não tens mais que uma só bênção, meu pai? Abençoa também a mim, meu pai. E levantou Esaú sua voz, e chorou.
\s5
\v 39 Então Isaque seu pai falou e disse-lhe: Eis que será tua habitação sem gorduras da terra, E sem orvalho dos céus de acima;
\v 40 E por tua espada viverás, e a teu irmão servirás: E sucederá quando te dominares, Que descarregarás seu jugo de teu pescoço.
\s5
\v 41 E odiou Esaú a Jacó pela bênção com que lhe havia abençoado, e disse em seu coração: Chegarão os dias do luto de meu pai, e eu matarei a Jacó meu irmão.
\v 42 E foram ditas a Rebeca as palavras de Esaú seu filho mais velho: e ela enviou e chamou a Jacó seu filho mais novo, e disse-lhe: Eis que, Esaú teu irmão se consola acerca de ti com a ideia de matar-te.
\s5
\v 43 Agora, pois, filho meu, obedece à minha voz; levanta-te, e foge-te a Labão meu irmão, a Harã.
\v 44 E mora com ele alguns dias, até que a ira de teu irmão se diminua;
\v 45 Até que se aplaque a ira de teu irmão contra ti, e se esqueça do que lhe fizeste: eu enviarei então, e te trarei dali: por que serei privada de vós ambos em um dia?
\s5
\v 46 E disse Rebeca a Isaque: Desgosto tenho de minha vida, por causa das filhas de Hete. Se Jacó toma mulher das filhas de Hete, como estas, das filhas desta terra, para que quero a vida?

\s5
\c 28
\v 1 Então Isaque chamou a Jacó, e o abençoou, e mandou-lhe dizendo: Não tomes mulher das filhas de Canaã.
\v 2 Levanta-te, vai a Padã-Arã, à casa de Betuel, pai de tua mãe, e toma ali mulher das filhas de Labão, irmão de tua mãe.
\s5
\v 3 E o Deus Todo-Poderoso te abençoe e te faça frutificar, e te multiplique, até vir a ser congregação de povos;
\v 4 E te dê a bênção de Abraão, e à tua descendência contigo, para que herdes a terra de tuas peregrinações, que Deus deu a Abraão.
\s5
\v 5 Assim enviou Isaque a Jacó, o qual foi a Padã-Arã, a Labão, filho de Betuel arameu, irmão de Rebeca, mãe de Jacó e de Esaú.
\s5
\v 6 E viu Esaú como Isaque havia abençoado a Jacó, e lhe havia enviado a Padã-Arã, para tomar para si mulher dali; e que quando lhe abençoou, lhe havia mandado, dizendo: Não tomarás mulher das filhas de Canaã;
\v 7 E que Jacó havia obedecido a seu pai e a sua mãe, e se havia ido a Padã-Arã.
\s5
\v 8 Viu também Esaú que as filhas de Canaã pareciam mal a Isaque seu pai;
\v 9 E foi-se Esaú a Ismael, e tomou para si por mulher a Maalate, filha de Ismael, filho de Abraão, irmã de Nebaiote, além de suas outras mulheres.
\s5
\v 10 E saiu Jacó de Berseba, e foi a Harã;
\v 11 E encontrou com um lugar, e dormiu ali porque já o sol se havia posto: e tomou das pedras daquele lugar e pôs à sua cabeceira, e deitou-se naquele lugar.
\s5
\v 12 E sonhou, e eis uma escada que estava apoiada em terra, e seu topo tocava no céu: e eis que anjos de Deus subiam e desciam por ela.
\v 13 E eis que o SENHOR estava no alto dela, o qual disse: Eu sou o SENHOR, o Deus de Abraão teu pai, e o Deus de Isaque: a terra em que estás deitado a darei a ti e à tua descendência.
\s5
\v 14 E será tua descendência como o pó da terra, e te estenderás ao ocidente, e ao oriente, e ao norte, e ao sul; e todas as famílias da terra serão abençoadas em ti e em tua descendência.
\v 15 E eis que eu sou contigo, e te guardarei por onde quer que fores, e te farei voltar a esta terra; porque não te deixarei até tanto que tenha feito o que te disse.
\s5
\v 16 E despertou Jacó de seu sonho disse: Certamente o SENHOR está neste lugar, e eu não o sabia.
\v 17 E teve medo, e disse: Quão terrível é este lugar! Não é outra coisa que casa de Deus, e porta do céu.
\s5
\v 18 E levantou-se Jacó de manhã, e tomou a pedra que havia posto de cabeceira, e levantou-a por coluna, e derramou azeite sobre ela.
\v 19 E chamou o nome daquele lugar Betel, ainda que o nome da cidade antes era Luz.
\s5
\v 20 E fez Jacó voto, dizendo: Se for Deus comigo, e me guardar nesta viagem que vou, e me der pão para comer e roupa para vestir,
\v 21 E se voltar em paz à casa de meu pai, o SENHOR será meu Deus,
\v 22 E esta pedra que pus por coluna, será casa de Deus; e de tudo o que me deres, darei o dízimo a ti.

\s5
\c 29
\v 1 E seguiu Jacó seu caminho, e foi à terra dos orientais.
\v 2 E olhou, e viu um poço no campo: e eis três rebanhos de ovelhas que estavam deitados próximo dele; porque daquele poço davam de beber aos gados: e havia uma grande pedra sobre a boca do poço.
\v 3 E juntavam-se ali todos os rebanhos; e revolviam a pedra de sobre a boca do poço, e davam de beber às ovelhas; e voltavam a pedra sobre a boca do poço a seu lugar.
\s5
\v 4 E disse-lhes Jacó: Irmãos meus, de onde sois? E eles responderam: De Harã somos.
\v 5 E ele lhes disse: Conheceis a Labão, filho de Naor? E eles disseram: Sim, nós o conhecemos.
\v 6 E ele lhes disse: Ele está bem? E eles disseram: Está bem; e eis que Raquel sua filha vem com o gado.
\s5
\v 7 E ele disse: Eis que ainda é cedo do dia; não é hora de recolher o gado; dai de beber às ovelhas, e ide apascentá-las.
\v 8 E eles responderam: Não podemos, até que se juntem todos os gados, e removam a pedra de sobre a boca do poço, para que demos de beber às ovelhas.
\s5
\v 9 Estando ainda ele falando com eles Raquel veio com o gado de seu pai, porque ela era a pastora.
\v 10 E sucedeu que, quando Jacó viu Raquel, filha de Labão irmão de sua mãe, e as ovelhas de Labão, o irmão de sua mãe, chegou-se Jacó, e removeu a pedra de sobre a boca do poço, e deu de beber ao gado de Labão irmão de sua mãe.
\s5
\v 11 E Jacó beijou a Raquel, e levantou sua voz, e chorou.
\v 12 E Jacó disse a Raquel como ele era irmão de seu pai, e como era filho de Rebeca: e ela correu, e deu as novas a seu pai.
\s5
\v 13 E assim que ouviu Labão as novas de Jacó, filho de sua irmã, correu a recebê-lo, e abraçou-o, e beijou-o, e trouxe-lhe à sua casa: e ele contou a Labão todas estas coisas.
\v 14 E Labão lhe disse: Certamente és osso meu e carne minha. E esteve com ele durante um mês.
\s5
\v 15 Então disse Labão a Jacó: Por ser tu meu irmão, me hás de servir de graça? Declara-me o que será teu salário.
\v 16 E Labão tinha duas filhas: o nome da mais velha era Lia, e o nome da mais nova, Raquel.
\v 17 E os olhos de Lia eram tenros, mas Raquel era de lindo semblante e de bela aparência.
\v 18 E Jacó amou a Raquel, e disse: Eu te servirei sete anos por Raquel tua filha mais nova.
\s5
\v 19 E Labão respondeu: Melhor é que a dê a ti, que não que a dê a outro homem: fica-te comigo.
\v 20 Assim serviu Jacó por Raquel sete anos: e pareceram-lhe como poucos dias, porque a amava.
\s5
\v 21 E disse Jacó a Labão: Dá-me minha mulher, porque meu tempo é cumprido para que me deite com ela.
\v 22 Então Labão juntou a todos os homens daquele lugar, e fez banquete.
\s5
\v 23 E sucedeu que à noite tomou sua filha Lia, e a trouxe; e ele se deitou com ela.
\v 24 E deu Labão sua serva Zilpa à sua filha Lia por criada.
\v 25 E vinda a manhã, eis que era Lia: e ele disse a Labão: Que é isto que me fizeste? Não te servi por Raquel? Por que, pois, me enganaste?
\s5
\v 26 E Labão respondeu: Não se faz assim em nosso lugar, que se dê a mais nova antes da mais velha.
\v 27 Cumpre a semana desta, e se te dará também a outra, pelo serviço que fizeres comigo por outros sete anos.
\s5
\v 28 E fez Jacó assim, e cumpriu a semana daquela; e ele lhe deu a sua filha Raquel por mulher.
\v 29 E deu Labão a Raquel sua filha por criada a sua serva Bila.
\v 30 E deitou-se também com Raquel: e amou-a também mais que a Lia: e serviu a ele ainda outros sete anos.
\s5
\v 31 E viu o SENHOR que Lia era mal-amada, e abriu sua madre; mas Raquel era estéril.
\v 32 E concebeu Lia, e deu à luz um filho, e chamou seu nome Rúben, porque disse: Já que olhou o SENHOR minha aflição; agora, portanto, meu marido me amará.
\s5
\v 33 E concebeu outra vez, e deu à luz um filho, e disse: Porquanto ouviu o SENHOR que eu era mal-amada, me deu também este. E chamou seu nome Simeão.
\v 34 E concebeu outra vez, e deu à luz um filho, e disse: Agora esta vez meu marido se apegará a mim, porque lhe dei três filhos; portanto, chamou seu nome Levi.
\s5
\v 35 E concebeu outra vez, e deu à luz um filho, e disse: Esta vez louvarei ao SENHOR; por isto chamou seu nome Judá; e deixou de dar à luz.

\s5
\c 30
\v 1 E vendo Raquel que não dava filhos a Jacó, teve inveja de sua irmã, e dizia a Jacó: Dá-me filhos, ou senão, morro.
\v 2 E Jacó se irritava contra Raquel, e dizia: Estou eu em lugar de Deus, que te impediu o fruto de teu ventre?
\s5
\v 3 E ela disse: Eis aqui minha serva Bila; deita-te com ela, e dará à luz sobre meus joelhos, e eu também terei filhos por meio dela.
\v 4 Assim lhe deu a Bila sua serva por mulher; e Jacó se deitou com ela.
\s5
\v 5 E concebeu Bila, e deu à luz a Jacó um filho.
\v 6 E disse Raquel: Julgou-me Deus, e também ouviu minha voz, e deu-me um filho. Portanto chamou seu nome Dã.
\s5
\v 7 E concebeu outra vez Bila, a serva de Raquel, e deu à luz o segundo filho a Jacó.
\v 8 E disse Raquel: Com lutas de Deus disputei com minha irmã, e venci. E chamou seu nome Naftali.
\s5
\v 9 E vendo Lia que havia deixado de dar à luz, tomou a Zilpa sua serva, e deu-a a Jacó por mulher.
\v 10 E Zilpa, serva de Lia, deu à luz a Jacó um filho.
\v 11 E disse Lia: Veio a boa sorte. E chamou seu nome Gade.
\s5
\v 12 E Zilpa, a sirva de Lia, deu à luz outro filho a Jacó.
\v 13 E disse Lia: Para alegria minha; porque as mulheres me chamarão de feliz; e chamou seu nome Aser.
\s5
\v 14 E foi Rúben em tempo da colheita dos trigos, e achou mandrágoras no campo, e trouxe-as a sua mãe Lia; e disse Raquel a Lia: Rogo-te que me dês das mandrágoras de teu filho.
\v 15 E ela respondeu: É pouco que tenhas tomado meu marido, mas também levarás as mandrágoras de meu filho? E disse Raquel: Ele, pois, dormirá contigo esta noite pelas mandrágoras de teu filho.
\s5
\v 16 E quando Jacó voltava do campo à tarde, Lia saiu ao encontro dele, e lhe disse: Deitarás comigo, porque em verdade te aluguei em troca das mandrágoras de meu filho. E dormiu com ela naquela noite.
\v 17 E ouviu Deus a Lia; e concebeu, e deu à luz a Jacó o quinto filho.
\v 18 E disse Lia: Deus me deu minha recompensa, porque dei minha serva a meu marido; por isso chamou seu nome Issacar.
\s5
\v 19 E concebeu Lia outra vez, e deu à luz o sexto filho a Jacó.
\v 20 E disse Lia: Deus me deu uma boa dádiva: agora meu marido morará comigo, porque lhe dei seis filhos; e chamou seu nome Zebulom.
\v 21 E depois deu à luz uma filha, e chamou seu nome Diná.
\s5
\v 22 E lembrou-se Deus de Raquel, e Deus a ouviu, e abriu sua madre.
\v 23 E concebeu, e deu à luz um filho: e disse: Deus tirou minha humilhação;
\v 24 E chamou seu nome José, dizendo: Acrescente-me o SENHOR outro filho.
\s5
\v 25 E aconteceu, quando Raquel havia dado à luz a José, que Jacó disse a Labão: Permite-me ir embora, e irei a meu lugar, e à minha terra.
\v 26 Dá-me minhas mulheres e meus filhos, pelas quais servi contigo, e deixa-me ir; pois tu sabes os serviços que te fiz.
\s5
\v 27 E Labão lhe respondeu: Ache eu agora favor em teus olhos, e fica-te; experimentei que o SENHOR me abençoou por tua causa.
\v 28 E disse: Define-me teu salário, que eu o darei.
\s5
\v 29 E ele respondeu: Tu sabes como te servi, e como esteve teu gado comigo;
\v 30 Porque pouco tinhas antes de minha vinda, e cresceu em grande número; e o SENHOR te abençoou com minha chegada: e agora quando tenho de fazer eu também por minha própria casa?
\s5
\v 31 E ele disse: Que te darei? E respondeu Jacó: Não me dês nada; se fizeres por mim isto, voltarei a apascentar tuas ovelhas.
\v 32 Eu passarei hoje por todas tuas ovelhas, pondo à parte todas as reses manchadas e de cor variada, e todas as reses de cor escura entre as ovelhas, e as manchadas e de cor variada entre as cabras; e isto será meu salário.
\s5
\v 33 Assim responderá por mim minha justiça amanhã quando me vier meu salário diante de ti: toda a que não for pintada nem manchada nas cabras e de cor escura nas ovelhas minhas, se me há de ter para furto.
\v 34 E disse Labão: Eis que seja como tu dizes.
\s5
\v 35 Porém ele separou naquele mesmo dia os machos de bode rajados e manchados; e todas as cabras manchadas e de cor variada, e toda rês que tinha em si algo de branco, e todas as de cor escura entre as ovelhas, e as pôs em mãos de seus filhos;
\v 36 E pôs três dias de caminho entre si e Jacó: e Jacó apascentava as outras ovelhas de Labão.
\s5
\v 37 E tomou para si Jacó varas de álamo verdes, e de aveleira, e de plátano, e descascou nelas mondaduras brancas, descobrindo assim o branco das varas.
\v 38 E pôs as varas que havia riscado nos bebedouros, diante do gado, nos bebedouros da água aonde vinham a beber as ovelhas, as quais se aqueciam vindo a beber.
\s5
\v 39 E concebiam as ovelhas diante das varas, e geravam crias listradas, pintadas e salpicadas de diversas cores.
\v 40 E separava Jacó os cordeiros, e os punha com seu rebanho, os listradas, e tudo o que era escuro no rebanho de Labão. E punha seu rebanho à parte, e não o punha com as ovelhas de Labão.
\s5
\v 41 E sucedia que quantas vezes se aqueciam as fortes, Jacó punha as varas diante das ovelhas nos bebedouros, para que concebessem à vista das varas.
\v 42 E quando vinham as ovelhas fracas, não as punha: assim eram as fracas para Labão, e as fortes para Jacó.
\s5
\v 43 E cresceu o homem muito, e teve muitas ovelhas, e servas, servos, camelos, e asnos.

\s5
\c 31
\v 1 E ouvia ele as palavras dos filhos de Labão que diziam: Jacó tomou tudo o que era de nosso pai; e do que era de nosso pai adquiriu toda esta grandeza.
\v 2 Olhava também Jacó o semblante de Labão, e via que não era para com ele como antes.
\v 3 Também o SENHOR disse a Jacó: Volta-te à terra de teus pais, e à tua parentela; que eu serei contigo.
\s5
\v 4 E enviou Jacó, e chamou a Raquel e a Lia ao campo a suas ovelhas,
\v 5 E disse-lhes: Vejo que o semblante de vosso pai não é para comigo como antes: mas o Deus de meu pai tem sido comigo.
\v 6 E vós sabeis que com todas minhas forças servi a vosso pai:
\s5
\v 7 E vosso pai me enganou, e me mudou o salário dez vezes: mas Deus não lhe permitiu que me fizesse mal.
\v 8 Se ele dizia assim: Os pintados serão teu salário; então todas as ovelhas geravam pintados: e se dizia assim: Os listrados serão teu salário; então todas as ovelhas geravam listrados.
\v 9 Assim tirou Deus o gado de vosso pai, e deu-o a mim.
\s5
\v 10 E sucedeu que ao tempo que as ovelhas se aqueciam, levantei eu meus olhos e vi em sonhos, e eis que os machos que cobriam às fêmeas eram listrados, pintados e malhados.
\v 11 E disse-me o anjo de Deus em sonhos: Jacó. E eu disse: Eis-me aqui.
\s5
\v 12 E ele disse: Levanta agora teus olhos, e verás todos os machos que cobrem às ovelhas são listrados, pintados e malhados; porque eu vi tudo o que Labão te fez.
\v 13 Eu sou o Deus de Betel, onde tu ungiste a coluna, e onde me fizeste um voto. Levanta-te agora, e sai desta terra, e volta-te à terra de teu nascimento.
\s5
\v 14 E respondeu Raquel e Lia, e disseram-lhe: Temos ainda parte ou herança na casa de nosso pai?
\v 15 Não nos tem já como por estranhas, pois que nos vendeu, e ainda consumiu de todo nosso valor?
\v 16 Porque toda a riqueza que Deus tirou a nosso pai, nossa é e de nossos filhos: agora, pois, faze tudo o que Deus te disse.
\s5
\v 17 Então se levantou Jacó, e subiu seus filhos e suas mulheres sobre os camelos.
\v 18 E pôs em caminho todo seu gado, e todos os seus pertences que havia adquirido, o gado de seu ganho que havia obtido em Padã-Arã, para voltar-se a Isaque seu pai na terra de Canaã.
\s5
\v 19 E Labão havia ido tosquiar suas ovelhas; e Raquel furtou os ídolos de seu pai.
\v 20 E enganou Jacó o coração de Labão arameu, em não lhe fazer saber que se fugia.
\v 21 Fugiu, pois, com tudo o que tinha; e levantou-se, e passou o rio, e pôs seu rosto ao monte de Gileade.
\s5
\v 22 E foi dito a Labão ao terceiro dia como Jacó havia fugido.
\v 23 Então tomou a seus irmãos consigo, e foi atrás dele caminho de sete dias, e alcançou-lhe no monte de Gileade.
\s5
\v 24 E veio Deus a Labão arameu em sonhos aquela noite, e lhe disse: Guarda-te que não fales a Jacó descomedidamente.
\v 25 Alcançou, pois, Labão a Jacó, e este havia fixado sua tenda no monte: e Labão pôs a sua com seus irmãos no monte de Gileade.
\s5
\v 26 E disse Labão a Jacó: Que fizeste, que me furtaste o coração, e trouxeste a minhas filhas como prisioneiras de guerra?
\v 27 Por que te escondeste para fugir, e me furtaste, e não me deste notícia, para que eu te enviasse com alegria e com cantares, com tamborim e harpa?
\v 28 Que ainda não me deixaste beijar meus filhos e minhas filhas. Agora loucamente fizeste.
\s5
\v 29 Poder há em minha mão para fazer-vos mal; mas o Deus de vosso pai me falou de noite dizendo: Guarda-te que não fales a Jacó descomedidamente.
\v 30 E já que te ias, porque tinhas saudade da casa de teu pai, por que me furtaste meus deuses?
\s5
\v 31 E Jacó respondeu, e disse a Labão: Pois tive medo; porque disse, que talvez me tirasse à força tuas filhas.
\v 32 Em quem achares teus deuses, não viva: diante de nossos irmãos reconhece o que eu tiver teu, e leva-o. Jacó não sabia que Raquel havia os furtado.
\s5
\v 33 E entrou Labão na tenda de Jacó, e na tenda de Lia, e na tenda das duas servas, e não os achou, e saiu da tenda de Lia, e veio à tenda de Raquel.
\s5
\v 34 E tomou Raquel os ídolos, e os pôs em uma albarda de um camelo, e sentou-se sobre eles: e provou Labão toda a tenda e não os achou.
\v 35 E ela disse a seu pai: Não se ire meu senhor, porque não me posso levantar diante de ti; pois estou com o costume das mulheres. E ele buscou, mas não achou os ídolos.
\s5
\v 36 Então Jacó se irou, e brigou com Labão; e respondeu Jacó e disse a Labão: Que transgressão é a minha? Qual é meu pecado, que com tanto ardor vieste a me perseguir?
\v 37 Depois que apalpaste todos os meus móveis, acaso achaste algum dos objetos de tua casa? Põe-o aqui diante de meus irmãos e teus, e julguem entre nós ambos.
\s5
\v 38 Estes vinte anos estive contigo; tuas ovelhas e tuas cabras nunca abortaram, nem eu comi carneiro de tuas ovelhas.
\v 39 Nunca te trouxe o arrebatado pelas feras; eu pagava o dano; o furtado tanto de dia como de noite, de minha mão o exigias.
\v 40 De dia me consumia o calor, e de noite a geada, e o sono se fugia de meus olhos.
\s5
\v 41 Assim estive vinte anos em tua casa: catorze anos te servi por tuas duas filhas, e seis anos por teu gado; e mudaste meu salário dez vezes.
\v 42 Se o Deus de meu pai, o Deus de Abraão, e o temor de Isaque, não fossem comigo, certamente me enviarias agora vazio; Deus viu minha aflição e o trabalho de minhas mãos, e repreendeu-te de noite.
\s5
\v 43 E respondeu Labão, e disse a Jacó: As filhas são filhas minhas, e os filhos, filhos meus são, e as ovelhas são minhas ovelhas, e tudo o que tu vês é meu; e que posso eu fazer hoje a estas minhas filhas, ou a seus filhos que elas geraram?
\v 44 Vem, pois, agora, façamos aliança eu e tu; e seja em testemunho entre mim e ti.
\s5
\v 45 Então Jacó tomou uma pedra, e levantou-a por coluna.
\v 46 E disse Jacó a seus irmãos: Recolhei pedras. E tomaram pedras e fizeram um amontoado; e comeram ali sobre aquele amontoado.
\v 47 E Labão o chamou Jegar-Saaduta; e Jacó o chamou Galeede.
\s5
\v 48 Porque Labão disse: Este amontoado é testemunha hoje entre mim e entre ti; por isso foi chamado seu nome Galeede.
\v 49 E Mispá, porquanto disse: Vigie o SENHOR entre mim e entre ti, quando nos separarmos um do outro.
\v 50 Se afligires minhas filhas, ou se tomares outras mulheres além de minhas filhas, ninguém está conosco; olha, Deus é testemunha entre mim e ti.
\s5
\v 51 Disse mais Labão a Jacó: Eis que este amontoado, e eis que esta coluna, que erigi entre mim e ti.
\v 52 Testemunha seja este amontoado, e testemunha seja esta coluna, que nem eu passarei contra ti este amontoado, nem tu passarás contra mim este amontoado nem esta coluna, para o mal.
\v 53 O Deus de Abraão, e o Deus de Naor julgue entre nós, o Deus de seus pais. E Jacó jurou pelo temor de Isaque seu pai.
\s5
\v 54 Então Jacó ofereceu sacrifícios no monte, e chamou seus parentes para comer pão; e comeram pão, e dormiram aquela noite no monte.
\v 55 E levantou-se Labão de manhã, beijou seus filhos e suas filhas, e os abençoou; e retrocedeu e voltou a seu lugar.

\s5
\c 32
\v 1 E Jacó se foi seu caminho, e saíram-lhe ao encontro anjos de Deus.
\v 2 E disse Jacó quando os viu: Este é o acampamento de Deus; e chamou o nome daquele lugar Maanaim.
\s5
\v 3 E enviou Jacó mensageiros diante de si a Esaú seu irmão, à terra de Seir, campo de Edom.
\v 4 E mandou-lhes dizendo: Assim direis a mim senhor Esaú: Assim diz teu servo Jacó: Com Labão morei, e detive-me até agora;
\v 5 E tenho vacas, e asnos, e ovelhas, e servos, e servas; e envio a dizê-lo a meu senhor, para achar favor em teus olhos.
\s5
\v 6 E os mensageiros voltaram a Jacó, dizendo: Viemos a teu irmão Esaú, e ele também veio a receber-te, e quatrocentos homens com ele.
\v 7 Então Jacó teve grande temor, e angustiou-se; e partiu o povo que tinha consigo, e as ovelhas e as vacas e os camelos, em dois grupos;
\v 8 E disse: Se vier Esaú a um grupo e o ferir, o outro grupo escapará.
\s5
\v 9 E disse Jacó: Deus de meu pai Abraão, e Deus de meu pai Isaque, o SENHOR, que me disseste: Volta-te à tua terra e à tua parentela, e eu te farei bem.
\v 10 Menor sou que todas as misericórdias, e que toda a verdade que usaste para com teu servo; que com meu bordão passei este Jordão, e agora estou sobre dois grupos.
\s5
\v 11 Livra-me agora da mão de meu irmão, da mão de Esaú, porque o temo; não venha talvez, e me fira a mãe com os filhos.
\v 12 E tu disseste: Eu te farei bem, e tornarei tua descendência como a areia do mar, que não se pode contar de tão numerosa.
\s5
\v 13 E dormiu ali aquela noite, e tomou do que lhe veio à mão um presente para seu irmão Esaú.
\v 14 Duzentas cabras e vinte machos de bode, duzentas ovelhas e vinte carneiros,
\v 15 Trinta camelas de cria, com seus filhotes, quarenta vacas e dez novilhos, vinte asnas e dez jumentos.
\v 16 E entregou-o em mão de seus servos, cada manada à parte; e disse a seus servos: Passai diante de mim, e ponde espaço entre manada e manada.
\s5
\v 17 E mandou ao primeiro, dizendo: Se meu irmão Esaú te encontrar, e te perguntar, dizendo De quem és? E: Para onde vais? E: para quem é isto que levas diante de ti?
\v 18 Então dirás: Presente é de teu servo Jacó, que envia a meu senhor Esaú; e eis que também ele vem atrás de nós.
\s5
\v 19 E mandou também ao segundo, e ao terceiro, e a todos os que iam atrás aquelas manadas, dizendo: Conforme isto falareis a Esaú, quando o achardes.
\v 20 E direis também: Eis que teu servo Jacó vem atrás de nós. Porque disse: Apaziguarei sua ira com o presente que vai adiante de mim, e depois verei seu rosto; talvez lhe serei aceito.
\v 21 E passou o presente adiante dele; e ele dormiu aquela noite no acampamento.
\s5
\v 22 E levantou-se aquela noite, e tomou suas duas mulheres, e suas duas servas, e seus onze filhos, e passou o vau de Jaboque.
\v 23 Tomou-os, pois, e passou-os o ribeiro, e fez passar o que tinha.
\s5
\v 24 E ficou Jacó sozinho, e lutou com ele um homem até que raiava a alva.
\v 25 E quando viu que não podia com ele, tocou no lugar da juntura de sua coxa, e desconjuntou-se a coxa de Jacó enquanto com ele lutava.
\v 26 E disse: Deixa-me, que raia a alva. E ele disse: Não te deixarei, se não me abençoares.
\s5
\v 27 E ele lhe disse: Qual é teu nome? E ele respondeu: Jacó.
\v 28 E ele disse: Não se dirá mais teu nome Jacó, mas sim Israel: porque lutaste com Deus e com os homens, e venceste.
\s5
\v 29 Então Jacó lhe perguntou, e disse: Declara-me agora teu nome. E ele respondeu: Por que perguntas por meu nome? E abençoou-o ali.
\v 30 E chamou Jacó o nome daquele lugar Peniel: porque vi a Deus face a face, e foi livrada minha alma.
\s5
\v 31 E saiu-lhe o sol quando passou a Peniel; e andava mancando de sua coxa.
\v 32 Por isto até o dia de hoje os filhos de Israel não comem do tendão que se contrai, o qual está na juntura da coxa; porque o homem tocou a Jacó este lugar de sua coxa no tendão que se contrai.

\s5
\c 33
\v 1 E levantando Jacó seus olhos, olhou, e eis que vinha Esaú, e os quatrocentos homens com ele: então repartiu ele os filhos entre Lia e Raquel e as duas servas.
\v 2 E pôs as servas e seus filhos adiante; logo a Lia e a seus filhos; e a Raquel e a José os últimos.
\v 3 E ele passou diante deles, e inclinou-se à terra sete vezes, até que chegou a seu irmão.
\s5
\v 4 E Esaú correu a seu encontro, e abraçou-lhe, e lançou-se sobre seu pescoço, e o beijou; e choraram.
\v 5 E levantou seus olhos, e viu as mulheres e os filhos, e disse: Quem são estes que estão contigo? E ele respondeu: São os filhos que Deus deu a teu servo.
\s5
\v 6 E se chegaram as servas, elas e seus meninos, e inclinaram-se.
\v 7 E chegou-se Lia com seus filhos, e inclinaram-se: e depois chegou José e Raquel, e também se inclinaram.
\v 8 E ele disse: Qual é a tua intenção com todos estes grupos que encontrei? E ele respondeu: Achar favor aos olhos de meu senhor.
\s5
\v 9 E disse Esaú: Tenho o bastante, meu irmão; seja para ti o que é teu.
\v 10 E disse Jacó: Não, eu te rogo, se achei agora favor em teus olhos, toma meu presente de minha mão, pois vi teu rosto como se houvesse visto o rosto de Deus; e me aceitaste.
\v 11 Toma, eu te rogo, minha dádiva que te é trazida; porque Deus me fez misericórdia, e tudo o que há aqui é meu. E insistiu com ele, e tomou-a.
\s5
\v 12 E disse: Anda, e vamos; e eu irei adiante de ti.
\v 13 E ele lhe disse: Meu senhor sabe que os meninos são tenros, e que tenho ovelhas e vacas de cria; e se as cansam, em um dia morrerão todas as ovelhas.
\v 14 Passe agora meu senhor diante de seu servo, e eu me irei pouco a pouco ao passo do gado que vai adiante de mim, e à passagem dos meninos, até que chegue a meu senhor a Seir.
\s5
\v 15 E Esaú disse: Deixarei agora contigo da gente que vem comigo. E ele disse: Para que isto? ache eu favor aos olhos de meu senhor.
\v 16 Assim se voltou Esaú aquele dia por seu caminho a Seir.
\v 17 E Jacó se partiu a Sucote, e edificou ali casa para si, e fez abrigos para seu gado; por isso chamou o nome daquele lugar Sucote.
\s5
\v 18 E veio Jacó são à cidade de Siquém, que está na terra de Canaã, quando vinha de Padã-Arã; e acampou diante da cidade.
\v 19 E comprou uma parte do campo, onde estendeu sua tenda, da mão dos filhos de Hamor, pai de Siquém, por cem peças de moeda.
\v 20 E erigiu ali um altar, e chamou-lhe: Deus, o Deus de Israel.

\s5
\c 34
\v 1 E saiu Diná a filha de Lia, a qual esta havia dado a Jacó, para ver as mulheres nativas.
\v 2 E viu-a Siquém, filho de Hamor heveu, príncipe daquela terra, e tomou-a, e deitou-se com ela, e a desonrou.
\v 3 Mas sua alma se apegou a Diná a filha de Lia, e apaixonou-se pela moça, e falou ao coração da jovem.
\s5
\v 4 E falou Siquém a Hamor seu pai, dizendo: Toma-me por mulher esta moça.
\v 5 E ouviu Jacó que havia Siquém violado a Diná sua filha: e estando seus filhos com seu gado no campo, Jacó ficou em silêncio até que eles viessem.
\s5
\v 6 E dirigiu-se Hamor pai de Siquém a Jacó, para falar com ele.
\v 7 E os filhos de Jacó vieram do campo quando o souberam; e se entristeceram os homens, e se irritaram muito, porque fez depravação em Israel por ter se deitado com a filha de Jacó, o que não se devia haver feito.
\s5
\v 8 E Hamor falou com eles, dizendo: A alma de meu filho Siquém se apegou à vossa filha; rogo-vos que a deis por mulher.
\v 9 E aparentai-vos conosco; dai-nos vossas filhas, e tomai vós as nossas.
\v 10 E habitai conosco; porque a terra estará diante de vós; morai e negociai nela, e tomai nela possessão.
\s5
\v 11 Siquém também disse a seu pai e a seus irmãos: Ache eu favor em vossos olhos, e darei o que me disserdes.
\v 12 Aumentai muito a exigência de meu dote e presentes, que eu darei quanto me disserdes, e dá-me a moça por mulher.
\v 13 E responderam os filhos de Jacó a Siquém e a Hamor seu pai com engano; e falaram, porquanto havia violado a sua irmã Diná.
\s5
\v 14 E disseram-lhes: Não podemos fazer isto de dar nossa irmã a homem que tem prepúcio; porque entre nós é abominação.
\v 15 Mas com esta condição vos consentiremos: se haveis de ser como nós, que se circuncide entre vós todo homem;
\v 16 Então vos daremos nossas filhas, e tomaremos nós as vossas; e habitaremos convosco, e seremos um povo.
\v 17 Mas se não nos prestardes ouvido para vos circuncidar, tomaremos nossa filha, e nos iremos.
\s5
\v 18 E pareceram bem seus palavras a Hamor e a Siquém, filho de Hamor.
\v 19 E não tardou o jovem fazer aquilo, porque a filha de Jacó lhe havia agradado: e ele era o mais honrado de toda a casa de seu pai.
\s5
\v 20 Então Hamor e Siquém seu filho vieram à porta de sua cidade, e falaram aos homens de sua cidade, dizendo:
\v 21 Estes homens são pacíficos conosco, e habitarão no país, e comercializarão nele; pois eis que a terra é bastante ampla para eles; nós tomaremos suas filhas por mulheres, e lhes daremos as nossas.
\s5
\v 22 Mas com esta condição nos estes homens consentirão em habitar conosco, para que sejamos um povo: se se circuncidar em nós todo homem, assim como eles são circuncidados.
\v 23 Seus gados, e sua riqueza e todos seus animais, serão nossas; somente concordemos com eles, e habitarão conosco.
\s5
\v 24 E obedeceram a Hamor e a Siquém seu filho todos os que saíam pela porta da cidade, e circuncidaram a todo homem, dentre os que saíam pela porta de sua cidade.
\v 25 E sucedeu que ao terceiro dia, quando sentiam eles a maior dor, os dois filhos de Jacó, Simeão e Levi, irmãos de Diná, tomaram cada um sua espada, e vieram contra a cidade animosamente, e mataram a todo homem.
\v 26 E a Hamor e a seu filho Siquém mataram a fio de espada; e tomaram a Diná de casa de Siquém, e saíram.
\s5
\v 27 E os filhos de Jacó vieram aos mortos e saquearam a cidade; porquanto haviam violado à sua irmã.
\v 28 Tomaram suas ovelhas e vacas e seus asnos, e o que havia na cidade e no campo,
\v 29 E todos os seus pertences; se levaram cativos a todos as suas crianças e suas mulheres, e roubaram tudo o que havia nas casas.
\s5
\v 30 Então disse Jacó a Simeão e a Levi: Vós me perturbastes em fazer-me detestável aos moradores desta terra, os cananeus e os ferezeus; e tendo eu poucos homens, se juntarão contra mim, e me ferirão, e serei destruído eu e minha casa.
\v 31 E eles responderam Havia ele de tratar à nossa irmã como à uma prostituta?

\s5
\c 35
\v 1 E disse Deus a Jacó: Levanta-te, sobe a Betel, e fica ali; e faze ali um altar ao Deus que te apareceu quando fugias de teu irmão Esaú.
\v 2 Então Jacó disse à sua família e a todos os que com ele estavam: Tirai os deuses alheios que há entre vós, e limpai-vos, e mudai vossas roupas.
\v 3 E levantemo-nos, e subamos a Betel; e farei ali altar ao Deus que me respondeu no dia de minha angústia, e foi comigo no caminho que andei.
\s5
\v 4 Assim deram a Jacó todos os deuses alheios que havia em poder deles, e os brincos que estavam em suas orelhas; e Jacó os escondeu debaixo de um carvalho, que estava junto a Siquém.
\v 5 E partiram-se, e o terror de Deus foi sobre as cidades que havia em seus arredores, e não seguiram atrás dos filhos de Jacó.
\s5
\v 6 E chegou Jacó a Luz, que está em terra de Canaã, (esta é Betel) ele e todo o povo que com ele estava;
\v 7 E edificou ali um altar, e chamou o lugar El-Betel, porque ali lhe havia aparecido Deus, quando fugia de seu irmão.
\v 8 Então morreu Débora, ama de Rebeca, e foi sepultada às raízes de Betel, debaixo de um carvalho: e chamou-se seu nome Alom-Bacute.
\s5
\v 9 E apareceu-se outra vez Deus a Jacó, quando se havia voltado de Padã-Arã, e abençoou-lhe.
\v 10 E disse-lhe Deus: Teu nome é Jacó; não se chamará mais teu nome Jacó, mas sim Israel será teu nome: e chamou seu nome Israel.
\s5
\v 11 E disse-lhe Deus: Eu sou o Deus Todo-Poderoso: cresce e multiplica-te; uma nação e conjunto de nações procederá de ti, e reis sairão de teus lombos:
\v 12 E a terra que eu dei a Abraão e a Isaque, a darei a ti: e à tua descendência depois de ti darei a terra.
\v 13 E foi-se dele Deus, do lugar onde com ele havia falado.
\s5
\v 14 E Jacó erigiu uma coluna no lugar onde havia falado com ele, uma coluna de pedra, e derramou sobre ela libação, e deitou sobre ela azeite.
\v 15 E chamou Jacó o nome daquele lugar onde Deus havia falado com ele, Betel.
\s5
\v 16 E partiram de Betel, e havia ainda como alguma distância para chegar a Efrata, quando deu à luz Raquel, e houve trabalho em seu parto.
\v 17 E aconteceu, que quando havia trabalho em seu parto, disse-lhe a parteira: Não temas, que também terás este filho.
\v 18 E aconteceu que ao sair dela a alma, (pois morreu) chamou seu nome Benoni; mas seu pai o chamou Benjamim.
\v 19 Assim morreu Raquel, e foi sepultada no caminho de Efrata, a qual é Belém.
\v 20 E pôs Jacó uma coluna sobre sua sepultura: esta é a coluna da sepultura de Raquel até hoje.
\s5
\v 21 E partiu Israel, e estendeu sua tenda da outra parte de Migdal-Eder.
\v 22 E aconteceu, morando Israel naquela terra, que foi Rúben e dormiu com Bila a concubina de seu pai; o qual chegou a entender Israel. Agora bem, os filhos de Israel foram doze:
\s5
\v 23 Os filhos de Lia: Rúben o primogênito de Jacó, e Simeão, e Levi, e Judá, e Issacar, e Zebulom.
\v 24 Os filhos de Raquel: José, e Benjamim.
\v 25 E os filhos de Bila, serva de Raquel: Dã, e Naftali.
\s5
\v 26 E os filhos de Zilpa, serva de Lia: Gade, e Aser. Estes foram os filhos de Jacó, que lhe nasceram em Padã-Arã.
\v 27 E veio Jacó a Isaque seu pai a Manre, à cidade de Arba, que é Hebrom, onde habitaram Abraão e Isaque.
\s5
\v 28 E foram os dias de Isaque cento e oitenta anos.
\v 29 E expirou Isaque, e morreu, e foi recolhido a seus povos, velho e farto de dias; e sepultaram-no Esaú e Jacó seus filhos.

\s5
\c 36
\v 1 E estas são as gerações de Esaú, o qual é Edom.
\v 2 Esaú tomou suas mulheres das filhas de Canaã: a Ada, filha de Elom heteu, e a Oolibama, filha de Aná, filha de Zibeão os heveus;
\v 3 E a Basemate, filha de Ismael, irmã de Nebaiote.
\s5
\v 4 E Ada deu à luz de Esaú a Elifaz; e Basemate deu à luz a Reuel.
\v 5 E Oolibama deu à luz a Jeús, e a Jalão, e a Corá: estes são os filhos de Esaú, que lhe nasceram na terra de Canaã.
\s5
\v 6 E Esaú tomou suas mulheres, e seus filhos, e suas filhas, e todas as pessoas de sua casa, e seus gados, e todos seus animais, e todos os seus pertences que havia adquirido na terra de Canaã, e foi-se a outra terra de diante de Jacó seu irmão.
\v 7 Porque a riqueza deles era grande, e não podiam habitar juntos, nem a terra de sua peregrinação os podia sustentar por causa de seus gados.
\v 8 E Esaú habitou no monte de Seir: Esaú é Edom.
\s5
\v 9 Estas são as linhagens de Esaú, pai de Edom, no monte de Seir.
\v 10 Estes são os nomes dos filhos de Esaú: Elifaz, filho de Ada, mulher de Esaú; Reuel, filho de Basemate, mulher de Esaú.
\v 11 E os filhos de Elifaz foram Temã, Omar, Zefô, Gatã, e Quenaz.
\v 12 E Timna foi concubina de Elifaz, filho de Esaú, a qual lhe deu à luz a Amaleque: estes são os filhos de Ada, mulher de Esaú.
\s5
\v 13 E os filhos de Reuel foram Naate, Zerá, Samá, e Mizá: estes são os filhos de Basemate, mulher de Esaú.
\v 14 Estes foram os filhos de Oolibama, mulher de Esaú, filha de Aná, que foi filha de Zibeão: ela deu à luz de Esaú a Jeús, Jalão, e Corá.
\s5
\v 15 Estes são os duques dos filhos de Esaú. Filhos de Elifaz, primogênito de Esaú: o duque Temã, o duque Omar, o duque Zefô, o duque Quenaz,
\v 16 O duque Corá, o duque Gatã, e o duque Amaleque: estes são os duques de Elifaz na terra de Edom; estes foram os filhos de Ada.
\s5
\v 17 E estes são os filhos de Reuel, filho de Esaú: o duque Naate, o duque Zerá, o duque Samá, e o duque Mizá: estes são os duques da linha de Reuel na terra de Edom; estes filhos vêm de Basemate, mulher de Esaú.
\v 18 E estes são os filhos de Oolibama, mulher de Esaú: o duque Jeús, o duque Jalão, e o duque Corá: estes foram os duques que saíram de Oolibama, mulher de Esaú, filha de Aná.
\v 19 Estes, pois, são os filhos de Esaú, e seus duques: ele é Edom.
\s5
\v 20 E estes são os filhos de Seir horeu, moradores daquela terra: Lotã, Sobal, Zibeão, Aná,
\v 21 Disom, Eser, e Disã: estes são os duques dos horeus, filhos de Seir na terra de Edom.
\v 22 Os filhos de Lotã foram Hori e Hemã; e Timna foi irmã de Lotã.
\s5
\v 23 E os filhos de Sobal foram Alvã, Manaate, Ebal, Sefô, e Onã.
\v 24 E os filhos de Zibeão foram Aiá, e Aná. Este Aná é o que descobriu as fontes termais no deserto, quando apascentava os asnos de Zibeão seu pai.
\s5
\v 25 Os filhos de Aná foram Disom, e Oolibama, filha de Aná.
\v 26 E estes foram os filhos de Disom: Hendã, Esbã, Itrã, e Querã.
\v 27 E estes foram os filhos de Eser: Bilã, Zaavã, e Acã.
\v 28 Estes foram os filhos de Disã: Uz, e Harã.
\s5
\v 29 E estes foram os duques dos horeus: o duque Lotã, o duque Sobal, o duque Zibeão, o duque Aná.
\v 30 O duque Disom, o duque Eser, o duque Disã: estes foram os duques dos horeus: por seus ducados na terra de Seir.
\s5
\v 31 E os reis que reinaram na terra de Edom, antes que reinasse rei sobre os filhos de Israel, foram estes:
\v 32 Belá, filho de Beor, reinou em Edom: e o nome de sua cidade foi Dinabá.
\v 33 E morreu Belá, e reinou em seu lugar Jobabe, filho de Zerá, de Bozra.
\s5
\v 34 E morreu Jobabe, e em seu lugar reinou Husão, da terra de Temã.
\v 35 E morreu Husão, e reinou em seu lugar Hadade, filho de Bedade, o que feriu a Midiã no campo de Moabe: e o nome de sua cidade foi Avite.
\v 36 E morreu Hadade, e em seu lugar reinou Samlá, de Masreca.
\s5
\v 37 E morreu Samlá, e reinou em seu lugar Saul, de Reobote do rio.
\v 38 E morreu Saul, e em seu lugar reinou Baal-Hanã, filho de Acbor.
\v 39 E morreu Baal-Hanã, filho de Acbor, e reinou Hadar em seu lugar: e o nome de sua cidade foi Paú; e o nome de sua mulher Meetabel, filha de Matrede, filha de Mezaabe.
\s5
\v 40 Estes, pois, são os nomes dos duques de Esaú por suas linhagens, por seus lugares, e seus nomes: o duque Timna, o duque Alva, o duque Jetete,
\v 41 O duque Oolibama, o duque Elá, o duque Pinom,
\v 42 O duque Quenaz, o duque Temã, o duque Mibzar,
\v 43 O duque Magdiel, e o duque Hirão. Estes foram os duques de Edom por suas habitações na terra de sua possessão. Edom é o mesmo Esaú, pai dos edomitas.

\s5
\c 37
\v 1 E habitou Jacó na terra onde peregrinou seu pai, na terra de Canaã.
\v 2 Estas foram as gerações de Jacó. José, sendo de idade de dezessete anos apascentava as ovelhas com seus irmãos; e o jovem estava com os filhos de Bila, e com os filhos de Zilpa, mulheres de seu pai: e contava José a seu pai as más notícias acerca deles.
\s5
\v 3 E amava Israel a José mais que a todos os seus filhos, porque lhe havia tido em sua velhice: e lhe fez uma roupa de diversas cores.
\v 4 E vendo seus irmãos que seu pai o amava mais que a todos os seus irmãos, odiavam-lhe, e não lhe podiam falar pacificamente.
\s5
\v 5 E sonhou José um sonho e contou-o a seus irmãos; e eles vieram a odiar-lhe mais ainda.
\v 6 E ele lhes disse: Ouvi agora este sonho que sonhei:
\s5
\v 7 Eis que atávamos feixes no meio do campo, e eis que meu feixe se levantava, e estava em pé, e que vossos feixes estavam ao redor, e se inclinavam ao meu.
\v 8 E responderam-lhe seus irmãos: Reinarás tu sobre nós, ou serás tu senhor sobre nós? E o odiaram ainda mais por causa de seus sonhos e de suas palavras.
\s5
\v 9 E sonhou ainda outro sonho, e contou-o a seus irmãos, dizendo: Eis que sonhei outro sonho, e eis que o sol e a lua e onze estrelas se inclinavam a mim.
\v 10 E contou-o a seu pai e a seus irmãos: e seu pai lhe repreendeu, e disse-lhe: Que sonho é este que sonhaste? Viremos eu e tua mãe, e teus irmãos, a nos inclinarmos a ti em terra?
\v 11 E seus irmãos lhe tinham inveja, mas seu pai guardava isso em mente.
\s5
\v 12 E foram seus irmãos a apascentar as ovelhas de seu pai em Siquém.
\v 13 E disse Israel a José: Teus irmãos apascentam as ovelhas em Siquém: vem, e te enviarei a eles. E ele respondeu: Eis-me aqui.
\v 14 E ele lhe disse: Vai agora, olha como estão teus irmãos e como estão as ovelhas, e traze-me a resposta. E enviou-o do vale de Hebrom, e chegou a Siquém.
\s5
\v 15 E achou-o um homem, andando ele perdido pelo campo, e perguntou-lhe aquele homem, dizendo: Que buscas?
\v 16 E ele respondeu: Busco a meus irmãos: rogo-te que me mostres onde apascentam.
\v 17 E aquele homem respondeu: Já se foram daqui; eu lhes ouvi dizer: Vamos a Dotã. Então José foi atrás de seus irmãos, e achou-os em Dotã.
\s5
\v 18 E quando eles o viram de longe, antes que perto deles chegasse, tramaram contra ele para matar-lhe.
\v 19 E disseram um ao outro: Eis que vem o sonhador;
\v 20 Agora, pois, vinde, e o matemos e o lancemos em uma cisterna, e diremos: Alguma fera selvagem o devorou: e veremos que serão seus sonhos.
\s5
\v 21 E quando Rúben ouviu isto, livrou-o de suas mãos e disse: Não o matemos.
\v 22 E disse-lhes Rúben: Não derrameis sangue; lançai-o nesta cisterna que está no deserto, e não ponhais mão nele; para livrá-lo assim de suas mãos, para fazê-lo virar a seu pai.
\s5
\v 23 E sucedeu que, quando chegou José a seus irmãos, eles fizeram desnudar a José sua roupa, a roupa de cores que tinha sobre si;
\v 24 E tomaram-no, e lançaram-lhe na cisterna; mas a cisterna estava vazia, não havia nela água.
\s5
\v 25 E sentaram-se a comer pão: e levantando os olhos olharam, e eis uma companhia de ismaelitas que vinha de Gileade, e seus camelos traziam aromas e bálsamo e mirra, e iam a levá-lo ao Egito.
\v 26 Então Judá disse a seus irmãos: Que proveito há em que matemos a nosso irmão e encubramos sua morte?
\s5
\v 27 Vinde, e o vendamos aos ismaelitas, e não seja nossa mão sobre ele; que nosso irmão é nossa carne. E seus irmãos concordaram com ele.
\v 28 E quando passavam os midianitas mercadores, tiraram eles a José da cisterna, e trouxeram-lhe acima, e o venderam aos ismaelitas por vinte peças de prata. E levaram a José ao Egito.
\s5
\v 29 E Rúben voltou à cisterna, e não achou a José dentro, e rasgou suas roupas.
\v 30 E voltou a seus irmãos e disse: O jovem não aparece; e eu, aonde irei eu?
\s5
\v 31 Então eles tomaram a roupa de José, e degolaram um cabrito das cabras, e tingiram a roupa com o sangue;
\v 32 E enviaram a roupa de cores e trouxeram-na a seu pai, e disseram: Achamos isto, reconhece agora se é ou não a roupa de teu filho.
\v 33 E ele a reconheceu, e disse: A roupa de meu filho é; alguma fera selvagem o devorou; José foi despedaçado.
\s5
\v 34 Então Jacó rasgou suas roupas, e pôs saco sobre seus lombos, e fez luto por seu filho muitos dias.
\v 35 E levantaram-se todos os seus filhos e todas as suas filhas para consolá-lo; mas ele não quis tomar consolação, e disse: Porque eu tenho de descer a meu filho com luto até à sepultura. E chorou por ele seu pai.
\v 36 E os midianitas o venderam no Egito a Potifar, oficial de Faraó, capitão dos da guarda.

\s5
\c 38
\v 1 E aconteceu naquele tempo, que Judá desceu da presença de seus irmãos, e foi-se a um homem adulamita, que se chamava Hira.
\v 2 E viu ali Judá a filha de um homem cananeu, o qual se chamava Sua; e tomou-a, e se deitou com ela:
\s5
\v 3 A qual concebeu, e deu à luz um filho; e chamou seu nome Er.
\v 4 E concebeu outra vez, e deu à luz um filho, e chamou seu nome Onã.
\v 5 E voltou a conceber, e deu à luz um filho, e chamou seu nome Selá. E estava em Quezibe quando o deu à luz.
\s5
\v 6 E Judá tomou mulher para seu primogênito Er, a qual se chamava Tamar.
\v 7 E Er, o primogênito de Judá, foi mau aos olhos do SENHOR, e tirou-lhe o SENHOR a vida.
\s5
\v 8 Então Judá disse a Onã: Deita-te com mulher de teu irmão, e casa-te com ela, e suscita descendência a teu irmão.
\v 9 E sabendo Onã que a descendência não havia de ser sua, sucedia que quando se deitava com mulher de seu irmão derramava em terra, para não dar descendência a seu irmão.
\v 10 E desagradou aos olhos do SENHOR o que fazia, e também tirou a ele a vida.
\s5
\v 11 E Judá disse a Tamar sua nora: Fica-te viúva em casa de teu pai, até que cresça Selá meu filho; porque disse: Para que não aconteça que morra ele também como seus irmãos. E foi-se Tamar, e ficou em casa de seu pai.
\s5
\v 12 E passaram muitos dias, e morreu a filha de Sua, mulher de Judá; e Judá se consolou, e subia aos tosquiadores de suas ovelhas a Timna, ele e seu amigo Hira o adulamita.
\v 13 E foi dado aviso a Tamar, dizendo: Eis que teu sogro sobe a Timna a tosquiar suas ovelhas.
\v 14 Então tirou ela de sobre si as roupas de sua viuvez, e cobriu-se com um véu, e envolveu-se, e se pôs à porta das águas que estão junto ao caminho de Timna; porque via que havia crescido Selá, e ela não era dada a ele por mulher.
\s5
\v 15 E viu-a Judá, e teve-a por prostituta, porque havia ela coberto seu rosto.
\v 16 E desviou-se do caminho até ela, e disse-lhe: Eia, pois, agora deitarei contigo; porque não sabia que era sua nora; e ela disse: Que me darás, se deitares comigo?
\s5
\v 17 Ele respondeu: Eu te enviarei do gado um cabrito das cabras. E ela disse: Terás de me dar penhor até que o envies.
\v 18 Então ele disse: Que penhor te darei? Ela respondeu: Teu anel, e teu manto, e teu bordão que tens em tua mão. E ele lhe deu, e se deitou com ela, a qual concebeu dele.
\s5
\v 19 E levantou-se, e foi-se: e tirou o véu de sobre si, e vestiu-se das roupas de sua viuvez.
\v 20 E Judá enviou o cabrito das cabras por meio de seu amigo o adulamita, para que tomasse o penhor da mão da mulher; mas não a achou.
\s5
\v 21 E perguntou aos homens daquele lugar, dizendo: Onde está a prostituta das águas junto ao caminho? E eles lhe disseram: Não esteve aqui prostituta.
\v 22 Então ele se voltou a Judá, e disse: Não a achei; e também os homens do lugar disseram: Aqui não esteve prostituta.
\v 23 E Judá disse: Tome ela dessas coisas para si, para que não sejamos menosprezados: eis que eu enviei este cabrito, e tu não a achaste.
\s5
\v 24 E aconteceu que ao fim de uns três meses foi dado aviso a Judá, dizendo: Tamar tua nora cometeu imoralidade sexual, e além disso está grávida das promiscuidades. E Judá disse: Tirai-a, e seja queimada.
\v 25 E ela quando a tiravam, enviou a dizer a seu sogro: Do homem a quem pertence estas coisas, estou grávida: e disse mais: Olha agora a quem pertence estas coisas, o anel, e o manto, e o bordão.
\v 26 Então Judá os reconheceu, e disse: Mais justa é que eu, porquanto não a dei a Selá meu filho. E nunca mais a conheceu.
\s5
\v 27 E aconteceu que ao tempo de dar à luz, eis que havia dois em seu ventre.
\v 28 E sucedeu, quando dava à luz, que tirou a mão um, e a parteira tomou e amarrou à sua mão um fio de escarlate, dizendo: Este saiu primeiro.
\s5
\v 29 Porém foi que voltando ele a recolher a mão, eis que seu irmão saiu; e ela disse: Como fizeste sobre ti rompimento? E chamou seu nome Perez.
\v 30 E depois saiu seu irmão, o que tinha em sua mão o fio de escarlate, e chamou seu nome Zerá.

\s5
\c 39
\v 1 E levado José ao Egito, comprou-o Potifar, oficial de Faraó, capitão dos da guarda, homem egípcio, da mão dos ismaelitas que o haviam levado ali.
\v 2 Mas o SENHOR foi com José, e foi homem próspero: e estava na casa de seu senhor o egípcio.
\s5
\v 3 E viu seu senhor que o SENHOR era com ele, e que tudo o que ele fazia, o SENHOR o fazia prosperar em sua mão.
\v 4 Assim achou José favor em seus olhos, e servia-lhe; e ele lhe fez mordomo de sua casa, e entregou em seu poder tudo o que tinha.
\s5
\v 5 E aconteceu que, desde quando lhe deu o encargo de sua casa, e de tudo o que tinha, o SENHOR abençoou a casa do egípcio por causa de José; e a bênção do SENHOR foi sobre tudo o que tinha, tanto em casa como no campo.
\v 6 E deixou tudo o que tinha em mão de José; nem com ele sabia de nada mais que do pão que comia. E era José de belo semblante e bela presença.
\s5
\v 7 E aconteceu depois disto, que a mulher de seu senhor pôs seus olhos em José, e disse: Dorme comigo.
\v 8 E ele não quis, e disse à mulher de seu senhor: Eis que meu senhor não sabe comigo o que há em casa, e pôs em minha mão tudo o que tem:
\v 9 Não há outro maior que eu nesta casa, e nenhuma coisa me há reservado a não ser a ti, porquanto tu és sua mulher; como, pois, faria eu este grande mal e pecaria contra Deus?
\s5
\v 10 E foi que falando ela a José cada dia, e não escutando-a ele para deitar-se ao lado dela, para estar com ela.
\v 11 Aconteceu que entrou ele um dia em casa para fazer seu ofício, e não havia ninguém dos da casa ali em casa.
\v 12 E pegou-o ela por sua roupa, dizendo: Dorme comigo. Então ele deixou sua roupa nas mãos dela, e fugiu, e saiu-se fora.
\s5
\v 13 E aconteceu que quando viu ela que lhe havia deixado sua roupa em suas mãos, e havia fugido fora,
\v 14 Chamou aos de casa, e falou-lhes dizendo: Olhai que ele nos trouxe um hebreu, para que fizesse zombaria de nós: veio ele a mim para dormir comigo, e eu dei grandes vozes;
\v 15 E vendo que eu erguia a voz e gritava, deixou junto a mim sua roupa, e fugiu, e saiu-se fora.
\s5
\v 16 E ela pôs junto a si a roupa dele, até que veio seu senhor à sua casa.
\v 17 Então lhe falou ela semelhantes palavras, dizendo: O servo hebreu que nos trouxeste, veio a mim para desonrar-me;
\v 18 E quando eu levantei minha voz e gritei, ele deixou sua roupa junto a mim, e fugiu fora.
\s5
\v 19 E sucedeu que quando ouviu seu senhor as palavras que sua mulher lhe falara, dizendo: Assim me tratou teu servo; acendeu-se seu furor.
\v 20 E tomou seu senhor a José, e pôs-lhe na casa do cárcere, onde estavam os presos do rei, e esteve ali na casa do cárcere.
\s5
\v 21 Mas o SENHOR foi com José, e estendeu a ele sua misericórdia, e deu-lhe favor aos olhos do chefe da casa do cárcere.
\v 22 E o chefe da casa do cárcere entregou em mão de José todos os presos que havia naquela prisão; tudo o que faziam ali, ele o fazia.
\v 23 Não via o chefe do cárcere coisa alguma que em sua mão estava; porque o SENHOR era com ele, e o que ele fazia, o SENHOR o fazia prosperar.

\s5
\c 40
\v 1 E aconteceu depois destas coisas, que o copeiro do rei do Egito e o padeiro transgrediram contra seu senhor o rei do Egito.
\v 2 E irou-se Faraó contra seus dois eunucos, contra o principal dos copeiros, e contra o principal dos padeiros:
\v 3 E os pôs em prisão na casa do capitão dos da guarda, na casa do cárcere onde José estava preso.
\s5
\v 4 E o capitão dos da guarda deu responsabilidade deles a José, e ele lhes servia: e estiveram dias na prisão.
\v 5 E ambos, o copeiro e o padeiro do rei do Egito, que estavam detidos na prisão, viram um sonho, cada um seu sonho em uma mesma noite, cada um conforme a declaração de seu sonho.
\s5
\v 6 E veio a eles José pela manhã, e olhou-os, e eis que estavam tristes.
\v 7 E ele perguntou àqueles oficiais de Faraó, que estavam com ele na prisão da casa de seu senhor, dizendo: Por que parecem hoje mal vossos semblantes?
\v 8 E eles lhe disseram: Tivemos um sonho, e não há quem o declare. Então lhes disse José: Não são de Deus as interpretações? Contai-o a mim agora.
\s5
\v 9 Então o chefe dos copeiros contou seu sonho a José, e disse-lhe: Eu sonhava que via uma vide diante de mim,
\v 10 E na vide três sarmentos; e ela como que brotava, e surgia sua flor, vindo a amadurecer seus cachos de uvas:
\v 11 E que o copo de Faraó estava em minha mão, e tomava eu as uvas, e as espremia no copo de Faraó, e dava eu o copo em mão de Faraó.
\s5
\v 12 E disse-lhe José: Esta é sua declaração: Os três sarmentos são três dias:
\v 13 Ao fim de três dias Faraó te fará levantar a cabeça, e te restituirá a teu posto: e darás o copo a Faraó em sua mão, como costumavas quando eras seu copeiro.
\s5
\v 14 Lembra-te, pois, de mim para contigo quando tiveres esse bem, e rogo-te que uses comigo de misericórdia, e faças menção de mim a Faraó, e me tires desta prisão:
\v 15 Porque furtado fui da terra dos hebreus; e tampouco fiz aqui para que me houvessem de pôr no cárcere.
\s5
\v 16 E vendo o chefe dos padeiros que havia interpretado para o bem, disse a José: Também eu sonhava que via três cestos brancos sobre minha cabeça;
\v 17 E no cesto mais alto havia de todos os alimentos de Faraó, obra de padeiro; e que as aves as comiam do cesto de sobre minha cabeça.
\s5
\v 18 Então respondeu José, e disse: Esta é sua declaração: Os três cestos três dias são;
\v 19 Ao fim de três dias tirará Faraó tua cabeça de sobre ti, e te fará enforcar na forca, e as aves comerão tua carne de sobre ti.
\s5
\v 20 E foi o terceiro dia o dia do aniversário de Faraó, e fez banquete a todos os seus servos: e levantou a cabeça do chefe dos copeiros, e a cabeça do chefe dos padeiros, entre seus servos.
\v 21 E fez voltar a seu ofício ao chefe dos copeiros; e deu ele o copo em mão de Faraó.
\v 22 Mas fez enforcar ao principal dos padeiros, como lhe havia declarado José.
\v 23 E o chefe dos copeiros não se lembrou de José, ao invés disso lhe esqueceu.

\s5
\c 41
\v 1 E aconteceu que passados dois anos teve Faraó um sonho: Parecia-lhe que estava junto ao rio;
\v 2 E que do rio subiam sete vacas, belas à vista, e muito gordas, e pastavam entre os juncos:
\v 3 E que outras sete vacas subiam depois delas do rio, de feia aparência, e magras de carne, e pararam perto das vacas belas à beira do rio;
\s5
\v 4 E que as vacas de feia aparência e magras de carne devoravam as sete vacas belas e muito gordas. E despertou Faraó.
\v 5 Dormiu de novo, e sonhou a segunda vez: Que sete espigas cheias e belas subiam de uma só haste:
\v 6 E que outras sete espigas miúdas e abatidas do vento oriental, saíam depois delas:
\s5
\v 7 E as sete espigas miúdas devoravam as sete espigas espessas e cheias. E despertou Faraó, e eis que era sonho.
\v 8 E aconteceu que à manhã estava movido seu espírito; e enviou e fez chamar a todos os magos do Egito, e a todos os seus sábios: e contou-lhes Faraó seus sonhos, mas não havia quem a Faraó os interpretasse.
\s5
\v 9 Então o chefe dos copeiros falou a Faraó, dizendo: Lembro-me hoje de minhas faltas:
\v 10 Faraó se irou contra seus servos, e a mim me lançou à prisão da casa do capitão dos da guarda, a mim e ao chefe dos padeiros:
\v 11 E eu e ele vimos um sonho uma mesma noite: cada um sonhou conforme a interpretação de seu sonho.
\s5
\v 12 E estava ali conosco um jovem hebreu, servente do capitão dos da guarda; e o contamos a ele, e ele nos interpretou nossos sonhos, e interpretou a cada um conforme seu sonho.
\v 13 E aconteceu que como ele nos interpretou, assim foi: a mim me fez voltar a meu posto, e fez enforcar ao outro.
\s5
\v 14 Então Faraó enviou e chamou a José; e fizeram-lhe sair correndo do cárcere; e ele rapou-se a barba, mudou-se de roupas, e veio a Faraó.
\v 15 E disse Faraó a José: Eu tive um sonho, e não há quem o interprete; mas ouvi dizer de ti, que ouves sonhos para os interpretar.
\v 16 E respondeu José a Faraó, dizendo: Não está em mim; Deus será o que responda paz a Faraó.
\s5
\v 17 Então Faraó disse a José: Em meu sonho parecia-me que estava à beira do rio:
\v 18 E que do rio subiam sete vacas de gordas carnes e bela aparência, que pastavam entre os juncos:
\s5
\v 19 E que outras sete vacas subiam depois delas, magras e de muito feio aspecto; tão abatidas, que não vi outras semelhantes em toda a terra do Egito em feiura:
\v 20 E as vacas magras e feias devoravam as sete primeiras vacas gordas:
\v 21 E entravam em suas entranhas, mas não se conhecia que houvesse entrado nelas, porque sua aparência era ainda má, como de antes. E eu despertei.
\s5
\v 22 Vi também sonhando, que sete espigas subiam em uma mesma haste, cheias e belas;
\v 23 E que outras sete espigas miúdas, definhadas, abatidas do vento oriental, subiam depois delas:
\v 24 E as espigas miúdas devoravam as sete espigas belas: e disse-o aos magos, mas não há quem o interprete a mim.
\s5
\v 25 Então respondeu José a Faraó: O sonho de Faraó é um mesmo: Deus mostrou a Faraó o que vai fazer.
\v 26 As sete vacas belas são sete anos, e as espigas belas são sete anos; o sonho é um mesmo.
\s5
\v 27 Também as sete vacas magras e feias que subiam atrás elas, são sete anos; e as sete espigas miúdas e definhadas do vento oriental serão sete anos de fome.
\v 28 Isto é o que respondo a Faraó. O que Deus vai fazer, mostrou-o a Faraó.
\v 29 Eis que vêm sete anos de grande fartura toda a terra do Egito:
\s5
\v 30 E se levantarão depois eles sete anos de fome; e toda a fartura será esquecida na terra do Egito; e a fome consumirá a terra;
\v 31 E aquela abundância não mais será vista por causa da fome seguinte, a qual será gravíssima.
\v 32 E o suceder o sonho a Faraó duas vezes, significa que a coisa é firme da parte de Deus, e que Deus se apressa a fazê-la.
\s5
\v 33 Portanto, providencie Faraó agora um homem prudente e sábio, e ponha-o sobre a terra do Egito.
\v 34 Faça isto Faraó, e ponha governadores sobre o país, e tome a quinta parte da terra do Egito nos sete anos da fartura;
\s5
\v 35 E juntem toda a provisão destes bons anos que vêm, e acumulem o trigo sob a mão de Faraó para mantimento das cidades; e guardem-no.
\v 36 E esteja aquela provisão em depósito para o país, para os sete anos de fome que serão na terra do Egito; e o país não perecerá de fome.
\s5
\v 37 E o negócio pareceu bem a Faraó, e a seus servos.
\v 38 E disse Faraó a seus servos: Acharemos outro homem como este, em quem haja espírito de Deus?
\s5
\v 39 E disse Faraó a José: Pois que Deus te fez saber tudo isto, não há entendido nem sábio como tu:
\v 40 Tu serás sobre minha casa, e pelo que disseres se governará todo o meu povo; somente no trono serei eu maior que tu.
\v 41 Disse mais Faraó a José: Eis que te pus sobre toda a terra do Egito.
\s5
\v 42 Então Faraó tirou seu anel de sua mão, e o pôs na mão de José, e fez-lhe vestir de roupas de linho finíssimo, e pôs um colar de ouro em seu pescoço;
\v 43 E o fez subir em seu segundo carro, e proclamaram diante dele: Dobrai os joelhos; e pôs-lhe sobre toda a terra do Egito.
\s5
\v 44 E disse Faraó a José: Eu sou Faraó; e sem ti ninguém levantará sua mão nem seu pé toda a terra do Egito.
\v 45 E chamou Faraó o nome de José, Zefenate-Paneia; e deu-lhe por mulher a Azenate, filha de Potífera, sacerdote de Om. E saiu José por toda a terra do Egito.
\s5
\v 46 E era José de idade de trinta anos quando foi apresentado diante de Faraó, rei do Egito: e saiu José de diante de Faraó, e transitou por toda a terra do Egito.
\v 47 E fez a terra naqueles sete anos de fartura a amontoados.
\s5
\v 48 E ele juntou todo o mantimento dos sete anos que foram na terra do Egito, e guardou mantimento nas cidades, pondo em cada cidade o mantimento do campo de seus arredores.
\v 49 E ajuntou José trigo como areia do mar, muito em extremo, até não se poder contar, porque não tinha número.
\s5
\v 50 E nasceram a José dois filhos antes que viesse o primeiro ano da fome, os quais lhe deu à luz Azenate, filha de Potífera, sacerdote de Om.
\v 51 E chamou José o nome do primogênito Manassés; porque disse: Deus me fez esquecer todo o meu sofrimento, e toda a casa de meu pai.
\v 52 E o nome do segundo chamou-o Efraim; porque disse: Deus me fez fértil na terra de minha aflição.
\s5
\v 53 E cumpriram-se os sete anos da fartura, que houve na terra do Egito.
\v 54 E começaram a vir os sete anos de fome, como José havia dito: e houve fome em todos os países, mas em toda a terra do Egito havia pão.
\s5
\v 55 E quando se sentiu a fome toda a terra do Egito, o povo clamou a Faraó por pão. E disse Faraó a todos os egípcios: Ide a José, e fazei o que ele vos disser.
\v 56 E a fome estava por toda a extensão do país. Então abriu José todo depósito de grãos onde havia, e vendia aos egípcios; porque havia crescido a fome na terra do Egito.
\v 57 E toda a terra vinha ao Egito para comprar de José, porque por toda a terra havia aumentado a fome.

\s5
\c 42
\v 1 E vendo Jacó que no Egito havia alimentos, disse a seus filhos: Por que estais olhando uns para os outros?
\v 2 E disse: Eis que, eu ouvi que há alimentos no Egito; descei ali, e comprai dali para nós, para que possamos viver, e não nos morramos.
\v 3 E desceram os dez irmãos de José a comprar trigo ao Egito.
\v 4 Mas Jacó não enviou a Benjamim irmão de José com seus irmãos; porque disse: Não seja acaso que lhe aconteça algum desastre.
\s5
\v 5 E vieram os filhos de Israel a comprar entre os que vinham: porque havia fome na terra de Canaã.
\v 6 E José era o senhor da terra, que vendia a todo o povo da terra: e chegaram os irmãos de José, e inclinaram-se a ele rosto por terra.
\s5
\v 7 E José quando viu seus irmãos, reconheceu-os; mas fez que não os conhecesse, e falou-lhes asperamente, e lhes disse: De onde viestes? Eles responderam: Da terra de Canaã, para comprar alimentos.
\v 8 José, pois, reconheceu a seus irmãos; mas eles não o reconheceram.
\s5
\v 9 Então se lembrou José dos sonhos que havia tido deles, e disse-lhes: Sois espias; viestes ver a fraqueza do país.
\v 10 E eles lhe responderam: Não, meu senhor; teus servos vieram comprar alimentos.
\v 11 Todos nós somos filhos de um homem; somos homens honestos; teus servos nunca foram espias.
\s5
\v 12 E ele lhes disse: Não; viestes ver a fraqueza do país.
\v 13 E eles responderam: Teus servos somos doze irmãos, filhos de um homem na terra de Canaã; e eis que o menor está hoje com nosso pai, e outro desapareceu.
\s5
\v 14 E José lhes disse: Isso é o que vos disse, afirmando que sois espias;
\v 15 Nisto sereis provados: Vive Faraó que não saireis daqui, a não ser quando vosso irmão menor vier aqui.
\v 16 Enviai um de vós, e traga a vosso irmão; e vós ficai presos, e vossas palavras serão provadas, se há verdade convosco: e se não, vive Faraó, que sois espias.
\v 17 E juntou-os no cárcere por três dias.
\s5
\v 18 E ao terceiro dia disse-lhes José: Fazei isto, e vivei; eu temo a Deus;
\v 19 Se sois homens honestos, fique preso na casa de vosso cárcere um de vossos irmãos; e vós ide, levai o alimento para a fome de vossa casa;
\v 20 Porém haveis de trazer-me a vosso irmão mais novo, e serão comprovadas vossas palavras, e não morrereis. E eles o fizeram assim.
\s5
\v 21 E diziam um ao outro: Verdadeiramente pecamos contra nosso irmão, que vimos a angústia de sua alma quando nos rogava, e não o ouvimos; por isso veio sobre nós esta angústia.
\v 22 Então Rúben lhes respondeu, dizendo: Não vos falei eu e disse: Não pequeis contra o jovem; e não escutastes? Eis que também o sangue dele é requerido.
\s5
\v 23 E eles não sabiam que os entendia José, porque havia intérprete entre eles.
\v 24 E apartou-se ele deles, e chorou: depois voltou a eles, e lhes falou, e tomou dentre eles a Simeão, e aprisionou-lhe à vista deles.
\v 25 E mandou José que enchessem seus sacos de trigo, e devolvessem o dinheiro de cada um deles, pondo-o em seu saco, e lhes dessem comida para o caminho; e fez-se assim com eles.
\s5
\v 26 E eles puseram seu trigo sobre seus asnos, e foram-se dali.
\v 27 E abrindo um deles seu saco para dar de comer a seu asno no lugar de parada, viu seu dinheiro que estava na boca de seu saco.
\v 28 E disse a seus irmãos: Meu dinheiro se me foi devolvido, e ainda ei-lo aqui em meu saco. Alarmou-se, então, o coração deles e, espantados, disseram um ao outro: Que é isto que Deus nos fez?
\s5
\v 29 E vindos a Jacó seu pai em terra de Canaã, contaram-lhe tudo o que lhes havia acontecido, dizendo:
\v 30 Aquele homem, senhor da terra, nos falou asperamente, e nos tratou como espias da terra:
\v 31 E nós lhe dissemos: Somos homens honestos, nunca fomos espias:
\v 32 Somos doze irmãos, filhos de nosso pai; um desapareceu, e o menor está hoje com nosso pai na terra de Canaã.
\s5
\v 33 E aquele homem, senhor da terra, nos disse: Nisto conhecerei que sois homens honestos; deixai comigo um de vossos irmãos, e tomai para a fome de vossas casas, e ide,